O restaurante Ofício, do grupo Paradigma, inicia 2026 com Maurício Varela na cozinha, uma sala renovada e um menu assente na tradição portuguesa reinterpretada com técnica e clareza.
O Ofício, restaurante do grupo Paradigma, arranca 2026 com uma renovação que vai além da estética. Cinco anos depois da abertura, o espaço tem um novo chef, uma sala reconfigurada e uma proposta gastronómica que aposta na clareza e na consistência em detrimento da experimentação pela experimentação.
Maurício Varela é o nome que passa a liderar a cozinha. Natural de Aveiro, cresceu em São Paulo, onde abandonou o curso de Ciências Sociais e Políticas para enveredar pela restauração. O percurso que se seguiu inclui estágios no D.O.M. de Alex Atala, em São Paulo, e no Gaytán, em Madrid, restaurante de Javier Aranda. Em Lisboa, passou pelo Dahlia e pelo Matte, assumiu a chefia do Santa Joana – projeto sob a alçada do chef Nuno Mendes – e é cofundador do Wishbone, especializado em frango frito karaage. No Ofício, a intenção declarada é trabalhar a cozinha tradicional portuguesa com uma leitura contemporânea, assente no produto nacional, na técnica e na identidade dos sabores.
A renovação do espaço acompanha essa mudança de direção. A sala ficou mais sóbria e foi criada uma nova secção de cozinha no interior, pensada para aproximar cozinheiros e clientes. Diogo Figueiredo, CEO da Paradigma, sintetiza o critério que orientou as alterações: “Menos ruído, mais intenção: tanto no prato, como no espaço.”
E claro, também o menu é novo, estando organizado em entradas frias, pratos quentes e sobremesas. Entre as entradas, surgem a Batata-doce de Aljezur em escabeche de laranja e o Tártaro de carapau em folha de shiso. Nos pratos quentes, a oferta divide-se entre doses pequenas e propostas de tacho, com destaque para o Milho frito com estufado de nabo e queijo de São Jorge, o Pão de leite com croquete de alheira e maionese de couve fermentada, o Arroz malandrinho de línguas de bacalhau e o Cozido de grão com presa de porco alentejano. Nas sobremesas, constam a Pêra bêbeda em calda de espumante com creme de chocolate branco, sake e amêndoa, e a Tarte de chocolate com caramelo salgado e nata batida com Moscatel.
A carta de vinhos foi igualmente revista, com consultoria do sommelier Pedro Ramos, e privilegia produtores de baixa intervenção. O restaurante funciona de segunda a domingo, das 18h à meia-noite.
Foto: Henrique Isidoro
