Lisboa vai ter rede ciclável de 200 km até 2021 e mais estacionamento para bicicletas

Transformação do espaço pedonal e aumento da rede ciclável são algumas das medidas do município para evitar o aumento do transporte individual e a poluição.

rede ciclável

Foi hoje, em conferência de imprensa, que Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, apresentou um plano de transformação do espaço público para a capital portuguesa.

O plano, assente nos programas A Rua é Sua e Lisboa Ciclável, salientou Fernando Medina, pretende evitar a escolha do automóvel. “Lisboa corre o risco de parar e o ar ficará irrespirável”, alertou o presidente da autarquia.

Para evitar o reforço do transporte individual, afirmou, a Câmara vai avançar com medidas no âmbito da rede ciclável, aumento do espaço nos passeios e redução da velocidade em ruas residenciais.

No que toca à rede clicável, atualmente com 105km, deverá crescer mais 26km até julho. Até setembro, serão construídos mais 30 km. Já em 2021, a cidade terá mais 20 km de ciclovias. O objetivo é chegar a 200km de rede clicável durante o próximo ano.

Esta será uma rede clicável estruturante, uma vez que irá cobrir eixos centrais de ligação e ligar principais polos de trabalho, estudo e residência. Todas as ciclovias serão segregadas.

A aposta na rede clicável faz todo o sentido em Lisboa. Na capital, 68% das deslocações são inferiores a cinco quilómetros, ao passo que a velocidade média dos carros em hora de ponta é de 13 km/h.

Para isso, é também necessário que os lisboetas adiram às bicicletas. Assim, será criado um fundo de mobilidade de três milhões de euros. O financiamento municipal, até ao limite de 50% do valor de aquisição, será de até 100€ para bicicletas convencionais (estudantes), até 350€ para bicicletas elétricas e de até 500€ para bicicletas de carga.

Já no que ao aumento do espaço público diz respeito, a Câmara irá intervir dando prioridade a zonas de espera associadas a atividades básicas: retalho alimentar, restauração, equipamentos de saúde, farmácias, paragens de transportes públicos.

Está ainda previsto a criação de espaços de sombra, apoio ao comércio local através do aumento da área para esplanadas, se necessário, através da supressão de lugares de estacionamento e/ou de uma via de trânsito.

Fonte:CM Lisboa
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