O metrobus de Guimarães, que vai ligar a cidade à vila das Taipas, Avepark e Braga, poderá reduzir 48.000 carros por dia na EN101 e estar pronto antes de 2029.
O metrobus que vai ligar Guimarães à vila das Taipas, ao Avepark e a Braga deverá estar operacional antes de 2029, com o objetivo de reduzir o tráfego de automóveis na EN101. O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, esteve esta semana em Guimarães para discutir projetos de mobilidade, transportes e habitação, com destaque para este investimento. O presidente da Câmara, Ricardo Araújo, reforçou que pretende “executar a obra até ao final deste mandato”, enquanto o Governo trabalha na definição da forma de financiamento do projeto.
Durante a visita, o professor José Mendes voltou a expor os benefícios do metrobus, sublinhando que a ligação permitirá alcançar, futuramente, a rede de metrobus de Braga e a estação do TGV, reduzindo para apenas 30 minutos o tempo de viagem direta entre Guimarães e a rede ferroviária de alta velocidade.
O traçado do metrobus mantém-se como previamente conhecido, com dois desvios na EN101: um na zona de Fermentões e outro na vila de Ponte, devido à impossibilidade de alargar a estrada junto ao edificado. No restante percurso, o transporte circula em via dupla, atravessando as rotundas existentes, com prioridade assegurada por sinalização luminosa automática. Estudos indicam que a implementação do metrobus poderá retirar cerca de 48.000 carros por dia da EN101, diminuindo significativamente a pressão sobre a via.
Guimarães destacou ao ministro que o projeto já apresenta viabilidade de traçado e integração urbana. José Mendes estima um investimento de 80 milhões de euros para a ligação às Taipas e ao Avepark, embora ressalve que uma avaliação mais precisa dependerá da realização de um estudo prévio, cujos trabalhos arrancam já na próxima semana. Ricardo Araújo sublinhou que, depois desse estudo, seguirá o projeto executivo, com o objetivo de iniciar a obra antes do final do mandato em 2029.
O ministro das Infraestruturas salientou ainda a importância das redes de transporte locais, como o metrobus, para aumentar a procura do serviço de alta velocidade. Nesse sentido, incentivou uma coordenação estreita com Braga, para que as duas partes do projeto avancem em paralelo. Relativamente à habitação, garantiu que a Estratégia Local de Habitação de Guimarães será financiada através de outras linhas, apesar do atraso no Plano de Recuperação e Resiliência. No domínio ferroviário, embora não tenha trazido o Alfa de volta à cidade, Miguel Pinto Luz indicou que está a ser estudada uma ligação direta adicional a Lisboa através de Intercidades.
Entre as obras de execução iminente está o desvio da variante de Creixomil para a EN206, cuja empreitada ficará a cargo da Câmara de Guimarães, apesar de ser uma responsabilidade normalmente da Infraestruturas de Portugal.
Foto: CM Guimarães
