O Revolut quer consolidar-se como banco principal em Portugal, ao mesmo tempo que expande o negócio empresarial.
A Revolut tem como meta para 2026 deixar de ser encarada apenas como uma alternativa digital e passar a ocupar o lugar de banco primário dos clientes em Portugal. A ambição foi declarada por Rúben Germano, general manager da empresa em Portugal, durante o painel Frente a Frente – Protagonistas Digitais, integrado no Fórum Banca 2026, organizado pelo Jornal Económico e realizado na passada terça-feira no Hotel Ritz, em Lisboa.
“Não criamos um produto a pensar na banca. Pensamos num produto para competir com as necessidades dos clientes. Claramente o objetivo é ser o banco principal dos clientes em Portugal”, afirmou Germano. O responsável reconheceu que a Revolut enfrenta concorrência tanto dos bancos tradicionais como de outras fintechs, mas desvalorizou essa pressão, considerando-a um estímulo à melhoria dos produtos oferecidos. “Gostamos da concorrência, faz-nos ser melhores e termos um melhor produto”, disse.
Para atingir esse objetivo, a empresa aposta num reforço do segmento empresarial. O Revolut Business representa atualmente 15% da atividade total da empresa e regista um crescimento assinalável: no ano passado, o número de empresas integradas nesta vertente aumentou 40%, com um ritmo de integração de 20 mil novas empresas por mês. “O grande foco da Revolut tem sido no retalho e em pagamentos, mas queremos crescer no segmento empresarial”, sublinhou Germano.
Em Portugal, a empresa conta com dois escritórios – em Lisboa e no Porto – e um total de 1.300 trabalhadores. Rúben Germano admitiu que um dos principais desafios internos tem sido garantir uma experiência coerente e não fragmentada para os clientes nos vários países onde a Revolut opera. Quanto à relação com o Banco de Portugal, o responsável foi direto: “Tem sido bastante positivo”, afirmando não sentir qualquer diferença no tratamento relativamente a outros reguladores europeus.
