O Porto de Leixões terá novos investimentos estruturantes até 2035, reforçando a capacidade logística, a eficiência operacional e a ligação à cidade.
O Governo apresentou o Plano Estratégico do Porto de Leixões para o período de 2026 a 2035, colocando o mar no centro das prioridades de desenvolvimento económico e da projeção internacional de Portugal. A apresentação decorreu no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos, no dia 27 de janeiro, conduzida pelo Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que questionou: “Como foi possível um país virado para o Atlântico não ter uma visão clara para o mar?”
Durante a sessão, Miguel Pinto Luz sublinhou a crescente pressão sobre as cadeias logísticas, a necessidade de melhorar a eficiência operacional e o cumprimento das metas ambientais do setor marítimo-portuário. O plano estratégico pretende reforçar a capacidade de crescimento do porto através de investimentos estruturantes, contemplando a expansão da navegabilidade e do movimento de contentores, além de fortalecer a intermodalidade, nomeadamente através da ferrovia e da ligação ao porto seco da Guarda. A estratégia integra também medidas de descarbonização, transição energética e uma aproximação mais intensa à cidade.
O ministro destacou ainda a importância de Portugal assumir um papel de ponte entre Terra e Mar, afirmando a necessidade de consolidar a identidade do país como uma nação marítima reinventada. O Porto de Leixões ocupa um lugar central na competitividade nacional, sendo a segunda maior infraestrutura portuária do país. Anualmente, recebe cerca de 2.400 navios, movimenta 20% do comércio externo por via marítima e garante exportações para 184 países, apoiando uma das regiões mais industrializadas e exportadoras e assegurando o abastecimento logístico da Península Ibérica.
