Raspadinha reforça liderança nos jogos Santa Casa e pesa 60% das vendas

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Em 2025, os jogos sociais do Estado renderam 3.143 milhões de euros. A Raspadinha manteve a liderança e as vendas atingiram o segundo melhor valor de sempre.

Em 2025, os portugueses gastaram 3.143 milhões de euros nos jogos sociais do Estado, explorados pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o equivalente a uma média diária de 8,6 milhões de euros, revela o Jornal Económico (acesso pago). O valor representa uma subida ligeira face aos 3.142 milhões registados em 2024 e traduz-se no segundo melhor resultado de sempre em vendas brutas destes jogos, apenas atrás de 2019, quando o total chegou aos 3.360 milhões de euros.

A raspadinha voltou a destacar-se como o principal produto dos jogos Santa Casa. Com 1.886 milhões de euros em vendas, o jogo instantâneo cresceu 2,1% em relação ao ano anterior e reforçou o seu peso no conjunto do portefólio, passando de 58,8% para 60% do total. Essa evolução foi acompanhada pela quebra de outros jogos, o que acabou por acentuar ainda mais a distância entre a lotaria instantânea e as restantes apostas.

A segunda maior fatia das vendas pertenceu às apostas mútuas, onde se incluem o Euromilhões e o M1LHÃO, que totalizaram 578 milhões de euros, mais 2,2% do que em 2024. Em sentido inverso, o Totoloto recuou 6,2% e fechou 2025 com 109 milhões de euros, no ano em que completou 40 anos. O Totobola registou uma evolução mais favorável, com vendas de 5,6 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 25%.

Também a Lotaria Clássica e a Lotaria Popular fecharam o ano em alta. A primeira atingiu 58 milhões de euros, com uma subida de 17,2%, enquanto a segunda chegou aos 32 milhões de euros, mais 11,1% face ao ano anterior. Já o Placard voltou a perder terreno, com uma quebra próxima de 10% e vendas de 383 milhões de euros, no ano em que assinalou uma década de existência. O EuroDreams também perdeu força e terminou 2025 com 92 milhões de euros, menos 13,3% do que os 106 milhões registados no primeiro ano completo do jogo, lançado em 2023.

As vendas online continuaram a crescer e atingiram 137 milhões de euros, o valor mais alto de sempre, com um aumento de 3,9%. Ainda assim, os prémios atribuídos diminuíram para 1.944 milhões de euros, abaixo dos 2.073 milhões registados em 2024, que tinham sido o máximo histórico. Na prática, os apostadores receberam menos do que gastaram: a diferença entre o montante apostado e os prémios pagos foi de 1.199 milhões de euros, o equivalente a cerca de 3,2 milhões por dia.

O valor dos prémios caducados, ou seja, prémios não reclamados dentro do prazo legal, também voltou a subir em 2025. No total, chegaram aos 12,21 milhões de euros, mais 7% do que os 11,43 milhões do ano anterior. Quando os prémios não são levantados no prazo de três meses após o sorteio ou extração, revertem para a Santa Casa, que nesse ano obteve com isso um encaixe líquido de 11,4 milhões de euros.

A raspadinha foi ainda o jogo que mais prémios distribuiu, com 1.186 milhões de euros, o que representa 61% do total pago aos apostadores. Mesmo assim, os maiores prémios individuais foram atribuídos por outros jogos. Em 2025, nasceram 44 novos milionários, que receberam em conjunto perto de 76 milhões de euros, menos do que os 77 premiados em 2024. Os maiores montantes foram pagos a apostadores do M1LHÃO e do Totoloto, enquanto o EuroDreams completou o grupo dos prémios mais elevados.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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