Não, não se vai “receber dinheiro” pelo depósito de garrafas e latas

Convém simplificar a linguagem e não induzir os leitores em erro. A palavra correta a utilizar no depósito de garrafas e latas é “reembolso”.

Está para breve, mais especificamente para 10 de abril, a entrada em vigor do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), que prevê a instalação de cerca de 2.500 máquinas e a criação de 12.500 pontos de recolha manuais, formando uma rede nacional destinada a melhorar a recolha de resíduos de embalagens.

O funcionamento do SDR é simples: ao comprar uma bebida, o consumidor pagará um pequeno valor adicional, correspondente ao depósito da embalagem. Esse montante será devolvido integralmente quando a garrafa ou a lata forem entregues numa das máquinas automáticas que serão instaladas em supermercados e outros pontos de venda em todo o país. O objetivo é incentivar a devolução das embalagens e promover hábitos de consumo mais responsáveis, reduzindo significativamente o lixo abandonado no espaço público.

Todo o processo será gerido pela SDR Portugal, entidade licenciada pela Agência Portuguesa do Ambiente e pela Direção-Geral das Atividades Económicas. Criada em 2021, esta associação reúne mais de 90% das empresas do setor das bebidas e do retalho nacional, incluindo produtores e distribuidores, e será responsável pela instalação das máquinas de recolha, pela criação de centros de triagem e pela gestão do sistema informático que assegurará a rastreabilidade das embalagens.

O Sistema de Depósito e Reembolso nasce de uma exigência europeia: até 2029, todos os Estados-Membros da União Europeia deverão recolher seletivamente 90% das embalagens de bebidas descartáveis. Portugal comprometeu-se também a garantir que, até 2040, as garrafas de plástico incluam pelo menos 65% de material reciclado.

O problema é que vários órgãos de comunicação social têm utilizado a velha técnica do clickbait para indicar que se irá “receber dinheiro” ao devolver garrafas e latas nos pontos de recolha. A linguagem utilizada é incorreta, pois a expressão indicada a utilizar é “reembolso”, uma vez que é o cliente, o consumidor final, que estará a pagar 10 cêntimos a mais por embalagem. E para reaver esse montante, só mesmo “devolvendo” as garrafas e latas num ponto de recolha disponível algures.

Ou seja, ninguém estará a ganhar dinheiro. Quanto muito, recupera-se dinheiro, um valor gasto a mais. Infelizmente, esta será mais uma medida para o Estado meter alguns milhões nos bolsos, pois muitos serão aqueles que não se irão dar ao trabalho de devolver nada por causa de cêntimos…

Razer e BLACKPINK juntam-se numa coleção de acessórios única

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O popular grupo de K-pop BLACKPINK pintam os acessórios da Razer numa coleção para os maiores fãs.

A Razer tem uma nova colaboração, desta vez com o popular grupo de K-Pop, BLACKPINK, que apresentam vários acessórios com cores e decorações inéditas.

A coleção BLACKPINK X Razer faz parte de duas grandes iniciativas, o lançamento de mais acessórios da Razer, com linhas temáticas e pré-personalizadas, e a atual World Tour <DEADLINE> das BLACKPINK, que inclui a abertura de Pop‑Up Store em Hong Kong, que abriu no passado dia 14 de janeiro.

A nova coleção BLACKPINK X Razer é composta por quatro acessórios, para preencher o setup dos utilizadores, destacando-se pelos tons rosa e acentos escuros. Entre eles temos o Razer Ornata V3 Tenkeyless – Edição BLACKPINK, um teclado RGB de perfil baixo com switches Mecha‑Membrane clicky; o Razer DeathAdder Essential – Edição BLACKPINK, um rato ergonómico, de formato clássico com switches mecânicos e botões programáveis; o Razer Gigantus V2 – Medium – Edição BLACKPINK, um dos tapetes de referência da marca de médias dimensões, com textura suave e resistente; e, por fim, a Razer Enki X – Edição BLACKPINK, uma das cadeiras da marca, concebida para longas sessões de utilização com o melhor conforto.

Estes acessórios ficarão disponíveis durante a primavera através da loja da Razer e lojas autorizadas, com os seguintes preços:

  • Razer Ornata V3 Tenkeyless– Edição BLACKPINK: 129,99€
  • Razer DeathAdder Essential – Edição BLACKPINK: 54,99€
  • Razer Gigantus V2 – Medium – Edição BLACKPINK: 34,99€

O preço da Razer Enki X – Edição BLACKPINK para a Europa não foi revelado, apresentando-se por 499.99 dólares, mas o seu lançamento esta prometido para “todo o mundo”. Podem ficar a saber mais sobre a coleção BLACKPINK X Razer, na sua página oficial.

Governo autoriza abate de 508 sobreiros em Oliveira do Hospital para unidade solar da Sonae Arauco

A instalação de uma unidade solar da Sonae Arauco em Oliveira do Hospital envolve o abate de 508 sobreiros, com plano de compensação ambiental aprovado pelo ICNF.

O Governo declarou de utilidade pública a instalação de uma unidade de produção para autoconsumo (UPAC) junto à unidade industrial da Sonae Arauco Portugal, localizada na freguesia de São Paio de Gramaços, no concelho de Oliveira do Hospital.

O projeto prevê a construção de uma central solar fotovoltaica com capacidade de 13 352,145 kWp e potência de 11 800 kVA, destinada principalmente a satisfazer as necessidades de energia elétrica da própria fábrica. O problema? É que, para concretizar a obra, a empresa solicitou autorização para o corte de 508 sobreiros – 336 jovens e 172 adultos – numa área de 2,8 hectares adjacente à unidade industrial.

O empreendimento é considerado de interesse público, económico e social, contribuindo para a descarbonização e eficiência energética da empresa, assim como para os objetivos nacionais estabelecidos no Plano Nacional de Energia e Clima para 2030. O projeto integra estratégias de redução das emissões de gases com efeito de estufa, promoção de fontes renováveis e soluções de autoconsumo, ao mesmo tempo que reforça a diversificação do cabaz energético e a segurança do abastecimento do país.

Do ponto de vista económico, a instalação da UPAC representa um investimento de cerca de 8,5 milhões de euros, com impacto indireto na criação de emprego na região. Este investimento insere-se num conjunto maior, superior a 50 milhões de euros, destinado à modernização e à incorporação de tecnologias que promovem a eficiência produtiva, fortalecendo a competitividade da unidade da Sonae Arauco, que atualmente emprega mais de 200 pessoas diretamente e cerca de 600 de forma indireta, sendo um dos principais motores do desenvolvimento económico local.

A escolha da localização da UPAC justifica-se pelas características paisagísticas e topográficas da área envolvente à unidade industrial, que, conjugadas com os requisitos técnicos e legais, condicionam a instalação à proximidade da fábrica, não existindo alternativas viáveis. O projeto não está sujeito a avaliação de impacte ambiental, por não atingir os limiares que exigem este procedimento, não afetar áreas sensíveis e não apresentar impactos negativos significativos, conforme decisão da Direção-Geral de Energia e Geologia, que definiu as medidas a incluir na licença.

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas confirmou que a instalação não interfere com áreas classificadas nem com zonas de proteção especial, enquanto a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital salientou que qualquer intervenção deverá respeitar a compatibilidade com as edificações existentes e as normas legais de edificabilidade. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro emitiu parecer favorável, considerando que o projeto não afetará de forma significativa a estabilidade ou equilíbrio ecológico do território, estando apenas sujeito a comunicação prévia em relação a uma área de Reserva Ecológica Nacional de 10.470 470 m2. O ICNF esclareceu ainda que a área destinada aos painéis não interseta a Reserva Agrícola Nacional nem a zona de servidão rodoviária da Estrada Nacional 17, respeitando os afastamentos legais.

Para compensar, a Sonae Arauco Portugal apresentou um projeto que prevê o plantio de sobreiros numa área de 6,35 hectares na freguesia da Freixiosa, concelho de Mangualde, assegurando que as condições do solo e do clima são adequadas para a execução do plano.

Governo prepara lançamento do concurso para prospeção de lítio no Alentejo

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Alentejo volta ao centro das atenções na estratégia nacional para matérias‑primas críticas.

A estratégia nacional para as matérias‑primas críticas voltou a colocar o Alentejo em destaque. A Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, revelou que o concurso público para a prospeção e pesquisa de lítio poderá avançar ainda durante o ano de 2026, numa fase em que o Governo está a concluir os princípios estruturantes da política mineira definidos há cerca de um ano.

A ministra revelou que a aceitação social e o envolvimento das comunidades locais serão determinantes para qualquer avanço no terreno. Segundo afirmou, apenas os projetos que demonstrem benefícios concretos para as populações, como a criação de emprego qualificado e a geração de riqueza local, poderão seguir em frente, sempre com a garantia de que os impactos ambientais se mantêm dentro de limites considerados aceitáveis.

Para além disso, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) terá um papel central neste processo, sendo a Avaliação de Impacte Ambiental o mecanismo decisivo para aprovar ou travar intervenções no território. Ao mesmo tempo, o Executivo está a analisar modelos internacionais e experiências já existentes em Portugal, com especial atenção ao Alentejo, para definir como deverá funcionar a partilha de benefícios económicos com as regiões onde a atividade mineira venha a ocorrer.

A urgência em avançar com o concurso está associada à necessidade de reforçar a autonomia europeia no acesso a minerais essenciais para a transição energética. Ainda assim, o Ministério do Ambiente garante que a pressa não colocará em causa o rigor técnico nem a transparência perante as populações, procurando um equilíbrio entre o desenvolvimento industrial e a proteção do património natural alentejano.

Ponte Móvel de Leixões vai estar fechada ao trânsito durante 90 dias

Obras de beneficiação na Ponte Móvel de Leixões exigem desvio do tráfego automóvel para a A28.

A Ponte Móvel do Porto de Leixões vai estar encerrada ao tráfego automóvel durante um período máximo de três meses, com os veículos a serem desviados para a A28. Durante esta fase, o transporte de peões será assegurado por autocarros disponibilizados pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), e eventuais cortes no trânsito ocorrerão sobretudo à noite, de forma a manter a circulação pedonal durante o dia.

O encerramento deve-se a uma intervenção de modernização e proteção anticorrosiva na ponte, destinada a prolongar a durabilidade da estrutura, reforçar a segurança e garantir a plena funcionalidade desta infraestrutura central para a mobilidade da região. Os trabalhos incluem a desmontagem controlada de peças metálicas degradadas, passadiços, varandins e cabines, o tratamento anticorrosivo da estrutura principal e a substituição por novos elementos metálicos com proteção reforçada. Será ainda renovado o passeio pedonal, incluindo uma nova cobertura para abrigo dos utilizadores.

A empreitada terá uma duração prevista de 14 meses, podendo sofrer ajustes em função de condições climatéricas ou imprevistos técnicos. A APDL procura manter a ponte operacional sempre que possível, assegurando a passagem de navios, veículos e peões, mesmo durante a execução dos trabalhos.

Gov.pt passa a permitir pedido de segunda via do Cartão de Cidadão

A app gov.pt permite agora pedir a segunda via do Cartão de Cidadão, ADSE e ACP e gerir os documentos de filhos ou dependentes diretamente no telemóvel.

A aplicação gov.pt passou a permitir que os cidadãos solicitem a segunda via de vários documentos e gerem os cartões de dependentes diretamente no telemóvel, sem necessidade de deslocação a serviços presenciais.

Entre os documentos disponíveis estão o Cartão de Cidadão, o Cartão ADSE e o Cartão ACP, estando previsto o alargamento desta funcionalidade a outros documentos oficiais. A medida destina-se a situações de perda, roubo, furto, danos ou alteração de dados pessoais. Este serviço digital integra agora o Balcão Perdi a Carteira, anteriormente limitado à Loja de Cidadão das Laranjeiras, em Lisboa, mediante agendamento, passando a estar acessível a qualquer hora e em qualquer lugar através da aplicação.

Para além disso, a gov.pt permite que pais e representantes legais adicionem os Cartões de Cidadão dos filhos ou dependentes às suas contas. Desta forma, os documentos ficam sempre disponíveis no telemóvel, facilitando a gestão de situações que exigem a apresentação de identificação, como consultas médicas, matrículas escolares ou outros procedimentos administrativos.

SNL faz paródia de alegado episódio secreto de Stranger Things

A inexistência de um episódio secreto de Stranger Things fez com que o elenco do SNL quisesse brincar com os fãs que criaram esta teoria.

Sejam fãs de Stranger Things ou nem por isso, decerto que, nos últimos dias, passaram por várias publicações nas redes sociais referentes a um episódio secreto, numa teoria criada pelos fãs da série à qual chamaram Confirmity Gate. Muito resumidamente, a teoria indicava que a Netflix iria disponibilizar secretamente um episódio adicional da quinta temporada a 7 de janeiro, revelando que o final exibido não passava de uma visão induzida por Vecna e mostrada a Mike.

Naturalmente, esta teoria foi desmentida por alguns membros do elenco, e o que estreou recentemente, isso sim, foi um making of da produção da quinta temporada, chamado One Last Adventure: The Making of Stranger Things 5 (Uma Última Aventura: Nos Bastidores de Stranger Things 5 em Portugal).

Mas os fãs, criativos que são, resolveram criar outra teoria. Desta vez tem o nome de Dicegate e assenta na ligação estreita de Stranger Things ao universo de Dungeons & Dragons. Fãs mais atentos começaram a identificar inconsistências em materiais promocionais da série, centradas no uso de dados de vinte faces, um elemento central do jogo. Em Dungeons & Dragons, o lançamento de um 20 representa o melhor resultado possível, enquanto um 1 corresponde a um fracasso absoluto, sendo ambos números carregados de significado para os jogadores.

Algumas campanhas promocionais de Stranger Things exploraram precisamente a imagem de um dado pousado no número 20. Num vídeo publicado numa conta de TikTok associada à Netflix, Finn Wolfhard lança um dado e anuncia que a série estava a 20 dias de distância, mas os fãs repararam num detalhe que consideraram estranho. Num dado de vinte faces convencional, o número 20 é rodeado pelos números 2, 8 e 14. No entanto, no dado mostrado no vídeo, os números adjacentes eram 7, 19 e 13, combinação que corresponde, na realidade, ao número 1.

A partir dessa discrepância, um utilizador da rede social X avançou com a ideia de que Mike teria, simbolicamente, lançado um “1 natural”, mas estaria a ser levado a acreditar que tinha obtido um 20, como parte de uma manipulação de Vecna. A publicação sugeria ainda que Mike, ou mesmo toda a cidade, poderia estar sob essa influência e que a antiga Conformity Gate poderia afinal ter algum fundamento, dando assim origem ao termo Dicegate.

A teoria espalhou-se rapidamente, com outros fãs a apontarem que o dado visível na cena final da quinta temporada também apresenta números incorrectos. E há quem diga que será hoje, dia 19 de janeiro, disponibilizado um novo episódio.

De facto, o episódio secreto afinal existe… mas é uma paródia do Saturday Night Live (SNL). O mais recente episódio do SNL aproveitou a estreia de Finn Wolfhard como anfitrião para satirizar o universo de Stranger Things, tendo reunido o ator com outros colegas da série, como Gaten Matarazzo e Caleb McLaughlin, num sketch gravado que partiu da teoria do Confirmity Gate.

Postos da Galp já têm Gasóleo Renovável 100%

Depois dos clientes empresariais terem começado a testar esta solução nas zonas metropolitanas de Lisboa e do Porto, o gasóleo renovável 100% começa a chegar a todos os clientes do país.

Foi em 2023 que a Galp anunciou o lançamento do Gasóleo Renovável 100% para o mercado rodoviário empresarial, reforçando a sua aposta em soluções orientadas para a redução de emissões no setor dos transportes. Pois bem, este combustível está agora disponível para todos os clientes, uma vez que já está disponível em vários postos da gasolineira espalhados pelo país – facilmente identificável pela cor azul e pela indicação XTL (X-to-Liquid).

Este combustível é um gasóleo de origem totalmente renovável, produzido a partir de matérias-primas orgânicas de origem residual, como óleos alimentares usados e gorduras reaproveitadas. É do tipo HVO (Hydrotreated Vegetable Oils), óleo vegetal hidrotratado, que pode ser utilizado puro em motores a diesel convencionais, sem necessidade de adaptações técnicas. Segundo a Galp, a sua utilização permite reduzir até 90% das emissões de gases com efeito de estufa ao longo do ciclo de vida, quando comparada com o gasóleo de origem mineral.

Galp HVone

Uma das características apontadas a este gasóleo renovável é a compatibilidade com motores de combustão interna e com geradores a diesel atualmente em circulação, sendo já aprovado por um número significativo de fabricantes. O combustível apresenta propriedades técnicas semelhantes às do gasóleo fóssil, incluindo bom desempenho em climas frios, elevada estabilidade de armazenamento e um índice de cetano mais elevado, fator que contribui para uma ignição mais eficiente. Ao contrário de outros biocombustíveis, não absorve água, o que reduz o risco de contaminação microbiológica, e revela maior estabilidade à oxidação.

A produção do Gasóleo Renovável 100% assenta na valorização de resíduos, enquadrando-se num modelo de economia circular, sem impacto direto na utilização de solos agrícolas para fins energéticos.

Salientar, no entanto, que o abastecimento deste combustível só deve ser feito quando existe autorização explícita do fabricante do veículo. Essa informação encontra-se, na maioria dos casos, no interior da tampa do depósito de combustível, onde a presença dos símbolos XTL ou B10 indica que o motor está preparado para esse tipo de gasóleo.

E apesar de estes combustíveis serem associados a uma combustão mais limpa e a um menor desgaste de alguns componentes, isso não impede a formação de resíduos e sedimentos resultantes do processo de combustão, que podem acumular-se no motor e em sistemas como a válvula AGR. Para assegurar um funcionamento estável ao longo do tempo, continua a ser recomendada a utilização de aditivos destinados à limpeza e conservação do sistema de alimentação. Os combustíveis alternativos apresentam também propriedades lubrificantes diferentes das do gasóleo convencional, o que pode tornar necessária a adição de agentes específicos, tendo em conta que as formulações disponíveis no mercado não são todas iguais.

Bauer reúne Rádio Comercial, m80, Cidade FM e Smooth FM na plataforma Rayo

O Rayo é a nova aplicação da Bauer Media Audio Portugal que concentra emissões em direto, podcasts e conteúdos musicais das suas rádios.

A Bauer Media Audio Portugal apresentou o Rayo, uma nova plataforma digital de áudio que passa a concentrar, num único espaço, os conteúdos das suas principais marcas em Portugal, no caso a Rádio Comercial, m80 Rádio, Cidade FM e Smooth FM.

O Rayo reúne transmissões em direto, rádios digitais, podcasts e propostas musicais organizadas por temas, estados de espírito e diferentes momentos do dia, num ambiente pensado para utilização regular e também para o contexto automóvel. A plataforma inclui ainda uma modalidade Premium, que, por 2,99€/mês, permite ouvir rádio e programas sem interrupções publicitárias.

Em comunicado, a Bauer Media Audio Portugal refere que a aplicação foi desenvolvida com foco numa navegação intuitiva, na estabilidade do serviço e na qualidade do som.

A app já está disponível gratuitamente na App Store e no Google Play.

Hábitos de leitura e aprendizagem quando o tempo escasseia – Criar uma rotina saudável com resumos

A dificuldade em criar e manter uma rotina de leitura, em tempos caóticos num mundo que nos bombardeia com “conteúdo”, molda cada vez mais os hábitos dos leitores, obrigando-os a criar prioridades. Mas no meio do caos surgem oportunidades e soluções como ferramentas de resumo complementares para incentivar o regresso à leitura.

Num mundo em constante evolução e com novas tecnologias a quererem reinventar a forma como interagimos com o mesmo, a leitura de livros continua a ser um dos grandes pilares na educação, na construção do pensamento crítico e na formação cultural. No entanto, essas evoluções e transformações que acontecem a ritmos alucinantes, vieram mudar os hábitos de leitura, fazendo com que esses hábitos não se encaixem no nosso quotidiano, da mesma forma de quando tudo era mais simples e relaxado. Os períodos laborais cada vez mais extensos, as cargas de informação constantes com que somos bombardeados, a retenção da atenção das novas tecnologias e a dificuldade de encontrar um equilíbrio de gestão do tempo para uma vida familiar e social mais saudável – que é cada vez mais fragmentada -, resultam, obviamente, em cenários com os quais muitos leitores reconhecem dificuldades em manter uma relação regular e continuada com livros, não só na leitura de romances e ficção, mas também na leitura de informação educativa e cientifica. Esta realidade não resulta, assim, diretamente de um desinteresse geral pelos livros, mas por uma tensão crescente entre exigência intelectual e disponibilidade mental.

Nos últimos anos, essa tensão tem sido acompanhada pelo aparecimento de aplicações digitais e ferramentas inteligentes dedicadas ao resumo de livros, sobretudo em áreas como aprendizagem, desenvolvimento pessoal, organização e psicologia aplicada. Estas plataformas apresentam-se como ferramentas de apoio à gestão do conhecimento, oferecendo versões condensadas de obras conhecidas – não substituindo a leitura integral das obras. Por exemplo, temos a Headway que é uma das ferramentas mais populares neste campo, com uma proposta que se foca na apresentação dos conceitos principais de livros de aprendizagem em formatos curtos, escritos e áudio.

Este tipo de aplicações vem responder à necessidade de muitos leitores que, confrontados com o mundo moderno e rotinas pessoais mais apertadas, procuram formas de manter contacto regular com a leitura educacional, sem depender exclusivamente de períodos de leitura longos, cada são cada vez mais difíceis de garantir. Opções de resumo de livros surge, assim, como uma porta de entrada ou de reaproximação, permitindo recuperar os temas, autores ou conceitos que, de outra forma, ficariam adiados indefinidamente.

Este tipo de utilização é particularmente relevante em áreas onde a aprendizagem não depende apenas da acumulação de informação, ou de substâncias teóricas profundas, mas da exposição continuada a ideias que incentivam a reflexão e a mudança de comportamento. Até porque os conceitos ligados à criação de hábitos, à tomada de decisões ou à autoconsciência beneficiam da repetição e do contacto regular, mesmo quando apresentados de forma sintética. No entanto, essa síntese levanta questões essenciais sobre profundidade, contexto e compreensão.

A leitura integral de um livro continua a oferecer algo que nenhum resumo consegue replicar, como a progressão e compreensão da visão do autor, a construção de argumentos, a contextualização histórica ou científica e a exposição a ambiguidades e contradições. Tudo isto traduz-se num percurso que desenvolve o pensamento crítico, a capacidade de levantar questões e a compreensão mais profunda dos temas abordados. Por isso, qualquer abordagem responsável a resumos de livros tem de reconhecer este limite de forma clara.

A utilização de ferramentas de resumo de livros deve, funcionam e devem ser abordadas como instrumentos de orientação, de revisão ou de seleção, mas não como equivalentes funcionais da leitura. Muitos utilizadores podem recorrer a estes resumos para decidir que livros merecem tempo e atenção, para relembrar ideias e conceitos já lidos ou para manter contacto com áreas de interesse em períodos em que a leitura aprofundada não é possível. Quando usadas desta forma, estas aplicações podem contribuir para uma relação mais organizada e consciente com o conhecimento.

A ligação entre leitura e organização pessoal é um dos pontos centrais deste exercício. Aprender exige uma forma e uma estrutura, como a definição de prioridades, gestão de atenção e rotina continua. Os resumos, ao apresentarem a informação de forma hierárquica, ajudam a reduzir um caos inicial e a clarificar ideias e conceitos. Mas, mais uma vez, essa organização só se traduz numa aprendizagem real quando existe reflexão, aplicação prática ou aprofundamento.

Vários estudos sobre hábitos de aprendizagem ajudam a sustentar o crescente interesse por este tipo de plataformas, revelando dados sobre os hábitos de leitura, em diferentes cenários, que ajudam a ter um olhar mais abrangente sobre a relação com a leitura e as dificuldades que os leitores encontram para aceder a livros e a encontrar tempo e energia para os ler. Dai, o contacto frequente com estes novos conceitos e ferramentas, mesmo que apresentam resultados em formatos curtos, pode reforçar a consciência sobre comportamentos e escolhas.

Do ponto de vista da aprendizagem, vários investigadores sublinham que a retenção e a passagem de conhecimentos dependem do envolvimento ativo do leitor. Ler passivamente, seja um livro inteiro ou um resumo, continua a ter um impacto igualmente limitado. O verdadeiro valor na leitura, continua, assim na capacidade de relacionar ideias, questioná-las e aplicá-las a contextos reais. Algumas destas aplicações tentam responder a este desafio através de mecanismos de revisão e repetição, mas esses instrumentos só são eficazes quando acompanhados por intenção e esforço consciente por parte do utilizador.

De notar, que existe também um risco associado à normalização excessiva do resumo como formato dominante. Quando a compressão se torna numa regra, perde-se a paciência necessária para lidar com textos mais densos, argumentos complexos ou ideias desconfortáveis. A leitura exige tempo, e esse tempo não é um obstáculo por acidente, mas revela-se parte integrante do processo de aprendizagem. Reduzir uma leitura a excertos que aparentemente parecem ser completos e substanciais, continuam a empobrecer a relação com o conhecimento e a limitar o desenvolvimento intelectual a curto prazo.

Neste sentido, a discussão em torno destas aplicações de resumo de livros deve afastar-se de promessas garantidas de grande eficiência, de que ler um resumo é o mesmo que ler tudo. Num contexto de aprendizagem constante, a missão do leitor não deve, assim, passar por é ler menos, ou é menor quantidade, mas ler melhor quando é possível, e manter o contacto com ideias relevantes quando não é. As aplicações de resumo, como a Headway, não vêm assim substituir a leitura intensa e realisticamente necessária, mas procuram inserir-se nesse espaço ambíguo, potencialmente útil para apoiar a leitura e a aprendizagem.

Cate Blanchett junta-se à sequela live-action de How To Train Your Dragon enquanto Valka

A estreia do segundo live-action de How To Train Your Dragon está marcada para junho de 2027, 13 anos depois do original chegar aos cinemas.

No verão passado, chegou aos cinemas a adaptação live-action de How To Train Your Dragon (Como Treinares o Teu Dragão, em Portugal), que levou ao grande ecrã Mason Thames como o protagonista Hiccup, Nico Parker no papel de Astrid, ou ainda Gerard Butler, enquanto viking Stoick, todos, claro, em carne e osso.

E à semelhança do que aconteceu com a versão em animação, que virou trilogia, também a versão em live-action irá continuar a sua história com um sequela já anunciada e estreia marcada para 11 de junho de 2027. A história passa-se sete anos após o primeiro filme, e acompanha Hiccup, já com 20 anos, após o encontro com a guerreira viking Valka, a sua mãe há muito perdida.

How To Train Your Dragon 2 começa agora a receber alguns nomes no elenco. Para além do regresso de Mason Thames, Nico Parker, Gerard Butler, Julian Dennison, Gabriel Howell, Bronwyn James e Harry Trevaldwyn, o The Hollywood Reporter revelou que Cate Blanchett também vai estar no filme, marcando o regresso da atriz à saga, para voltar a intrepetar Valka, personagem a quem emprestou a voz nos filmes animados. Blanchett tornando-se, desta forma, a segunda pessoa a transitar da animação para a imagem real, depois de Butler enquanto Stoik.

Dean DeBlois, que criou a trilogia original para a DreamWorks Animation e realizou o primeiro live-action, está também de regresso como argumentista e realizador, para trazer How To Train Your Dragon 2 de volta aos cinemas cerca de 13 anos após a estreia da versão animada.

SwitchBot Smart Video Doorbell Review: Simples e funcional

O Smart Video Doorbell resolve um dos maiores problemas deste tipo de soluções, integrando-se muito bem no ecossistema da SwitchBot.

O Smart Video Doorbell, da SwitchBot, chega para resolver um dos principais problemas das campainhas inteligentes com vídeo, que é o facto de ter que se recorrer ao ecrã de um smartphone para ver quem toca à campainha. Com a sua nova solução, a SwitchBot solucionou esse problema ao combinar a sua campainha inteligente, alimentada por bateria, com um ecrã independente, oferecendo então uma nova forma de ver quem está do lado de fora.

Com o Smart Video Doorbell, a SwitchBot aposta num design simples e algo conservador, disponível apenas em tom prateado. Confesso que me fez lembrar um telemóvel antigo, tanto pelas linhas como pelas proporções. Mede 126 × 94 × 38 mm e conta com certificação IP65, o que na prática significa que está bem protegida contra poeiras e aguenta chuva ou jatos de água vindos de qualquer direção, desde que não se trate de uma lavadora de alta pressão. Mas para utilização exterior, é um nível de proteção perfeitamente aceitável.

No seu interior encontramos uma câmara 2K com resolução máxima de 2304 × 1296 pixeis e um campo de visão bastante generoso de 165 graus. Os vídeos são gravados no formato 16:9, o que ajuda a captar praticamente tudo o que se passa à frente da porta, dos pés à cabeça de qualquer visitante. Há também um sensor de movimento integrado e dois pequenos projetores LED na parte superior, que podem ser ativados conforme necessário, já na parte inferior ficam o altifalante e o botão da campainha, que se ilumina quando é detetado algum movimento.

A SwitchBot inclui ainda na embalagem suportes de montagem direitos e angulares, o que facilita a instalação em diferentes tipos de parede, e a sua alimentação é efetuada através de uma bateria de 5000mAh. De acordo com a marca, a bateria pode durar até 19 meses com uma única carga, podendo ser recarregada de três formas, através de um carregador 5V/2A através da sua porta USB-C (porta localizada na parte inferior), por ligação direta a um transformador de campainha tradicional de 24V (com carregamento lento), ou através de um painel solar opcional da própria SwitchBot – que é vendido à parte. Se as opções são muitas e boas, não posso deixar de criticar a ausência de qualquer indicador de carga. Algo como um simples LED para indicar quando a bateria está cheia, ou a chegar ao fim, teria sido uma adição óbvia, sobretudo para quem precisa de remover a campainha para a carregar.

Já o monitor, que é descrito pela SwitchBot como um “super monitor de nova geração” é uma designação algo exagerada, uma vez que se tratar de um simples ecrã de 4,3 polegadas com uma resolução bastante modesta de 480 × 272 pixeis. Existem alguns botões físicos que permitem atender ou terminar chamadas de vídeo, aceder manualmente à visualização em direto e reproduzir gravações recentes. Dependendo do modo de utilização, estes botões acumulam funções adicionais. Por defeito, este ecrã mantém-se desligado, ativando-se apenas quando alguém pressiona o botão da campainha, mostra a imagem desse momento em direto do exterior. É possível configurar o monitor para estar sempre ligado, mas nesse caso limita-se a mostrar a hora (em formato de 24 horas) e a data, sem qualquer opção de personalização. O armazenamento dos vídeos podem ser feitos na nuvem da SwitchBot ou localmente, através de um cartão microSD com capacidade de até 512 GB, inserido numa ranhura do próprio monitor – embora a marca inclua na embalagem um cartão de 4GB, que é suficiente para os testes iniciais mas claramente curto para uma utilização prolongada. Já a sua alimentação é feita através de uma tomada elétrica standard de dois pinos.

E por se tratar de um sistema inteligente, através do monitor temos a possibilidade de escolher entre cinco respostas rápidas predefinidas, como “Por favor, deixe o pacote à porta“. Estas respostas podem ser enviadas através do monitor ou da aplicação da SwitchBot, uma funcionalidade prática para quem prefere evitar interações diretas, ou quando simplesmente nem estamos em casa.

Tanto a campainha como o monitor podem ser montados na parede com os parafusos incluídos ou com uma fita adesiva que também já vem incluída. O monitor inclui ainda um suporte para utilização em cima de uma mesa, uma solução que para mim é a mais indicada, já que podemos podemos mudar a sua localização sempre que necessário. Em termos de comunicação, os dois dispositivos devem estar a uma distância máxima teórica de até 100 metros em campo aberto, mas a própria SwitchBot admite que, num cenário real, o alcance efetivo situa-se entre os 5 e os 10 metros, e isso confirmou-se nos meus testes, já que a pouco mais de 10 metros a comunicação entre a campainha e o monitor tendem a falhar. Ambos comunicam entre si e com a Internet através de uma rede Wi-Fi de 2,4 GHz e através de Bluetooth.

Unidade exterior do SwitchBot Smart Video Doorbell
Unidade exterior do SwitchBot Smart Video Doorbell

A instalação física do SwitchBot Smart Video Doorbell varia consoante o componente que está a ser fixado à parede e o método escolhido, mas mesmo a opção com parafusos é bastante simples, exigindo apenas dois parafusos por dispositivo. Optando pela fita adesiva, a instalação faz-se literalmente em segundos, sem ferramentas nem grandes complicações, e com um ponto claramente positivo para quem quer evitar fazer furos nas paredes. Já a configuração através da aplicação SwitchBot é surpreendentemente rápida, sobretudo porque não exige a utilização de um Hub para ligação à rede Wi-Fi. Na prática, a Smart Video Doorbell inclui uma espécie de hub integrado, que lhe permite comunicar diretamente com dispositivos do ecossistema da marca, como a SwitchBot Lock. Isto significa que podemos abrir remotamente a porta a partir da interface da própria campainha, o que é uma integração interessante. No entanto, convém notar que esta funcionalidade é bastante limitada, já que a campainha não pode funcionar como hub para outros dispositivos do ecossistema da marca.

No processo de configuração da aplicação – disponível para Android e iOS -, a Smart Video Doorbell surge automaticamente como um novo dispositivo assim que é ligado. E a partir daí, bastam alguns passos básicos para concluir a ligação à rede Wi-Fi, num processo simples, intuitivo e, felizmente, sem fricções desnecessárias.

Numa utilização real e diária, a SwitchBot Smart Video Doorbell comporta-se, de modo geral, como seria de esperar. Quando nos aproximamos o botão da campainha acende, um detalhe subtil mas útil. Ao pressioná-lo, a campainha emite um som bastante alto (demasiado alto, pelo menos na configuração por defeito), e o monitor interior também toca e é enviada uma notificação para o telemóvel, ou telemóveis, onde temos a aplicação configurada. Caso o sistema esteja emparelhado com a Alexa, que é o único serviço de terceiros compatível, os dispositivos Echo anunciam igualmente que alguém tocou à campainha.

Há, no entanto, uma decisão de design algo estranha, na qual ao tocar na campainha não faz com que o monitor mostre automaticamente a imagem da porta. É necessário premir manualmente o botão de “reproduzir” no monitor para iniciar a transmissão de vídeo, que ainda assim demora alguns segundos a arrancar. Não é um problema grave, mas quebra um pouco a sensação de resposta imediata que se espera de um sistema deste tipo. E é aí que baixa resolução do monitor torna-se evidente. Apesar das cores serem bem representadas, a imagem é um pouco granulada e não muito detalhada, servindo apenas para uma verificação rápida de quem está do outro lado, não sendo claramente um ecrã pensado para análise cuidada de quem nos toca à campainha.

Tanto o toque da campainha como a deteção de movimento ativam a gravação de vídeo, que é guardada por defeito no cartão microSD inserido no monitor. Os vídeos têm uma duração máxima de 60 segundos e ficam disponíveis para visualização na aplicação SwitchBot durante três meses. A interface de reprodução está organizada por dias, com miniaturas de cada evento apresentadas por ordem cronológica. Durante os meus testes, notei que algumas miniaturas apareciam em falta de forma aleatória e que os vídeos mais recentes, com alguma frequência, não carregavam sem que fosse necessário forçar o encerramento da aplicação e abri-la novamente (talvez um bug da aplicação que pode ser facilmente resolvido). A funcionalidade de categorização por inteligência artificial, que tenta identificar movimentos humanos, revelou-se interessante e com resultados convincentes. E para quem decidir subscrever o plano de armazenamento na nuvem, desbloqueia-se a deteção de animais de estimação e veículos, bem como armazenamento online ilimitado durante 30 dias. Este plano tem um custo de 4 dólares por mês ou 35 dólares por ano para um único dispositivo, com descontos aplicáveis caso se adicionem mais equipamentos. Está incluído um mês de teste gratuito, o que permite avaliar se o serviço compensa antes de pagar.

O sensor de movimento do Smart Video Doorbell revelou-se extremamente sensível. Com a sensibilidade no máximo, regista atividade quase constante, tanto de dia como de noite, chegando a detetar a passagem de pássaros a voar. Reduzir a sensibilidade melhora bastante a experiência e ajuda a eliminar a maioria dos falsos positivos. Já a qualidade de vídeo é bastante razoável quando visualizada no telemóvel, sobretudo durante o dia. O ângulo de visão é amplo e, felizmente, a distorção quase não existe. A visão noturna por infravermelhos funciona bem, embora o alcance útil esteja limitado a cerca de 4,5 metros (mais do que suficientes no meu caso). E já o alegado modo de visão noturna a cores é em termos práticos inútil, já que todas as gravações noturnas com essa opção ativada resultaram numa imagem quase totalmente preta.

Por fim, há uma limitação particularmente frustrante na reprodução dos vídeos na aplicação, já que não existe qualquer forma de avançar ou recuar rapidamente, e nem o botão de pausa funciona a 100%. Para analisar um vídeo com algum detalhe, é necessário descarregá-lo para o telemóvel e ai sim podemos reproduzi-lo através de um leitor multimédia de terceiros. Felizmente, o processo de download é simples mas continua a ser uma solução de recurso para uma falha que não deveria existir.

Monitor do SwitchBot Smart Video Doorbell
Monitor do SwitchBot Smart Video Doorbell

Atualmente, o SwitchBot Smart Video Doorbell custa 159,99€ no site oficial da marca, apresentando-se como uma solução mais barata do que muitos modelos concorrentes, com a clara vantagem de incluir um monitor e de efetuar a gravação de vídeo, algo que a maioria das alternativas simplesmente não oferece. E como não está particularmente dependente do ecossistema SwitchBot, nada impede que qualquer utilizador com um sistema de casa inteligente a considere. Ainda assim, é importante ser pragmático, se não houver interesse no monitor, uma campainha mais simples será quase sempre uma opção muito mais barata e, muito provavelmente, mais eficaz para a maioria das utilizações.

Recomendado - Echo Boomer

Este produto foi cedido para análise pela SwitchBot

Samsung lança versão para Windows do seu navegador Samsung Internet

O Samsung Internet vai-se manter sob forma de versão beta, mas já pode ser descarregado sem restrições regionais.

A Samsung lançou o seu navegador, o Samsung Internet, para o Windows, estreando a aplicação no ecossistema da Microsoft em vários mercados. Ainda em formato beta, o Samsung Internet para Windows já podia ser usado, mas de forma limitada por utilizados na Coreia do Sul e nos Estados Unidos da América.

No site oficial do navegador, ainda são mencionadas algumas restrições, mas este já pode ser descarregado e utilizado por todos os utilizadores em todo o mundo.

A nível de funcionalidades, o Samsung Internet, o navegador oferece um conjunto de recursos comparável ao de alternativas consolidadas como o Chrome, o Firefox ou o Microsoft Edge. A grande diferença de destaque é a sua integração com o ecossistema Samsung, permitindo uma sincronização de dados entre os equipamentos Android e Windows é mais fluida, e a continuação de sessões iniciadas em outros dispositivos.

O Samsung Pass está igualmente integrado no navegador, possibilitando o armazenamento e sincronização segura de passwords. E para quem já utiliza smartphones, tablets, outros equipamentos da marca, ou simplesmente o Samsung Internet Browser no Android, esta pode ser uma opção interessante face aos navegadores tradicionais, mesmo que muitos concorrentes ofereçam funcionalidades semelhantes de sincronização.

A Samsung lançou também uma versão do navegador para Windows em dispositivos com processadores ARM, embora, para já, alguns utilizadores relatem dificuldades na execução após a instalação.

Atrasos prolongam conclusão da nova esquadra da PSP em Vila do Conde para abril

A construção da nova esquadra da PSP de Vila do Conde, orçada em 3,6 milhões de euros, irá reunir múltiplos serviços policiais.

A nova esquadra da PSP de Vila do Conde deverá ficar concluída apenas em abril, depois de mais um atraso numa obra que chegou a estar prevista para o período natalício, disse o presidente Câmara de Vila do Conde, Vítor Costa, ao Jornal de Notícias.

O investimento ronda os 3,6 milhões de euros3,2 milhões de euros do Ministério da Administração Interna e 400.000€ da Câmara de Vila do Conde – e o edifício vai concentrar a Divisão Policial responsável por Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Santo Tirso.

A empreitada foi lançada no final de maio de 2023 e iniciou-se no terreno em outubro do mesmo ano, com um prazo de execução de dois anos. Porém, e pouco depois do arranque, surgiram dificuldades técnicas relacionadas com a natureza arenosa do solo, o que obrigou à execução de uma contenção periférica não prevista no projeto inicial, provocando um desfasamento no calendário. A conclusão da obra chegou, inclusive, a estar prevista para o Natal de 2025, mas esse prazou também não foi cumprido.

Com a conclusão do novo edifício, localizado na Avenida de Baltazar do Couto, entre o centro da cidade e as Caxinas, a cerca de 350 metros da frente marítima, está prevista a desativação da atual esquadra de Vila do Conde. O imóvel situado na zona histórica, junto ao rio Ave, será cedido ao Ginásio Clube Vilacondense para instalação da sua sede. Também o espaço atualmente ocupado pela Investigação Criminal, nas Caxinas, e que pertence ao município, será encerrado.

As novas instalações vão concentrar vários serviços que até agora funcionam de forma dispersa, incluindo a esquadra de Vila do Conde, a Divisão de Investigação Criminal, a equipa de Intervenção e Fiscalização Policial, o serviço de Trânsito, atualmente sediado na Póvoa de Varzim, e a própria Divisão Policial, reforçando a operacionalidade da PSP na região.

A construção de uma nova esquadra em Vila do Conde é uma reivindicação antiga, imagine-se, já desde 1996, na altura uma promessa governamental.

Samsung confirma que os recursos básicos do Galaxy AI continuarão gratuitos

A nova atualização dos termos de serviço do Galaxy AI elimina as dúvidas sobre a possibilidade de o acesso passar a ser pago.

A Samsung esclareceu finalmente uma questão que tem deixado muita incerteza e desconforto entre os utilizadores dos equipamentos Samsung Galaxy com funcionalidades básicas do Galaxy AI.

Numa atualização dos termos de serviço da marca, uma nota de rodapé atualizada veio confirmar que a marca não irá cobrar por funcionalidades inteligentes, uma situação que se especulava que acontecesse após 2025.

Esta expectativa, transformada em confusão originou de uma nota de rodapé anterior, com uma linguagem vaga que levou a que muitos utilizadores interpretassem que determinadas funcionalidades do Galaxy AI poderiam, no futuro, exigir uma pagamento após o período inicial gratuito. Felizmente, a versão revista dos termos deixa claro que as ferramentas consideradas básicas permanecerão acessíveis sem custos adicionais.

Entre essas funcionalidades encontram-se o assistente de chamadas, o assistente de digitação, o assistente de fotos, o intérprete, o assistente de notas, o Bixby e Samsung Health. Assim, quem utiliza um Galaxy S24 ou modelos lançados posteriormente poderão continuar a contar com estes recursos no dia a dia, sem receio de que sejam bloqueados por um paywall inesperado.

Farol do Aguilhão recuperado nas Caxinas após décadas de abandono

A Câmara Municipal de Vila do Conde requalificou o Farol do Aguilhão, devolvendo à comunidade um ícone histórico da pesca nas Caxinas.

A Câmara Municipal de Vila do Conde concluiu a requalificação do Farol do Aguilhão, situado nas Caxinas, devolvendo este ícone histórico da comunidade piscatória ao público. O farol, erguido sobre o penedo do Aguilhão, orientou durante décadas os pescadores no regresso à costa, mas foi desativado há mais de cinquenta anos e encontrava-se fortemente degradado devido à exposição constante às condições marítimas.

Os trabalhos incluíram a limpeza completa da estrutura para eliminar a salinidade, a reparação de fissuras com argamassa adequada, o reforço interno da construção através da injeção de resina, a colocação de uma cinta para estabilizar uma fratura longitudinal, a regularização da superfície e a reposição do acabamento branco que caracteriza o farol.

A reabertura do farol coincide com a apresentação de um vídeo que recorre à inteligência artificial para reviver a memória do local, oferecendo uma experiência imersiva sobre a história das Caxinas e da Poça da Barca.

Governo prevê que empresas passem a suportar Taxa de Ocupação de Subsolo na fatura do gás

Apesar de previsões legais, a TOS continua a pesar nas faturas mensais de gás natural. Governo e autarquias procuram solução integrada para 2026.

Os consumidores de gás natural em 58 dos 130 municípios abrangidos pela rede continuam, em 2026, a suportar na fatura mensal a Taxa de Ocupação de Subsolo (TOS), um encargo cobrado pelas autarquias pela utilização do espaço público para a distribuição do gás. Esta situação poderá, no entanto, estar perto do fim, já que o Orçamento do Estado para 2026 estabelece que este custo passe a ser assumido pelas empresas concessionárias, deixando de poder ser repercutido nos clientes.

Apesar dessa previsão, a taxa volta este ano a pesar na fatura mensal dos consumidores. O Barreiro mantém-se como o município onde a TOS tem maior impacto, mesmo depois de uma redução de 91 cêntimos face ao ano anterior. Para um consumo mensal de referência de 150 kWh, correspondente a um casal, o valor anual ronda os 73€, segundo dados do simulador da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). Tal como em 2025, Évora e Cascais surgem logo a seguir na lista dos concelhos com maior cobrança. Entre os 20 municípios com taxas mais elevadas, a maioria agravou os valores em comparação com o ano passado, enquanto apenas seis optaram por reduções.

A determinação agora inscrita no Orçamento do Estado de 2026 não é inédita. Já em 2017 a lei previa que a Taxa de Ocupação de Subsolo não pudesse ser incluída na fatura dos consumidores, uma norma que nunca chegou a ser aplicada de forma generalizada.

Estado aprova apoio até 110 milhões de euros ao projeto de lítio do Barroso

O projeto de lítio do Barroso vai beneficiar de financiamento público até 110 milhões de euros, no âmbito das matérias-primas críticas da União Europeia.

O Estado aprovou a atribuição de um apoio financeiro não reembolsável de até 110 milhões de euros ao projeto de lítio do Barroso, desenvolvido pela Savannah Resources. A iniciativa está classificada como Projeto Estratégico ao abrigo da Lei Europeia das Matérias-Primas Críticas e corresponde à maior jazida de espodumena de lítio de alto teor identificada na Europa. O financiamento é suportado por fundos nacionais, no âmbito do Quadro Temporário de Crise e Transição da Comissão Europeia, e destina-se a apoiar a fase de construção da futura unidade mineira, prevista para o concelho de Boticas, no distrito de Vila Real.

O montante aprovado poderá atingir um máximo de 109,67 milhões de euros, correspondendo a 35% das despesas elegíveis do investimento. Deste valor, cerca de 82,25 milhões de euros destinam-se a comparticipar o investimento inicial em capital, enquanto os restantes 27,42 milhões de euros ficam dependentes do cumprimento de metas de desempenho durante a fase operacional do projeto, prevista para o período entre 2031 e 2042.

O projeto do Barroso prevê a criação de uma nova unidade de extração e produção de concentrado de espodumena de lítio, matéria-prima essencial para a indústria das baterias e para outras tecnologias associadas à transição energética. A empresa aponta impactos económicos na região do Barroso e no nordeste transmontano, nomeadamente ao nível da criação de emprego e do desenvolvimento local, bem como um contributo para o reforço da autonomia europeia no acesso a lítio produzido de acordo com padrões internacionais.

Associação ZERO aponta falta de licença social e riscos ambientais significativos

Por sua vez, a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável manifestou oposição à decisão do Governo de conceder este apoio, uma vez que o financiamento anunciado num contexto de contestação social persistente e evidencia, segundo a associação, as fragilidades de um país que continua sem uma Estratégia Industrial Verde operacional, apesar de esta estar prevista na Lei de Bases do Clima.

Para a ZERO, este apoio financeiro representa a consolidação de um modelo que desvaloriza o papel do Estado na regulação e fiscalização do setor mineiro, avançando sem que exista licença social para a atividade mineira em Trás-os-Montes.

A associação alerta ainda para o passivo ambiental associado à exploração mineira, que poderá comprometer a capacidade destes territórios assegurarem condições de vida dignas a médio e longo prazo. Na leitura da ZERO, este cenário contraria o princípio de uma transição justa e sustentável, transformando regiões sensíveis em áreas sacrificadas em função de objetivos que não servem o interesse coletivo.

Outro ponto crítico prende-se com o destino da matéria-prima. O projeto está orientado sobretudo para abastecer a indústria alemã, com acordos preliminares firmados em 2024 que apontam para a exportação do lítio extraído. Na perspetiva da associação, este modelo favorece a exportação de recursos em bruto, sem promover a criação de valor acrescentado em Portugal. Os principais beneficiários seriam multinacionais e polos industriais do norte da Europa, enquanto o país assume os impactos ambientais, sociais e financeiros, comprometendo o seu património natural e a qualidade de vida das populações afetadas.

Perante este quadro, a ZERO defende a suspensão imediata do apoio financeiro atribuído ao projeto de lítio em Boticas e reclama uma revisão profunda da política mineira nacional, que coloque no centro das decisões o interesse público, a transparência e a proteção ambiental, em detrimento de interesses privados.

Xiaomi lança os REDMI Buds 8 Lite a um preço bem acessível

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Com cancelamento de ruído ativo até 42 dB e autonomia total de 36 horas, os REDMI Buds 8 Lite custam apenas 24,99€.

A Xiaomi anunciou os REDMI Buds 8 Lite, um novo par de auriculares sem fios de entrada de gama e muito acessíveis.

Os REDMI Buds 8 Lite estão equipados com drivers dinâmicos de 12,4 mm com diafragma em titânio, e suportam codecs AAC e SBC através de ligação Bluetooth 5.4. O conjunto inclui cancelamento de ruído ativo híbrido de banda larga até 42 dB, com recurso a microfones de feedforward e feedback para redução de ruído ambiente de baixa frequência, para além de contar também com um modo Transparência para manter a perceção do som exterior.

Em chamadas, os auriculares utilizam cancelamento de ruído ambiental (ENC) com um sistema de microfone duplo, concebido para isolar a voz do utilizador mesmo em ambientes algum vento.

A experiência de utilização também pode ser personalizada, com ajustes de som e escolha de até cinco perfis de equalização pré-definidos na aplicação Xiaomi Earbuds.

Os REDMI Buds 8 Lite suportam ainda ligação simultânea a dois dispositivos, sendo possível, por exemplo, alternar automaticamente entre fontes de áudio, como smartphone e computador. Já no que toca a autonomia, a Xiaomi promete até duas horas de reprodução com 10 minutos de carregamento e um total de até 36 horas de utilização quando combinados com a caixa de carregamento.

Os auriculares REDMI Buds 8 Lite estarão disponíveis em breve nas cores preto, branco e azul, por apenas 24,99€.

Nothing antecipa subida de preços nos smartphones

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O co-fundador da Nothing afirma que, para além de smartphones mais caros, a indústria irá colocar um travão em especificações mais elevadas.

Carl Pei, co-fundador da Nothing, acredita que a indústria dos smartphones está prestes a entrar numa nova era, onde iremos assistir a aumento de preços ao mesmo tempo que as altas especificações dos equipamentos deixarão de ser uma prioridade.

Numa publicação no LinkedIn, Carl Pei afirma que este setor beneficiou durante mais de década e meia de uma tendência consistente de redução dos custos de componentes essenciais, como memória e armazenamento, o que possibilitou aumentos sucessivos da capacidade de RAM, armazenamento e desempenho mantendo preços relativamente estáveis. Mas para Pei, este ciclo terminou e já não é sustentável.

Pei justifica esta mudança com a atual crise global no fornecimento de memória, que fez disparar os preços de componentes como memórias RAM e armazenamento, devido à elevada procura por parte de data centers e projetos ligados à inteligência artificial.

Este cenário alinha-se com as análises de mercado e alertas feitos por tecnológicas como a Samsung e a Xiaomi, que terão um impacto particularmente severo nas marcas de menor dimensão. Com os custos de produção mais elevados, torna-se mais difícil oferecer características técnicas mais avançadas mantendo os mesmos preços.