A operadora DIGI e o Metropolitano de Lisboa negoceiam uma infraestrutura provisória para garantir sinal de rede móvel em todas as linhas subterrâneas.
A DIGI e o Metropolitano de Lisboa encontram-se em negociações para garantir a cobertura de rede móvel em toda a infraestrutura subterrânea da capital. Após uma reunião realizada a 23 de janeiro de 2026, os serviços técnicos do Metro de Lisboa estão a avaliar uma proposta da empresa romena para a implementação de uma solução transitória, visando assegurar a conetividade dos clientes durante as viagens nos túneis.
O processo está a ser monitorizado de perto pelo Ministério das Infraestruturas e Habitação, liderado por Miguel Pinto Luz, na sequência de questões levantadas no Parlamento por deputados do Chega relativamente aos obstáculos na expansão do serviço. Atualmente, diz o Jornal de Negócios (acesso pago) o sinal da DIGI já abrange cerca de 20 estações.
A rede ficou acessível na totalidade da Linha Vermelha no último trimestre de 2025 e, posteriormente, na Linha Amarela no final de janeiro deste ano, através de implementações faseadas, sendo que a difusão tecnológica nas restantes Linhas Verde e Azul está projetada para decorrer ao longo de 2026. No entanto, este calendário oficial diverge das necessidades expressas pelo presidente executivo da operadora, Serghei Bulgac, que aponta a urgência em obter um acesso integral e imediato a toda a rede metropolitana.
A complexidade técnica do processo tem origem no enquadramento de um contrato estabelecido em 2005 entre o Metro de Lisboa e a MEO, Vodafone e NOS. Embora o documento estipule de forma clara a obrigatoriedade de partilha da rede de comunicações eletrónicas com novas entidades licenciadas, a MEO, que atua como interlocutora no processo, indicou inicialmente a necessidade de construção de uma infraestrutura nova para acomodar a concorrente.
Para evitar a morosidade das atualizações estruturais definitivas, a alternativa provisória apresentada pela DIGI encontra-se sob escrutínio para certificar a conformidade com as exigências da infraestrutura lisboeta. A análise foca-se nos rigorosos requisitos de segurança de pessoas e bens, na viabilidade física para a instalação dos novos equipamentos de difusão de cobertura e na capacidade de abastecimento dedicado de energia.
