O conjunto Palácio e Jardins do Conde de Farrobo será transformado num complexo de escritórios, numa obra que promete aliar a preservação patrimonial à sustentabilidade.
O conjunto classificado do Palácio e Jardins do Conde de Farrobo, em Lisboa, prepara-se para acolher uma nova dinâmica urbana. A construtora Cari assumiu a responsabilidade pela reabilitação e modernização do palacete do século XIX ali existente, numa empreitada orçada em quatro milhões de euros. O projeto, que visa transformar o imóvel histórico num moderno complexo de escritórios e serviços, tem conclusão prevista para o final do primeiro semestre de 2027.
A intervenção reveste-se de particular complexidade técnica e patrimonial, dada a inserção do edifício num contexto urbano sensível. A abordagem delineada para a obra assenta num compromisso rigoroso entre o respeito pela memória arquitetónica da traça original e a integração de soluções construtivas contemporâneas. O objetivo é assegurar que a modernização necessária para as novas funções corporativas seja compatível com o valor histórico do edificado.
Para além da recuperação da estrutura física do palacete, o projeto contempla uma forte componente ambiental e de requalificação urbana da envolvente. Estão previstos o aumento significativo da área permeável do lote e a requalificação paisagística dos jardins, bem como a implementação de soluções técnicas que visam a recapacitação sustentável de um edifício com mais de um século de existência.
O desenvolvimento da obra está a ser realizado em estreita articulação com diversas entidades especializadas e de tutela. O projeto de arquitetura está a cargo do Atelier Falanstério, com consultoria de engenharia da Profico, contando ainda com a supervisão da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e da Câmara Municipal de Lisboa, além de equipas dedicadas às áreas de arqueologia e conservação e restauro.
