O que significa que cada novo autocarro da Carris Metropolitana custou 400.000€. Entram em operação ainda este mês.
A Carris Metropolitana vai colocar este mês em circulação 60 novos autocarros totalmente elétricos, reforçando o processo de descarbonização do transporte público rodoviário na Área Metropolitana de Lisboa. As novas viaturas entram ao serviço da Carris Metropolitana, reforçando a operação nos municípios de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, no âmbito de um investimento realizado pela Alsa Todi, operador da Área 4, com o apoio do Fundo Ambiental.
Com esta incorporação, a frota da Alsa Todi ao serviço da Carris Metropolitana passa a totalizar 291 autocarros, dos quais 127 são elétricos e 35 movidos a gás natural. No conjunto, mais de metade dos veículos em operação nesta área apresentam emissões zero, consolidando a estratégia de descarbonização definida pela TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, em articulação com os municípios da Margem Sul.
Os 60 novos autocarros representam um investimento global de 24 milhões de euros – ou seja, 400.000€ por autocarro -, dos quais 12 milhões têm origem no Fundo Ambiental. A entrada destes veículos ao serviço surge num contexto de renovação contínua da frota da Carris Metropolitana, que desde o início da sua atividade, há cerca de três anos, iniciou a operação com viaturas novas ou praticamente novas, estabelecendo um padrão elevado de modernização do transporte público rodoviário.
A Área 4, concessionada à Alsa Todi, foi a primeira a entrar em operação no âmbito da Carris Metropolitana e continua a registar um crescimento significativo da procura, numa zona que apresentava uma forte carência de oferta de transporte público. Entre 2023 e 2025, o número de passageiros transportados pela Carris Metropolitana na Área Metropolitana de Lisboa cresceu 38%. Na Área 4, o aumento ultrapassou os 54 milhões de passageiros por ano, o que corresponde a mais de oito milhões de novos passageiros anuais.
Durante a cerimónia de apresentação da nova frota, o Primeiro-Secretário Metropolitano da Área Metropolitana de Lisboa, Carlos Humberto Carvalho, sublinhou que esta foi a área com maior crescimento entre 2023 e 2025, com um aumento de 54%. O responsável destacou ainda o crescimento expressivo da procura aos fins de semana e feriados, com subidas de 77% aos sábados e 87% aos domingos e feriados, números que confirmam a consolidação do transporte público como alternativa ao automóvel individual.
Já o Diretor-Geral da Alsa Todi, Juan Gómez Piña, apontou vários desafios operacionais, nomeadamente a necessidade de reforço dos abrigos para passageiros, os constrangimentos resultantes da saturação da Gare do Oriente e a falta de faixas BUS. O responsável defendeu ainda que o fim da concessão das Travessias do Tejo, previsto para 2029, deve equacionar a integração do transporte público rodoviário na futura concessão, incluindo a isenção de portagens para autocarros elétricos.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal da Moita, Carlos Albino, referiu a necessidade de estudar a possibilidade de circulação de autocarros de outras tipologias nas travessias sobre o Tejo, à semelhança do que acontece na Ponte 25 de Abril, com o objetivo de alargar a oferta de transporte a um maior número de pessoas.
Foto: Carris Metropolitana
