A presidente do Metropolitano de Lisboa confirma a inauguração da linha circular para março de 2027 e procura novo financiamento para a linha vermelha
A presidente do Metropolitano de Lisboa, Cristina Vaz Tomé, confirmou no Parlamento que a inauguração da linha circular, projetada para ligar as estações do Rato e do Cais do Sodré, está prevista para o primeiro trimestre de 2027. A gestora, em funções desde janeiro, assumiu um atraso de três anos e três meses nas obras do metro face à estimativa inicial de 2023.
O prolongamento da linha vermelha do metro de Lisboa, entre São Sebastião e Alcântara, regista igualmente constrangimentos, acumulando um atraso de dois anos e nove meses. A consignação da empreitada ao consórcio da Mota-Engil aguarda aprovação há cerca de dois anos, processo agravado pela perda de financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Perante a exclusão dos fundos europeus, a administração do Metropolitano de Lisboa negoceia uma alternativa com o Governo, o Banco Europeu de Investimento e o Banco de Fomento. O objetivo central é assegurar o capital necessário para viabilizar a consignação da expansão da linha vermelha ainda durante o primeiro semestre. A presidente justificou a falha no acesso ao PRR com prazos irreais, sublinhando que a média de execução das obras do metro é de sete anos, inviabilizando a meta de quatro anos inicialmente traçada pelas equipas técnicas.
Relativamente ao projeto do metro ligeiro de superfície entre Loures e Odivelas, designado por linha violeta, o Metropolitano de Lisboa aguarda a conclusão de uma investigação aprofundada por parte da Comissão Europeia, uma vez que Bruxelas está a analisar suspeitas de financiamento estatal ilegal atribuído à empresa chinesa CRRC, subcontratada pelo consórcio liderado pela Mota-Engil, vencedor preliminar do concurso público. Devido a este escrutínio, a empresa de transportes está legalmente impedida de adjudicar a obra.
