Localizado no Largo Actor Dias, no coração do Porto, o LENSCAPE Coterie apresenta‑se como um boutique hotel de cinco estrelas centrado em estética, arte e experiência de lugar.
O primeiro hotel da marca COTERIE, designado LENSCAPE Coterie, prepara‑se para abrir portas no Porto até junho deste ano, num edifício localizado no Largo do Actor Dias, junto à Muralha Fernandina, no coração da cidade. Trata‑se de um projeto de cinco estrelas, enquadrado na COTERIE Collection, concebida como uma marca portuguesa de hotéis boutique de caráter contemporâneo, centrada em estética, design, detalhe e em experiências de hotelaria com forte sentido de lugar.
Na fase inicial de funcionamento, o LENSCAPE Coterie entrará em operação com 41 quartos, suites e studios, mais tarde completados com 11 unidades adicionais, totalizando 52. Todos os espaços de alojamento foram imaginados pelo designer alemão Christian Haas, com estúdio no Porto, responsável pelo design de interiores do projeto. A intervenção procurou criar uma atmosfera elegante e descontraída, reduzindo o que o próprio Haas designa como ruído visual e conferindo a cada peça um propósito específico dentro da composição do espaço.
A aposta recai sobre materiais naturais, com recurso a diferentes tipos de madeira, cerâmicas vidradas, porcelanas e têxteis personalizados, muitos deles desenvolvidos em colaboração com artesãos locais. O branco domina as paredes, funcionando como pano de fundo, de modo a realçar texturas, tons de cor e elementos de design mais expressivos. Separadores, roupeiros, bancos, mesas e estofos apresentam soluções desenhadas em exclusivo para o hotel, sublinhando o caráter singular da oferta.
A fotografia assume um papel central na narrativa do LENSCAPE Coterie, refletindo o conceito de marca e a ligação à estética contemporânea. Enquanto os quartos, as suites e os studios incorporam imagens de fotógrafos portugueses – Luís Espinheira e Inês Silva Sá – definindo uma portugalidade visual marcada e coerente, os corredores exibem um registo mais documental, a partir de trabalhos de Luís Ferraz e Carlos Vieira. A combinação confere ao edifício uma identidade visual distinta, ancorada em referências nacionais e em linguagens fotográficas diferenciadas.

Para além do alojamento, o projeto integra um jardim com piscina exterior aquecida, um spa e o restaurante italiano Cucina di Toscani. Este espaço gastronómico, desenvolvido em colaboração com o chef Vitor Matos – atualmente o chef com mais estrelas Michelin em Portugal -, marca a estreia da marca em termos de proposta de cozinha italiana. O conceito centra‑se na preservação da autenticidade da gastronomia italiana, com especial destaque para massas, pizzas, focaccias e um tiramisù fiel às origens, conjugando escolha cuidada de ingredientes e respeito por técnicas tradicionais.
A direção criativa do restaurante está a cargo do chef residente Carlos Marques, que assume a execução diária do menu, enquanto Vitor Matos atua como consultor gastronómico. O espaço foi concebido pela designer de interiores Isabel Sá Nogueira e integra um conceito de all‑day dining, aberto durante várias franjas do dia, com uma proposta que oscila entre almoço, lanche e jantar. A decoração remete para uma interpretação contemporânea da estética italiana, com atenção a detalhes de mobiliário, iluminação e materiais, sem cair em clichés decorativos.
Um elemento adicional são os pontos de venda de produtos, que permitem aos clientes adquirir ingredientes usados na cozinha, como azeites e polpas de tomate, prolongando a experiência além do momento da refeição. A ideia é criar uma ligação mais próxima entre o que se consome no restaurante e o que se pode replicar em casa, reforçando a dimensão de curadoria do projeto.
A COTERIE Collection resulta da visão de dois empresários ligados ao setor hoteleiro em Portugal: João Pedro Tavares e Ingrid Koeck, também sócios do grupo Torel Boutiques. A nova marca pretende ocupar um lugar distinto na oferta de hotelaria de luxo contemporânea, alinhando‑se com o significado original de coterie – um círculo restrito de pessoas unidas por interesses e sensibilidades comuns. Em vez de focar apenas no conforto e no serviço, a proposta passa por criar espaços de escala humana, com forte identidade e capacidade de atrair um público específico, sensível a design, arte e cultura.
