O ministro da Educação defende que os exames nacionais são essenciais para avaliar aprendizagens e garantir rigor no acesso ao Ensino Superior.
Os exames nacionais são considerados pelo Governo um instrumento essencial para avaliar as aprendizagens dos alunos e medir a qualidade das escolas. O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, defendeu que estas provas permitem identificar quais os estabelecimentos de ensino que apresentam melhores resultados e aqueles que enfrentam maiores dificuldades.
Em declarações após reuniões com sindicatos, em Lisboa, o governante afastou novas alterações ao sistema, sublinhando que “não faz sentido mudar as regras novamente”. O modelo atualmente em vigor, que prevê três exames nacionais para concluir o 12.º ano e duas provas para o acesso ao Ensino Superior, foi aprovado em 2023, durante o Governo de António Costa. Para Fernando Alexandre, este sistema constitui uma garantia de qualidade e reforça o rigor e a exigência do ensino.
Na primeira fase do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior registou-se uma diminuição no número de alunos colocados em comparação com o ano anterior. O ministro atribuiu essa quebra às alterações introduzidas nos exames, mas lembrou que ainda decorrem as fases seguintes do concurso, nas quais milhares de estudantes poderão obter colocação.
Apesar de defender o modelo atual, Fernando Alexandre admitiu que, no futuro, poderá ser promovida uma discussão nacional sobre o sistema de acesso ao Ensino Superior. O ministro reconheceu que algumas instituições localizadas no interior do país foram particularmente afetadas pela redução de colocações. Destacou, nesse sentido, a importância destes estabelecimentos para o desenvolvimento regional e para a coesão territorial, assegurando a disponibilidade do Ministério para debater novas estratégias que garantam a sustentabilidade destes polos académicos em zonas de baixa densidade populacional.