O Razer Joro é um novo teclado sem fios que combina um design portátil minimalista e elegante perfeito para levar para qualquer lado.
Quando recebo um dispositivo ou periférico para experimentar, como qualquer pessoa, dou uma imediata atenção ao seu design. E se há coisa que aprecio bastante é quando estes equipamentos se destacam pela simplicidade e elegância. Durante os últimos anos, felizmente, marcas de periféricos para computadores, na sua maioria orientadas para jogadores e criadores de conteúdos, têm revelado uma crescente maturidade, não só evoluindo iterativamente com tecnologias que respondem às necessidades e exigências dos consumidores, como também têm apostado em materiais mais duradouros, ecoconscientes e com designs realmente apelativos. Quebrando aquela barreira que os separava de “brinquedos”, tornando-se equipamentos para todo o tipo de utilizadores, sejam jogadores, criadores de conteúdo, profissionais ou casuais.
Começo com este prefácio porque o Razer Joro, um novo teclado sem fios da Razer, deixou-me completamente encantado com a sua aparência assim que o tirei da caixa, primando por uma simplicidade tão grande que se torna quase difícil de descrever. É apenas um teclado, sem grandes extras visuais, minimalista, sóbrio, discreto e extremamente fino. Tudo qualidades que não só definem a sua forma, mas também a sua essência e utilização.
Concetualmente, o Razer Joro aproxima-se daquilo que eu gostava que qualquer teclado fosse. Simples, discreto e sem fios. É claro que essa receita não é realisticamente tangível sem algumas concessões, entre elas monetárias e, obviamente, tecnológicas. O Razer Joro não é, por exemplo, um teclado mecânico ou ótico. Não é um teclado de formato completo. Não recorre a tecnologias sem fios de latência nula. No fundo, não responde às necessidades encontradas para preencher numa “battlestation”. Mas não são estas faltas que o detraem de não responder à sua finalidade.
O Razer Joro não é apenas um teclado sem fios. É um teclado portátil. Para ser levado numa mochila e ligado a uma miríade de dispositivos. Numa era em que as televisões podem ser controladas com teclados, os tablets assumem funções semelhantes às de um computador portátil e assistirmos a uma nova geração de computadores para jogos como a Steam Deck e as ROG Ally, esta solução da Razer chega na altura certa e também com o formato certo para ser usada com estes equipamentos.
Construído com recurso a materiais como alumínio, especialmente na parte frontal, o Razer Joro é tão fino e pequeno como leve, pesando pouco mais de 370gr. Em dimensões, tem cerca de 30 cm de largura, 11 cm de altura e uma impressionante espessura de cerca de 1,6 cm se considerarmos apenas a altura dos pés e dos botões na parte mais espessa. Já o corpo em si varia entre os 1,3 cm e os 0,8 cm, na parte mais fina. Apesar de leve, fino e de pequenas dimensões, é um teclado robusto, que pouco ou nada chocalha ao ser abanado e que transmite uma sensação premium bastante satisfatória.
Se tiver que apontar já um detalhe menos positivo, tem apenas a ver com a disponibilidade de layouts, que na Europa é vendido apenas com layout em francês ou em inglês norte-americano, que foi o modelo que recebi para teste. Este teclado conta, assim, com uma distribuição de algumas teclas pouco habituais, com destaque para a ausência de símbolos como “ç”. Nada de grave, apenas a considerar no ato de escolha.
Trata-se de um teclado de baixo perfil, com uma disposição de teclas e formato semelhante ao que encontramos já embutido em computadores portáteis, mais especificamente em ultraportáteis, dado que adota o formato de 75%, o que significa a ausência de um teclado numérico lateral e a condensação de teclas com várias ações, mantendo, no entanto, uma linha completa de teclas de função F e as setas direcionais no canto inferior direito. Sendo compatível com sistemas Windows e Mac, o teclado incorpora teclas com funções para o Start Menu do Windows, o Cmd para ambiente Mac, e também uma tecla dedicada ao Copilot, que pode ser personalizada para outras ações e agentes inteligentes que se tornam cada vez mais presentes nos nossos dispositivos. E, dada a sua natureza, a maioria dos comandos, nomeadamente de ações Fn e multimédia, requerem combinações extra, o normal neste tipo de formatos.
Familiar para quem está habituado a usar computadores portáteis será também a sua utilização ao escrever ou a controlar jogos e aplicações, com uma deslocação entre teclas relativamente curta e distâncias de atuação também elas reduzidas, devido ao extremamente baixo perfil de cada tecla. A sensação ao clique é satisfatória, com uma resposta tátil de clique audível, mas simultaneamente suave, resultado da natureza elástica de cada botão, semelhante ao que encontramos em teclados de membranas, mas concentrado individualmente em cada tecla. Como seria de esperar de um teclado da Razer, contamos com iluminação LED individual, com recurso ao Razer Chroma RGB, que pode ser personalizada com software da marca.
E por falar em software, o Razer Joro não necessita de nada para ser usado, ou seja, o software da Razer é opcional. Pode ser usado com fios, via USB-C, que também serve para carregar, mas é no Bluetooth 5.0 que o Razer Joro explora o seu potencial portátil e plug-and-play simplista com qualquer dispositivo compatível. Seria interessante encontrar outra solução wireless por rádio-frequência, como é comum noutros dispositivos, mas para o que propõe funciona extraordinariamente bem.
Não é um teclado necessariamente para jogos e, para quem quiser uma solução de secretária para o seu setup, poderá não ser o indicado. Ainda assim, a Razer atribuiu-lhe algumas características de destaque nesse âmbito, como funcionalidades anti-ghosting, N-Key Rollover e suporte do Snap Tap, para alterações imediatas de movimentos em jogos mais ativos.
Por fim, convém também mencionar a sua autonomia. A Razer dá-nos uma longevidade de utilização com valores extremamente díspares. Promete mais de 1800 horas em modo económico, ou seja, com a iluminação a 0%, ou apenas 5 horas com o brilho no máximo. Da minha experiência, com o brilho a menos de metade da intensidade, a verdade é que consegui usar o Razer Joro de forma relativamente intensa durante um fim de semana inteiro, sem me pedir a carga, o que considero bastante confortável num cenário mais realista e casual, alinhado com a natureza do teclado.
Apesar de não ser o produto mais avançado da Razer, é definitivamente uma das soluções no segmento de teclados mais interessantes do seu catálogo. Um teclado completamente sem fios, com um design tão atraente como funcional, com concessões conscientes que não detraem da sua experiência. E o seu peso, dimensões e formato tornam-no num companheiro ideal para a nova geração de dispositivos portáteis orientados para jogos.
O Razer Joro está disponível a partir de 129,99€.
Este produto foi cedido para análise pela Razer.