Lisboa é a 106ª cidade mais cara do mundo no que toca ao custo de vida

A capital portuguesa desceu 11 posições face ao ano passado.

Lisboa - custo de vida
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O estudo é da Mercer, empresa que se dedica a co-construir futuros mais brilhantes, através da redefinição do mundo do trabalho, da melhoria dos resultados em pensões e investimento e da promoção da saúde e bem-estar das pessoas.

Na 26ª edição do estudo Custo de Vida, concluiu-se que um conjunto de fatores, incluindo flutuações cambiais, custo da inflação no que se refere a bens e serviços e a volatilidade dos preços de alojamento, são determinantes para o custo geral dos “pacotes de expatriação” para colaboradores em projetos internacionais.

Estudo “Cost of Living 2020” da Mercer

De acordo com o estudo Cost of Living Survey 2020 da Mercer, a cidade de Lisboa desceu onze posições no ranking, passando da 95ª posição em 2019, para o 106º lugar em 2020.

Através do estudo, é ainda possível concluir que o preço da gasolina em Lisboa (1,61€ p/ litro de gasolina 95 octanas) é dos mais elevados tendo em conta as restantes cidades do ranking. Por outro lado, e comparativamente com a cidade mais cara do ranking, o preço médio de produtos de limpeza, que inclui antissépticos, produtos de limpeza de casa ou detergente para máquina de lavar loiça, a cidade de Lisboa apresenta um custo médio de 32,90€. Em Hong Kong, a cidade mais cara do mundo para expatriados, o valor médio é de 37,80€.

A cidade de Hong Kong figura no top do ranking das cidades mais caras para expatriados, seguida de Ashgabat, no Turquemenistão, que ocupa a segunda posição. Tóquio e Zurique mantêm-se nos 3º e 4º lugares, respetivamente, ao passo que Singapura, que ocupa o 5º lugar, desceu dois lugares, comparativamente ao ano de 2019. Os dados foram recolhidos em março pela Mercer; as flutuações de preço em muitas regiões não se revelaram significantes devido à pandemia.

Outras cidades que se encontram no top 10 são Nova Iorque (5), Xangai (6), Xangai (7), Berna (8), Genebra (9), e Pequim (10). As cidades menos caras para expatriados são Tunes (209), Windhoek (208) e Toshkent e Bishkek, que empatam no 206º lugar.

Américas

Embora a retração económica global tenha deflagrado na primeira parte do ano, a força do dólar aumentou os custos para os expatriados localizados nas cidades norte-americanas. Como resultado, as cidades dos Estados Unidos da América escalaram no ranking deste ano das cidades mais caras. Nova Iorque, que ocupa o 6º lugar, é a cidade norte-americana com maior classificação neste ranking, seguida de São Francisco (16), Los Angeles (17), Honolulu (28) e Chicago (30). Winston-Salem e Carolina do Norte (132) permanecem como as cidades menos dispendiosas dos EUA para expatriados.

Na América do Sul, San Juan (66), em Porto Rico, é classificada como a cidade mais cara, seguida por Porto de Espanha (73), San José (78) e Montevideu (88). Manágua (198) é a cidade menos cara da América do Sul. A cidade de Caracas, na Venezuela, está excluída do ranking devido à complexa situação cambial que enfrenta; a sua posição poderia ter uma grande variação devido à taxa de câmbio oficial selecionada.

O dólar canadiano valorizou, provocando um salto no ranking deste ano. Vancouver (94), que subiu 18 lugares de 2019 para 2020, é a cidade canadiana mais cara, seguida de Toronto (98). Otava é a cidade menos dispendiosa deste país, ocupando o 151º lugar.

Europa, Médio Oriente e África

São três as cidades europeias que se encontram no TOP 10 da ranking das localizações mais caras. No 4º lugar do ranking global, Zurique mantém-se como a cidade mais dispendiosa, seguida de Berna (8), que subiu quatro lugares desde o ano passado. Genebra a outra cidade europeia que subiu quatro lugares no ranking, ocupando a 9ª posição.

Apesar de se ter registado um fraco crescimento dos preços ao longo da região, muitas moedas locais da Europa enfraqueceram face ao dólar norte-americano. As economias francesa e italiana enfraqueceram no final de 2019 e o crescimento da Zona Euro foi nulo. Ainda assim, não se verificam sinais da crise no que diz respeito à inflação de qualquer um dos países da UE. Esta região assinalou quebras no ranking deste ano, especialmente em cidades como Paris (50), Milão (47) e Frankfurt (76).

A decisão do Reino Unido se retirar da União Europeia não impactou a sua moeda local, que se mantém forte, valorizando-se a par das grandes divisas mundiais. Londres (19), Birmingham (129) e Belfast (149), subiram quatro, seis e nove lugares, respetivamente.

Os Emirados Árabes Unidos continuam a diversificar a economia, com a subsequente redução do impacto da indústria petrolífera no PIB. Com este processo em curso, registaram-se flutuações negativas de preço no Dubai e em Abu Dhabi. Tal como os EAU, também a Arábia Saudita pretende limitar o impacto das exportações petrolíferas e focar-se num modelo económico mais diversificado. Os preços mantiveram-se estáveis ao longo dos últimos seis meses; no entanto, com a aproximação do aumento do imposto sobre o valor acrescentado, é esperado que os preços mudem.

Telavive (12) continua a ser a cidade mais cara do Médio Oriente para os expatriados, seguida do Dubai (23), Riad (31) e Abu Dhabi (39). Cairo (126) mantém-se como a cidade menos cara da região, apesar de ter subido quatro posições.

Djamena, no Chade, ocupa a 15ª posição, sendo a cidade mais cara de África, enquanto Tunes, na Tunísia, é a cidade menos cara da região e também a nível global, ocupando a 209ª posição, a última do ranking.

Ásia Pacífico

Do TOP 10 das cidades mais caras deste ano, 6 encontram-se na Ásia. Hong Kong (1) mantém o seu lugar como a cidade mais cara para expatriados, quer na Ásia como em todo o Mundo, devido às flutuações cambiais calculadas face ao dólar norte-americano e também pelo aumento do custo de vida. Este centro financeiro global é seguido por Ashgabat(2), Tóquio (3), Singapura (5), Xangai (7) e Pequim (10). Bombaim (60) é a cidade mais cara da Índia, sendo que Calcutá (185) é a cidade menos dispendiosa deste país.

As cidades australianas caíram no ranking deste ano, uma vez que a moeda local desvalorizou face ao dólar norte-americano. A cidade de Sidney é a mais cara da Austrália para expatriados, ocupando o 66º lugar do ranking global, descendo seis lugares este ano. Adelaide é a cidade menos dispendiosa da região, que caí este ano dezassete lugares, ocupando a posição 126 do ranking.

Fonte:Mercer
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