Falta de conteúdo, custos elevados e tecnologia inferior travam a adoção do formato.
Apesar de estarem disponíveis há vários anos, os televisores 8K continuam longe de alcançar popularidade. As razões são conhecidas, como por exemplo a ausência de conteúdo nativo, que faz com que, na prática, a diferença de qualidade face ao 4K seja mínima ou mesmo impercetível para a maioria dos utilizadores. A isto juntam‑se consumos energéticos mais elevados e preços substancialmente superiores, fatores que já haviam levado a marcas como a Sony e a TCL a abandonar o desenvolvimento de novos modelos. Agora, novas informações dão conta de que a LG se vai afastar desse segmento, por considerar demasiado limitado.
A verdade é que, mesmo no caso do 4K, muitos consumidores já têm dificuldade em distinguir melhorias face ao Full HD nas distâncias de visualização habituais. No universo 8K, o impacto visual tende a ser ainda menos evidente, aproximando‑se de um efeito placebo. Para além disso, os modelos 4K de topo continuam a oferecer tecnologias mais avançadas do que as suas vertentes 8K. Exemplos como a LG G5, a Samsung S95F ou a Sony Bravia 8 II não têm equivalentes em 8K, o que reforça a ideia de que o investimento neste formato não compensa.
Perante este cenário, não surpreende que a LG e outras fabricantes vejam pouco futuro no mercado de televisores 8K que permanece caro, pouco prático e sem benefícios reais para a maioria dos utilizadores.
