A Agência Portuguesa do Ambiente condiciona a manutenção do estatuto balnear da praia de Matosinhos à apresentação de um programa de combate à poluição.
A praia de Matosinhos pode deixar de ser classificada como zona balnear. A situação decorre da avaliação negativa registada na época balnear do ano passado, quando a qualidade da água foi considerada “má”, na sequência de episódios recorrentes de poluição que levaram à interdição e ao desaconselhamento de banhos, sobretudo devido ao risco de contaminação pela bactéria Escherichia coli.
Segundo a Proposta de Lista de Águas Balneares para o próximo ano, atualmente em consulta pública e promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente, a manutenção da classificação da praia de Matosinhos está dependente da apresentação, por parte da Câmara Municipal, de um programa de medidas dirigido às causas da poluição. O documento destaca que esta é a única praia da faixa marítima continental a encontrar-se nesta situação, existindo apenas casos semelhantes no Interior do país e na Região Autónoma da Madeira.
Perante este cenário, diz o Jornal de Notícias (acesso pago) que a autarquia de Matosinhos afirma estar a desenvolver um trabalho contínuo em articulação com as entidades competentes, encontrando-se em execução um programa orientado para a melhoria da qualidade da água balnear. De acordo com o município, esse plano incide na identificação das origens da poluição e na implementação de medidas corretivas, estando atualmente sujeito a revisão e acompanhamento permanente.
Entre as ações em curso, são referidas a monitorização regular da qualidade da água, intervenções nas ribeiras que desaguam na praia, a deteção e correção de ligações indevidas e a realização de estudos científicos destinados a aprofundar o conhecimento sobre os fatores que influenciam a qualidade da água.
