A rede de drenagem da Ribeira de Algés enfrenta limitações no escoamento de cheias e vulnerabilidades agravadas pela urbanização e alterações climáticas.
Um estudo prévio sobre o troço canalizado da Ribeira de Algés vai ser entregue hoje, dia 16 de janeiro, ao Ministério do Ambiente, apontando os problemas estruturais da rede de drenagem e as soluções necessárias para reduzir o risco de cheias na região.
A análise mostra que grande parte dos troços não consegue escoar cheias de forma eficaz, com cerca de 57% a apresentar risco de colapso a médio prazo. A descarga para o Rio Tejo encontra-se limitada pelo assoreamento e pela influência das marés, enquanto a crescente urbanização e os efeitos das alterações climáticas aumentam a vulnerabilidade do território.
O documento, elaborado pelos Serviços Municipalizados de Saneamento de Oeiras e Amadora (SIMAS), propõe intervenções urgentes e estruturantes, num investimento global de 63 milhões de euros. A primeira fase, com 26 milhões de euros, inclui a reabilitação da descarga no Tejo e a recuperação estrutural dos troços críticos, com execução prevista em 18 meses. A segunda fase, estimada em 37 milhões de euros, prevê a duplicação de trechos, a criação de um sistema elevatório de águas pluviais e o reperfilamento de troços estratégicos, com prazo mínimo de execução de 24 meses.
Estas intervenções pretendem reforçar o sistema hidráulico, tornando-o mais eficiente e duradouro, reduzir os riscos de inundações e aumentar a resiliência do território perante eventos extremos, garantindo respostas mais eficazes às cheias e contribuindo para a sustentabilidade do saneamento na região.
Foto: Parques Tejo
