O período adicional desta borla no metrobus do Porto serve para melhorar os avisos sonoros e os tempos de espera.
A fase experimental e gratuita do metrobus do Porto, em circulação desde o final de fevereiro, foi prolongada até ao dia 20 de abril. A partir dessa data, o serviço de transporte público, que assegura a ligação entre a Casa da Música e a Praça do Império, entrará oficialmente na sua operação comercial regular.
Durante as três semanas que antecedem o início da cobrança de títulos de transporte, as equipas técnicas vão concentrar-se na melhoria dos sistemas de informação ao passageiro. O objetivo é assegurar que, no arranque definitivo, a operação se encontre em pleno funcionamento. Entre as intervenções previstas estão o aperfeiçoamento dos avisos sonoros e da apresentação dos tempos de espera nas paragens, assim como a calibração da informação disponibilizada no interior dos veículos. Este processo decorre em articulação direta entre a Metro do Porto, a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) – entidade operadora -, a Câmara Municipal do Porto e o Ministério das Infraestruturas e Habitação.
O sistema, suportado por uma frota de autocarros movidos a hidrogénio, iniciou a circulação com passageiros no dia 28 de fevereiro, decorrido cerca de um ano e meio sobre a conclusão da empreitada no eixo viário principal. Atualmente, o trajeto abrange as avenidas da Boavista, onde o veículo circula numa via dedicada, e Marechal Gomes da Costa. Ao longo deste canal, o embarque e desembarque é efetuado nas estações de Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves e João de Barros. A segunda fase do projeto, destinada a prolongar a linha até à Praça Cidade do Salvador (conhecida como Anémona), engloba as futuras paragens de Antunes Guimarães, Garcia de Orta, Nevogilde e Castelo do Queijo, troço que se encontra ainda em fase de obras.
No que diz respeito ao funcionamento diário, o metrobus opera ininterruptamente entre as 06h e as 22h. As frequências de passagem estão estipuladas em 10 minutos durante os períodos de maior afluência (horas de ponta), alargando para 15 minutos nos restantes horários. Esta cadência, que se manterá sem alterações com a transição para o serviço comercial, apresenta intervalos superiores aos que tinham sido projetados aquando da apresentação do projeto em 2021.
