A decisão vai eliminar o código legado e reduzir os esforços de manutenção numa plataforma praticamente sem utilizadores.
Os programadores do kernel Linux confirmaram que a versão 7.1 marcará o fim do suporte aos históricos processadores Intel 486, lançados em 1989. A alteração, proposta por Ingo Molnar, remove o código necessário para compilar o kernel para esta arquitetura, afetando igualmente variantes de outros fabricantes, como a Cyrix e a AMD.
Molnar explica que a arquitetura x86 de 32 bits mantém mecanismos de emulação destinados a CPUs antigos que quase ninguém utiliza com kernels modernos. De acordo com o programador, manter essa compatibilidade consome tempo e, por vezes, introduz problemas que exigem correções desnecessárias. A decisão segue a posição já expressa por Linus Torvalds, que em 2022 afirmou não existir qualquer razão para continuar a investir esforço em hardware tão ultrapassado.
O impacto prático desta mudança é praticamente nulo, já que distribuições atuais, como o Ubuntu, já exigem requisitos muito superiores às capacidades de um Intel 486. Mesmo sistemas ultra-leves, como o Tiny Core Linux, recomendam processadores Pentium II ou mais recentes para funcionamento adequado. Assim, quem ainda utiliza máquinas com estes processadores poderá recorrer a versões antigas do kernel ou optar por alternativas como o FreeDOS, que continua compatível com computadores da era original do PC.
