Como e quando serão implementadas, ainda não sabemos.
Na última chamada com os seus investidores, o CEO da Electronic Arts, Andrew Wilson, afirmou que o futuro do sustento dos seus videojogos passa pela implementação de publicidades dentro dos seus jogos de altas produções.
Quando questionado por Eric James Sheridan, da Goldman Sachs, sobre as oportunidades de mercado para inserções dinâmicas de publicidade em mais jogos de altas produções tradicionais, Wilson responde que esta ideia está atualmente a ser explorada, ainda numa fase muito inicial, não querendo assim dizer que será de todo implementada, ou como será implementada, mas o desejo está lá, assim como a avaliação de como fazê-lo.
“Para responder à sua pergunta sobre a publicidade em termos gerais, mais uma vez, penso que ainda é cedo para o fazer. E temos procurado, ao longo da nossa história, estar muito atentos à publicidade no contexto das nossas experiências de jogo. Mas, mais uma vez, quando pensamos nos muitos, muitos biliões de horas passadas, tanto a jogar, como a criar, a assistir, a ligar e a ligar-se e onde grande parte desse envolvimento se situa nos limites de uma experiência de jogo tradicional, a nossa expetativa é que a publicidade tenha a oportunidade de ser um fator de crescimento significativo para nós.
Vamos estar muito atentos à medida que avançamos nessa direção, mas temos equipas internas na empresa que estão agora a estudar a forma de fazer implementações muito bem pensadas dentro das nossas experiências de jogo. Mas o mais importante é que, à medida que começamos a criar comunidades e a aproveitar o poder da comunidade para além dos limites dos nossos jogos, como é que pensamos na publicidade como um motor de crescimento nesse tipo de experiências?”, explicou Andrew Wilson, admitindo que ainda é cedo para saltar para esse passo.
Publicidade em videojogos não é um conceito novo, muito menos para a Electronic Arts, que nos seus simuladores desportivos e em jogos enquanto serviço, seja para criar atmosferas realistas ou pelas licenças adquiridas, tem optado por publicidades não obstrutivas. Também em jogos de corridas arcade, como a série Need For Speed – com a série Underground – começou a ser comum vermos marcas de acessórios e de outros produtos em cartazes, ou num exemplo talvez controverso para a altura, publicidades políticas a Barack Obama em Burnout Paradise, durante a sua campanha eleitoral.
Noutros jogos mais tradicionais, levanta-se a questão de como é que poderão ser implementadas. Será através de product placements? Banners nos ecrãs de loading? Ou a pior de todas, inserções dinâmicas que afetam a experiência de jogo? São estas e outras as questões que levantam agora mais dúvidas e aquelas que a Electronic Arts terá que avaliar bastante bem se decidir avançar para a frente.
