Com uma fantástica bateria e materiais resistentes, o Redmi Note 15 Pro+ 5G promete fiabilidade para não falhar quando é mais necessário.
O Redmi Note 15 Pro+ 5G é a mais recente adição à sub-marca da Xiaomi conhecia por apresentar soluções que equilibram desempenho e orçamentos acessíveis. E é também o primeiro topo de gama da Redmi a chegar ao mercado em 2026, com modelos que começam nos 219,99€, com o Note 15 na variante 6GB + 128GB.
Em mãos, temos o modelo mais avançado, que se apresenta por 529,99€, na variante de 12GB + 512GB e por tal como no modelo de todo do ano passado, o Redmi Note 15 Pro+ 5G não tem intenções de impressionar com números ou aquela postura premium e extravagante do segmento em que se insere. Em vez disso, a sensação que transmite é a de um equipamento concebido para uma utilização diária sem compromissos, apostando na resistência e na autonomia. Uma ambição que é concretizada, claro, com alguns compromissos.
O Redmi Note 15 Pro+ 5G começa por se apresentar com alguma elegância. É fino, com curvas discretas e um acabamento que remete mais para outros modelos premium da marca, do que para algo pensado para levar pancada. A combinação entre a moldura em alumínio e o ecrã ligeiramente curvo dá‑lhe um ar requintado, e a pele sintética na traseira afasta qualquer ideia de aspeto utilitário. Com sensivelmente oito milímetros de espessura, parece parece até bastante delicado e por essa razão até surpreende, tendo em conta tudo o que traz lá dentro. Apesar de não ser muito pesado, há uma sensação de peso que lhe confere aquela solidez de confiança no manuseamento e rapidamente se percebe porquê, pois estamos perante um dispositivo bem protegido, que reúne certificações IP66 e IP68, o que não é muito comum nesta gama de produto, e que conferem ao equipamento resistência a salpicos e quedas na água. Adicionalmente, a Xiaomi também apresentou o Redmi Note 15 Pro+ 5G certificação IP69K, que o prepara para cenários mais extremos e de teste mais complicado, como aguentar jatos de água a alta pressão e temperaturas elevadas. Tudo características mais comuns de encontrar em dispositivos industriais ou modelos “rugged”.
A proteção continua forte também no painel, no seu ecrã CrystalRes AMOLED com 6,83 polegadas, protegido pelo Corning Gorilla Glass Victus 2. Este painel conta ainda com uma resolução 1.5K, que apesar de não ser muito elevada, é uma escolha consciente e equilibrada na relação entre qualidade e consumo energético, já que oferece uma imagem nítida e cores vivas sem exageros. Conta com uma proporção um pouco mais larga, que torna a leitura e a navegação mais confortáveis do que em muitos modelos mais estreitos, e o seu brilho é igualmente impressionante. Mesmo sob sol direto, o ecrã é bastante legível e o pico de luminosidade ajuda a acentuar as qualidades do HDR. E o uso de PWM de alta frequência também está presente para ajudar a reduzir o cansaço visual em ambientes mais escuros, o que é muito bem vindo. A única área onde se nota uma concessão maior face a outros equipamentos recentes é na taxa de atualização. Apesar de conseguir atingir 120Hz, depende de alguns ajustes de software em vez da tecnologia LTPO, o que limita a eficiência na gestão de energia. Ainda assim, com a bateria generosa que o acompanha, esta limitação acaba por ter pouco impacto no dia a dia.
No interior do Redmi Note 15 Pro+ 5G encontra-se um processador da Qualcomm, o Snapdragon 7s Gen 4, que oferece um desempenho estável, consistente e sem surpresas desagradáveis. Não é uma configuração desenhada para entusiastas que procuram bater recordes em benchmarks, mas numa utilização real mostra‑se rápido, fluido e sempre pronto a responder. As aplicações abrem sem atrasos, a navegação entre tarefas decorre sem soluços e as animações mantêm‑se suaves mesmo depois de longos períodos de utilização. Em jogos, o comportamento até é mais convincente do eu esperava, sobretudo num modelo que aposta tanto na resistência. Jogos como PUBG Mobile e Fortnite executam sem problemas desde que estejam nas definições médias ou altas, e percebe‑se que a Xiaomi deu alguma prioridade ao controlo térmico. O equipamento aquece quando é sujeito a cargas prolongadas, mas não entra em bloqueios ou engasgos, o que ajuda a manter uma experiência estável durante toda a sessão.

O ponto menos entusiasmante deste smartphone está no seu armazenamento, e não é pela capacidade, já que o modelo em teste conta com 512GB. A marca insiste na utilização de memorias UFS 2.2, que já começam a ficar para trás face ao que muitos rivais oferecem na mesma faixa de preço. Na utilização diária, dificilmente revela ser um problema problemas, mas em instalações mais pesadas, grandes transferências ou em utilização multi-tarefas mais exigente, já se exige um tipo de armazenamento mais rápido. Ainda assim, é um aspeto que apenas os utilizadores habituados a utilizar smartphones topo de gama é que irão notar.
Do lado do software, o Redmi Note 15 Pro+ 5G chega com o HyperOS 2 pré-instalado, a interface da Xiaomi baseada no Android 15. Esta versão representa uma das mudanças mais maduras que a marca fez no seu software, em particular em comparação com a antiga MIUI, onde tudo parece mais sereno e organizado. As animações fluem melhor, as transições deixam de ter aquele ar ligeiramente caótico e o sistema transmite finalmente a sensação de estar pensado como um todo, e não como um conjunto de funcionalidades coladas umas às outras. A navegação no HyperOS navegação é suave, a multi-tarefa aguenta bem mesmo com várias aplicações abertas e a interface não perde ritmo ao longo do dia. Junta‑se a isto o bom controlo térmico do telefone e os seus 12GB de RAM, e ficamos com a sensação de que a Xiaomi, desta vez, dei prioridade à estabilidade e coerência em vez de encher o sistema de extras.
Ainda assim, há alguns aspetos menos positivos que continuam presentes. Ao ligar o telemóvel pela primeira vez, encontramos uma quantidade considerável de aplicações desnecessárias pré‑instaladas. Há aplicações utilitárias que fazem sentido, mas também existem outras que podemos considerar redundantes e outras que parecem estar ali apenas para mostrar sugestões ou notificações. Não é algo exclusivo deste modelo, mas significa que os primeiros minutos com o aparelho podem ser dedicados a limpar aquilo que não faz falta. Desativar recomendações e remover o que é supérfluo melhora claramente a experiência, tanto visualmente como na forma como o sistema se comporta em segundo plano. Felizmente, depois dessas afinações, o HyperOS 2 revela‑se muito agradável de utilizar. A autonomia ganha um pequeno impulso, as notificações em segundo plano tornam‑se menos intrusivas e a interface passa a condizer melhor com aquilo que o hardware é capaz de oferecer. Quem dedicar uns minutos a ajustar definições acaba por ter uma experiência claramente superior à de quem deixa tudo como vem de fábrica.
E como não podia deixar de ser, as funcionalidades de inteligência artificial também estão presentes. Estas não parecem assumir o protagonismo que muitas marcas impingem, mas ainda assim este modelo vem carregado com aplicações inteligentes. Para além de todas as aplicações já conhecidas do HyperAI que naturalmente funcionam muito bem, a integração com o Google Gemini é natural não se sente forçada, até porque ferramentas como o Circle to Search acrescentam utilidade real. Contudo, e apesar de não ser um telemóvel vendido com foco na inteligência artificial, vem com tudo o que a Xiaomi já nos habituo, e de forma muito bem implementada. Mais uma vez, o Gemini, em particular, continua a evoluir de forma consistente, com destaque para o Gemini Live, que funciona tal como em smartphones Google Pixel.
Quanto às atualizações, a Xiaomi promete quatro anos de atualizações do Android e seis anos de atualizações de segurança. E tendo em conta que este é um dispositivo pensado para durar fisicamente, o suporte de software prolongado torna‑se ainda mais relevante, e é precisamente aí que a marca ainda tem alguma margem para evoluir.

Para quem quiser usar o Redmi Note 15 Pro+ 5G para fotografia, irá encontrar um sensor principal de 200MP que se porta muito bem quando há luz suficiente. Com ajuda do estabilizador ótico de imagens, as fotos saem detalhadas, com cores equilibradas e um nível de nitidez ótimo para esta gama. A elevada resolução ajuda a obter um zoom digital aceitável, embora não consiga replicar a versatilidade de uma lente teleobjetiva ótica. E à noite, o desempenho continua interessante para o preço, com imagens limpas e pouco ruído. Já o seu sensor ultra‑angular de 8MP cumpre apenas com o básico, não impressionando mas também não comprometendo, e para a maioria dos utilizadores será mais do que suficiente. Para vídeo, o equipamento suporta captura 4K a 30 FPS, o que cobre perfeitamente a utilização casual, mesmo que alguns rivais ofereçam opções mais ambiciosas. Por fim, a câmara frontal de 32MP, essa sim, é uma evolução clara face à geração anterior, com resultados mais definidos e vídeo-chamadas com boa qualidade.
Mas onde o Redmi Note 15 Pro+ 5G realmente brilha é na autonomia. A sua bateria é de 6500mAh e aguenta facilmente um dia e meio de utilização intensa, podendo chegar perto dos dois dias com algum cuidado. Ajustando algumas definições pessoais consegui dois dias completos de autonomia sem limitar virtualmente nada. A tecnologia de silício‑carbono permitiu encaixar esta bateria gigante no corpo do dispositivo, o que é um marco fantástico, considerando que é o Redmi Note mais fino de sempre, com a Xiaomi a garantir ainda que a saúde da bateria se mantém estável durante vários anos. De acordo com a marca, tal é possível com o auxilio do chip Xiaomi Surge, que garante após 1600 ciclos de carregamento, uma vida útil da bateria com pelo menos 80%.
O Redmi Note 15 Pro+ 5G suporta ainda carregamento com fios via porta USB-C de até 100W, mas infelizmente a marca não o vende com o carregador adequado para carregamentos de alta felicidade. Ainda assim, com um carregador normal, o desempenho é satisfatório. Por exemplo, com um carregador de terceiros de 65W, a bateria carregou dos 20 até aos 100% em pouco mais de 50 minutos. Já o carregamento sem fio, essa é uma qualidade que ainda não está presente nesta série de smartphones. O que está presente é o carregamento reverso, que torna o Redmi Note 15 Pro+ 5G efetivamente numa powebank de emergência, com suporte para carregamento de 22,5W de outros equipamentos, como por exemplo auscultadores, através da porta USB-C. A titulo de comparação, o Galaxy S25 Ultra conta com a mesma função, mas limitado a 4,5W.
Como já havia mencionado, o Redmi Note 15 Pro+ 5G não surge numa corrida a números, nem procura causar impacto impacto imediato como muitos modelos de gama média o fazem. E, sinceramente, penso que nem é esse o foco da Xiaomi. O charme deste equipamento está na sua abordagem mais discreta, centrada na robustez, na resistência e na sensação de que é um telemóvel feito para durar, não para brilhar em tabelas de especificações. Num segmento onde quase todos tentam aproximar‑se dos equipamentos topos de gama, seja com câmaras ambiciosas, seja com processadores mais potentes, este ano a Xiaomi escolheu seguir um caminho diferente. E essa escolha molda completamente a experiência, para o bem e para o menos bem.

No seu slogan publicitário a Xiaomi faz referência à durabilidade extrema do equipamentos, e pessoalmente acho que no uso real, isso nota-se. Em particular para aqueles que, por qualquer razão, vivem com receio de deixar o telemóvel cair. Para melhorar a experiência junta-se uma bateria gigante e um hardware que sabe gerir bem os recursos, e o resultado é um telemóvel que se adapta ao ritmo do utilizador sem exigir atenção constante. No fim de contas, por 529,99€ o Redmi Note 15 Pro+ 5G é aquele tipo de equipamento que se adapta bem às necessidades da maiores dos utilizadores, mas com a vantagem de ser estável, resistente e transmitir a tranquilidade de que não vai falhar quando mais precisa.
Para além do Redmi Note 15 Pro+ 5G, a família Redmi Note 15 é composta por outros equipamentos igualmente interessantes já disponíveis no mercado nacional: o Note 15 Pro 5G, por 399,99€ para a versão com 8GB + 256GB e por 449,99€ para a versão 12GB + 512GB; o Redmi Note 15 5G com 8GB + 256GB por 309,99€ e com 12GB + 512GB por349,99€; e, por fim, o Redmi Note 15 com 6GB + 128GB por 219,99€ e a variante com 8GB + 256GB por 249,99€.

Este dispositivo foi cedido para análise pela Xiaomi Portugal.
