Open Cities: nova produtora quer unir cinema independente e inteligência artificial em Lisboa

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A Open Cities é a nova produtora liderada por Joana Vicente. O projeto internacional integra inteligência artificial para viabilizar obras cinematográficas de grande escala.

O panorama do cinema independente global passa a contar com uma nova infraestrutura de apoio e financiamento. A produtora portuguesa Joana Vicente, antiga diretora executiva do Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) e ex-CEO do Sundance, uniu-se ao produtor norte-americano Jason Kliot, anteriormente nomeado para os Óscares, para fundar a Open Cities. Com operações partilhadas entre Lisboa e Nova Iorque, esta nova aceleradora e produtora cinematográfica internacional propõe-se a viabilizar obras independentes de grande escala através da integração de tecnologias de produção avançadas, assegurando a sustentabilidade económica dos projetos.

A iniciativa, que integra na sua equipa fundadora o empresário português Filipe de Botton e Tony Gonçalves, atual CEO do The Evrose Group e ex-Chief Revenue Officer da Warner Media, visa fundir a visão autoral com ferramentas tecnológicas emergentes. A premissa central é a utilização consciente da inteligência artificial e a prototipagem rápida ao serviço da narrativa, dotando os criadores de recursos para competir no mercado global, independentemente do local de filmagem.

O modelo operacional da Open Cities arranca com um programa intensivo de aceleração de projetos, cujas inscrições abrem a 15 de março de 2026. A formação decorrerá numa primeira fase em formato virtual, entre agosto e novembro, com foco no aperfeiçoamento de guiões e na aplicação prática de novos métodos de produção. O programa encerra com uma semana de imersão presencial em Lisboa, culminando num dia de apresentação a potenciais parceiros do setor. A empresa prevê ainda disponibilizar, até ao final do ano, um fundo de investimento próprio destinado a financiar e produzir um número selecionado dos projetos desenvolvidos no âmbito da aceleradora. Todos os participantes concluirão o processo munidos de um plano de produção definido e provas de conceito que facilitem a captação de financiamento externo.

A suportar a nova entidade, financiada por capitais de Portugal, dos Estados Unidos e do Brasil, está um conselho consultivo que reflete o cruzamento entre os setores da tecnologia e do audiovisual. A estrutura conta com contributos de figuras como David Linde, CEO do Sundance Institute, Mark D’Arcy, diretor criativo global da Microsoft AI, Katherine Oliver, da Bloomberg Philanthropies, e Pedro Santa Clara, fundador do projeto educativo Tumo e da Escola 42 Lisbon, validando a aposta na inovação responsável como via para a sustentabilidade da sétima arte.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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