MOTELX com dois dias extra na edição deste ano

Tudo para que o público possa desfrutar do festival com todo o conforto e segurança.

MOTELX
- Publicidade -

Este é um ano atípico, com muitas iniciativas adiadas/canceladas, mas o MOTELX promete resistir às adversidades e avança com uma edição que se espera épica. Ontem à noite, dia 21 de julho, aconteceu a apresentação oficial da edição deste ano. E já temos vários detalhes para partilhar.

Para já, as datas do evento. Acontece de 7 a 14 de setembro, sendo antecedido por três dias de eventos warm-up ao ar livre. E só aqui percebem logo que, em 2020, o MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa terá dois dias extra. O motivo? Devido ao facto de existirem sessões mais espaçadas e de lotação reduzida, estender o festival por dois dias fará com que o público possa desfrutar de todos os filmes e iniciativas com todo o conforto e segurança.

Num 2020 que, infelizmente, parece ter sido tirado de um filme de género, e em que a morte de George Floyd chocou o mundo, o MOTELX apresenta a retrospectiva Pesadelo Americano: O Racismo e o Cinema de Terror, uma seleção de sete filmes precursores do movimento Black Lives Matter cujo olhar crítico propõe um acerto de contas com a história. São eles The Intruder (Roger Corman, 1962), Ganja & Hess (Bill Gunn, 1973), White Dog (Samuel Fuller, 1982), The People Under the Stairs (Wes Craven, 1991), Candyman (Bernard Rose, 1992), Tales from the Hood (Rusty Cundieff, 1995) e Get Out (Jordan Peele, 2017).

2020 é também o ano de Pedro Costa no MOTELX, concretizando-se assim uma história que começou em 2005 quando o Cineclube de Terror de Lisboa (CTLX) programou Ossos num ciclo que realizou na Cinemateca e que viria a levar à criação do festival. O mais respeitado realizador português da atualidade é o convidado da secção Quarto Perdido, este ano intitulada Pedro Costa – Filmar as Trevas. Costa abordará em conversa a sua declarada afinidade com o universo do terror e do fantástico e serão exibidos os filmes Ne Change Rien (2009) e Cavalo Dinheiro (2014).

A nova vaga de terror feminino marca as estreias da secção Serviço de Quarto, que mostra este ano um número recorde de filmes realizados por mulheres (cinco por agora, a que se juntarão outros). Entre os destaques agora anunciados, contam-se Saint Maud, de Rose Glass, uma visão original e corajosa sobre fé e loucura com carimbo dos estúdios A24, e Relic, a aclamada estreia cinematográfica da escritora Natalie Erika James. Sandra Wollner assina The Trouble with Being Born, uma antítese da história de Pinóquio em versão sci-fi que causou controvérsia no último Festival de Berlim.

A secção Serviço de Quarto traz ainda o regresso do prolífico Takashi Miike com aquele que se estima ser o seu 104.º filme. Estreado na Quinzena dos Realizadores de Cannes, First Love é uma louca mistura de drogas, sangue, gore, romance e humor negro e um regresso ao estilo hiperbólico que o tornou um favorito dos festivais. Na secção Doc Terror, o primeiro título anunciado é Scream, Queen! My Nightmare on Elm Street, um documentário sobre Mark Patton e o seu papel enquanto primeiro Scream Queen masculino em A Nightmare on Elm Street 2: Freddy’s Revenge, hoje um clássico do cinema LGBT.

E porque o cinema de terror é espaço de liberdade e risco, o MOTELX apresenta pela primeira vez em 2020 um programa de Curtas Experimentais, dedicado a narrativas alternativas que usam técnicas revolucionárias para criar novas linguagens e pesadelos transcendentais. No domínio da ficção mais tradicional, 20 curtas compõem este ano a secção de Curtas Internacionais, que continua a trazer-nos propostas ricas e variadas em subgéneros tão distintos como sci-fi, filme de época ou sátira.

As secções competitivas do MOTELX estão também de regresso. O Prémio MOTELX – Melhor Curta de Terror Portuguesa / Méliès d’Argent continua a incentivar a produção nacional de cinema de género com um prémio no valor de 5000€, o maior atribuído a curtas-metragens em Portugal. Dada a disrupção causada pela pandemia, este ano o prazo de inscrição na competição foi prolongado até ao dia 2 de agosto. Os finalistas serão anunciados no próximo mês, tal como os filmes em competição para o Prémio Melhor Longa de Terror Europeia / Méliès d’Argent e muitas outras novidades de programação.

Warm-Up MOTELX

Depois da inesquecível visita nocturna ao MNAA em 2019, o MOTELX volta a concretizar encontros artísticos improváveis e únicos no fim de semana de Warm-Up que antecede o festival, reunindo grandes nomes da cultura portuguesa em três eventos gratuitos e ao ar livre.

A 3 de setembro, o Convento de São Pedro de Alcântara acolhe A Mulher-Sem-Cabeça, uma performance/concerto a partir de um texto de Gonçalo M. Tavares com ilustrações ao vivo de António Jorge Gonçalves e voz do MC Papillon. Na noite seguinte, o Espaço Brotéria é palco de um jantar encenado a partir de um texto de Fernando Pessoa praticamente desconhecido do grande público: Um Jantar Muito Original (do semi-heterónimo Alexander Search). Um projecto que recria o lado mais negro de Pessoa e que conta com supervisão artística de Albano Jerónimo e a estreia em encenação de duas estudantes de teatro e cinema, Matilde Carvalho e Rita Poças. Por fim, dia 5 traz a muito aguardada sessão de cinema ao ar livre no Largo Trindade Coelho, com filme a anunciar brevemente.

Os eventos irão respeitar todas as normas de segurança e são resultado de uma parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

- Publicidade -

Parceiros

Relacionados

Crítica – The Night House (MOTELX)

Não é um filme que pareça trazer algo de novo, mas esconde boas surpresas sob a superfície, com um enredo que é tanto clássico como original.

Crítica – Mad God (MOTELX)

Se aceitarem que um filme pode ser como um sonho, demente, descontrolado e desnecessário de ser explicado, então irão apreciar Mad God.

Crítica – Sweetie, You Won’t Believe It (MOTELX)

Sweetie, You Won't Believe It não é um filme que se propõe a oferecer nada de novo ao género, mas é uma lufada de ar fresco no panorama internacional de comédias de terror.

Crítica – Gaia (MOTELX)

Gaia é, no final de contas, uma história de terror ecológico, não tanto sobre uma ameaça monstruosa, ou um conflito entre natureza e tecnologia, mas sobre a inevitabilidade do ser humano espalhar destruição por onde anda, tenha boas ou más intenções.
- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Recentes

60.000 jovens vão poder fazer um Interrail gratuito já em 2022

Poderão viajar por um período máximo de 30 dias.

Chegou o trailer oficial da 3ª temporada de You

E muita coisa vai acontecer nos novos episódios. Depois das primeiras imagens e da data de estreia da terceira temporada,...

10.ª edição do Open House Lisboa leva-nos a descobrir “Os Caminhos da Água” com várias visitas gratuitas na capital e em Almada

25 e 26 de setembro são as datas do regresso do incontornável fim de semana de visitas gratuitas que desafia a percorrer e a desvendar a cidade através da arquitectura.