Mimi curated by Yakuza – Quando a comida nos deixa mesmo com lágrimas nos olhos de felicidade

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Mimi curated by Yakuza combina técnica, ingredientes de excelência e criatividade para proporcionar uma das melhores experiências japonesas em Lisboa.

Foi no ano passado, de modo a começar o verão da melhor forma, que Lisboa passou a contar com um novo espaço centrado na tradição gastronómica japonesa: o Mimi curated by Yakuza. Mas apesar de integrar o universo Yakuza, o Mimi não se apresenta como mais um restaurante by Olivier. A curadoria é da marca, mas a autoria e a condução da experiência pertencem a Alex Hatano, chef e sócio do projeto, com um percurso profundamente ligado à cozinha japonesa e ao crescimento do Yakuza ao longo da última década. E o Echo Boomer teve finalmente oportunidade de ir conhecer este conceito.

Localizado na Rua Rodrigues Sampaio 94C, rua paralela à Avenida da Liberdade, no espaço onde anteriormente funcionou o restaurante Otro, o Mimi curated by Yakuza começou por “apenas” oferecer uma experiência omakase intimista, mas eventualmente passou a ter um menu à la carte. E isto fez expandir o conceito.

À entrada do espaço existe um bar discreto, com algumas mesas e sofás, pensado para quem chega mais cedo e prefere começar a noite com um cocktail. Já a sala principal, onde são servidas as refeições, surge no final de um corredor e organiza-se em torno de um balcão de madeira curvilíneo, com cerca de 12 lugares em cadeiras altas e confortáveis. Atrás, algumas mesas permitem uma experiência menos intimista, mas o número total de clientes por serviço não ultrapassa as 30 pessoas, o que garante um ambiente controlado e um ritmo uniforme.

A filosofia do Mimi curated by Yakuza assenta num menu omakase composto por 12 momentos, aos quais se junta sempre um extra surpresa, o chamado “mimi”, que nunca aparece descrito na carta. O menu muda diariamente e depende exclusivamente do peixe disponível no mercado nesse dia. A única certeza? A ausência de salmão, uma escolha assumida pela equipa como forma de se afastar do ingrediente mais comum na restauração japonesa e de elevar o nível da experiência através de espécies menos óbvias.

Grande parte do peixe utilizado é proveniente da costa portuguesa e dos Açores, sendo que o chef privilegia peixes mais gordos para os nigiri e trabalha sempre com produto comprado no próprio dia, preparado e servido sem desvios desnecessários.

No nosso caso, não fomos para a já conhecida experiência Omakase, mas antes para o menu à la carte, onde nos pudemos deliciar com uma refeição que jamais nos iremos esquecer. E de facto, escolher entre tanto produto bom é difícil.

Neste nosso jantar no Mimi curated by Yakuza, a experiência começou com uma promessa de autenticidade, mas com um toque moderno. À mesa, chega o Senbei, descrito pela equipa de sala como uma homenagem direta às ruas de Tóquio. “É inspirado no street food do Japão, um género de uma ‘cracker’ feita de trigo”, explica o empregado. Estaladiço e leve, este senbei traz salicórnia e pimento vermelho, desmistificando o medo do picante logo à partida: serve apenas para dar sabor.

Pouco depois, uma das entradas: Kari Kari de Toro (crocante de atum toro com trufa). Tal como a equipa nos avisou, é algo que se devora em apenas duas dentadas, com o crocante a contrastar na perfeição com a gordura do atum. E atenção, só vem uma unidade, portanto digam explicitamente que querem duas unidades desta entrada, uma vez que não vão querer partilhar. A outra entrada que pedimos, o Maguro Tataki (tataki de atum chutoro), é ligeiramente cozinhado na Robata, que é uma grelha tradicional japonesa, e leva wasabi, gengibre fresco e molho ponzu de miso, “que é uma soja cítrica”. Simplesmente fenomenal.

Depois passámos para a parte de sushi e sashimi do Mimi curated by Yakuza, que ocupa quase a totalidade do menu do espaço. E é aqui que reparamos na quantidade do variado peixe de qualidade disponível para os clientes: barriga de atum, atum akami, enguia, dourada, lírio, salmonete, salongo, robalo, pargo, pregado

Nesta secção, e de modo a “seguir a ordem” do menu do Mimi curated by Yakuza, começámos pelos hand roll, aqui descritos como enrolado de alga crocante, mas que na gíria comum se chamam de temakis. Optámos pelo Hand Roll Toro (enrolado de alga crocante, arroz shari, barriga de atum e kizami) e Hand Roll Wagyu Yukke (com tártaro de wagyu). Muita qualidade nas matérias-primas aqui apresentadas, sendo difícil escolher qual dos dois o melhor, mas a escolha recai para o segundo. É rico, levemente temperado e incrivelmente tenro, oferecendo puro umami de wagyu em cada dentada.

De seguida vieram deliciosas fatias de sashimi de dourada, lírio e akami, com este último a destacar-se, evidenciando logo o corte magro do atum. Cedendo sem resistência quando entra na boca, nota-se o sabor a “atum puro”, ligeiramente doce, com um fundo mineral. É o tipo de sashimi que não precisa de mais nada a acompanhar.

As estrelas da noite, porém, foram os vários Nigiri que pedimos: Akami (a parte mais magra e dorsal), Dourada, Robalo, Lírio, Wagyu e Engawa. Se leram o nosso título, foi aqui que nos vieram as lágrimas aos olhos. Neste caso graças ao incontornável Wagyu, apresentado na sua versão fumada. Se é verdade que já devorámos várias vezes a carne Wagyu em vários restaurantes, nunca nos marcou a este nível. Portanto, temos aqui uma opção vencedora: a melhor opção do ano já está escolhida e 2026 ainda mal começou…

Também nos encantou o Nigiri de Engawa, que é basicamente a barbatana dorsal do pregado – conhecida pela sua elasticidade -, braseada e finalizada com Umeboshi, uma pasta de ameixa japonesa. Que delícia!

Ah, referir que a soja servida no Mimi curated by Yakuza não é uma soja qualquer. “A nossa soja é naturalmente fermentada e é envelhecida por dois anos. Por conta disso, é um pouco mais intensa”, avisa-nos o funcionário da nossa mesa, de modo a preparar o nosso palato para uma experiência mais robusta.

No menu surge também a secção Para Partilhar, com as propostas Beurre Blanc de Soja e Sake (Pesca do dia em molho beurre blanc de soja e sake, vinagrete de tomate e tombori), Ebi Rabo Azul (Camarão rabo azul com molho da própria cabeça) e Wagyu Yaki (Wagyu grelhado com jus de carne), mas saltámos logo para o capítulo Para Finalizar, onde não optámos pelo Sando de tataki de atum ou de Wagyu, nem sequer pelo Hambúrguer Olivier, mas sim para o Domburi Wagyu (Cubos de wagyu grelhado com gema de ovo curada e arroz gohan).

É, no fundo, um Sukiyaki de Wagyu, que exige a nossa participação. “É misturar a gema na carne”, dizem-nos, promovendo a cremosidade do prato. Mais uma vez, a qualidade é sublime. Afinal de contas, quando os ingredientes são realmente bons, tudo resulta…

Para finalizar em beleza esta magnífica refeição no Mimi curated by Yakuza, duas sobremesas: Creme Brulè de Jasmin com gelado de goiaba e Pudim de Sake Kasu, com este a destacar-se claramente. Não leva álcool, tem caramelo por cima e é basicamente feito com as borras que sobram da produção do saké. Tinha, também, um travo muito evidenciado a queijo, algo que nos agradou imenso.

O melhor de tudo? É que têm até 13 de fevereiro para experimentar este menu com 40% de desconto graças ao Olivier Experience by TheFork. E, muito honestamente, não há como não recomendar, com o Mimi curated by Yakuza a afirmar-se como uma proposta que combina produto de excelência, técnica sólida e uma abordagem autoral clara.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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