A Microsoft vai integrar o Word automaticamente com o OneDrive, levantando questões e críticas entre os utilizadores.
A Microsoft prepara-se para alterar a experiência de utilização do Word no Windows. Em breve, os novos documentos criados na aplicação passarão, por defeito, a ser guardados automaticamente na nuvem, sem que o utilizador necessite de ativar manualmente a função de salvamento automático. A novidade, já em fase de testes no programa Microsoft 365 Insiders, pretende reduzir o risco de perda de documentos e facilitar o acesso a ficheiros em diversos dispositivos, sejam eles computadores, smartphones Android ou iOS, para além do acesso através do navegador.
De acordo com Raul Munoz, gestor de produto da equipa de Serviços Partilhados do Office, “já não será necessário (o utilizador) ter de se preocupar com cópias de segurança, porque tudo ficará imediatamente salvaguardado no OneDrive ou em outro serviço de nuvem à escolha”. Para além disso, os novos documentos passarão a ser nomeados de acordo com a data, abandonando o formato tradicional que acrescenta um número sequencial. Será ainda possível definir um destino padrão na nuvem ou, para quem não quiser recorrer a esta mudança, desativando o backup automático e regressando ao armazenamento local.
A medida, no entanto, não parece ser consensual, já que muitos utilizadores têm manifestado desagrado com a pressão crescente da Microsoft para que o OneDrive seja adotado. Já antes, a empresa tinha introduzido banners no Windows a promover o backup na nuvem, prática que muitos consideram intrusiva. Agora, esta alteração acrescenta mais um passo para quem preferir continuar a guardar ficheiros no disco do computador. Ainda assim, a Microsoft continua a defender a conveniência e a segurança do armazenamento em nuvem, mas os críticos apontam ao risco de perda de controlo e a dependência excessiva de serviços externos.