Nova linha de elétrico 16E vai ligar Terreiro do Paço ao Parque das Nações

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A obra da futura linha do elétrico 16E deverá arrancar em 2027, com a entrada em funcionamento programada para 2028.

Ontem, dia 1 de abril – e não, não é mentira -, foi apresentado o projeto da futura linha de elétrico 16E, que irá ligar o Terreiro do Paço ao Parque das Nações. A infraestrutura, com uma extensão de 12 quilómetros e um total de 18 estações, será implementada numa via exclusiva, proporcionando um serviço semelhante ao de um metro de superfície.

A calendarização do projeto prevê que a contratação seja realizada ainda este ano, seguindo-se o início da execução em 2026. A obra deverá arrancar em 2027, com a entrada em funcionamento programada para 2028.

O planeamento inclui a integração da linha com as redes de transporte existentes, nomeadamente as linhas vermelha, azul e verde do Metropolitano de Lisboa, assim como a linha ferroviária do Norte e os serviços Intercidades. O objetivo é facilitar a deslocação entre diferentes áreas da cidade e melhorar o acesso a escolas, serviços e locais de trabalho. A previsão aponta para um tempo de viagem de 22 minutos e uma frequência máxima de 10 minutos entre elétricos.

A operação do Elétrico 16E deverá movimentar anualmente entre 7,6 e 8,1 milhões de passageiros. A infraestrutura foi projetada para garantir uma ligação eficiente e contínua ao longo da frente ribeirinha, desde Algés até ao Parque das Nações, integrando-se com diferentes modos de transporte e respeitando o espaço urbano. O projeto inclui ainda a ligação à futura linha de autocarros de tráfego rápido (BRT) de Loures, através da estação no Parque Tejo Trancão.

Com características equiparáveis às de um metro ligeiro, a nova linha irá funcionar num canal totalmente dedicado, evitando congestionamentos rodoviários e assegurando um serviço fiável e previsível. O impacto ambiental também foi considerado, prevendo-se uma redução de cerca de 4.800 automóveis por dia até 2035 e uma diminuição de 123,5 mil toneladas de emissões de CO2 ao longo de três décadas.

Do ponto de vista económico, a operação deverá traduzir-se numa poupança média de 3,8 milhões de euros anuais nos custos operacionais da Carris. O tempo de viagem entre o Parque Tejo Trancão e a Praça do Comércio será reduzido para 35 minutos, significativamente abaixo dos 60 minutos atualmente necessários ao combinar comboio e autocarro.

A fiabilidade do serviço será reforçada pela regularidade da circulação, com uma frequência garantida de 10 minutos nas horas de ponta, contrastando com os 30 minutos do serviço ferroviário na mesma altura do dia. Além disso, o trajeto permitirá deslocações diretas entre o centro da cidade e o Parque das Nações, sem necessidade de transbordos.

Com um investimento estimado de 160 milhões de euros, incluindo a aquisição do material circulante, o Elétrico 16E pretende consolidar-se como uma alternativa sustentável ao transporte individual.

Foto: CM Lisboa

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