Com 371 aviões no final de 2025, a LATAM quer chegar aos 410 este ano e superar as 200 aeronaves de nova geração até 2030.
O Grupo LATAM Airlines encerrou 2025 com uma frota de 371 aviões, depois de ter incorporado 26 novas aeronaves ao longo do ano, todas de última geração. O número coloca a companhia entre as 12 maiores frotas do mundo no setor da aviação comercial.
Para 2026, o grupo projeta atingir os 410 aviões com a chegada de 41 novas unidades. Entre essas, destacam-se os primeiros Embraer a serem operados pela LATAM, que serão alocados à rede doméstica do Brasil com o objetivo de aumentar a flexibilidade operacional nesse mercado. A escolha do fabricante brasileiro representa uma novidade no portfólio de aeronaves do grupo, que até agora operava sobretudo com aviões da Boeing e da Airbus.
Em 2027, está prevista a incorporação de mais 27 aeronaves, incluindo o primeiro Airbus A321XLR. Trata-se de um modelo concebido para rotas de média-longa distância com maior eficiência de combustível, o que permitirá à LATAM explorar ligações que, com a frota atual, seriam economicamente menos viáveis.
A perspetiva de crescimento estende-se até ao final da década. Até 2030, a companhia prevê incorporar mais de 130 novos aviões, o que deverá resultar numa frota em que mais de 50% das aeronaves – correspondente a pelo menos 200 unidades – serão modelos de nova geração. De acordo com dados fornecidos pelos fabricantes, essas aeronaves permitem reduzir entre 20% e 25% das emissões de CO₂ face aos modelos que substituem, com ganhos também ao nível do consumo de combustível.
A meta de neutralidade carbónica em 2050 é partilhada por várias companhias aéreas a nível global, no âmbito dos compromissos assumidos pelo setor junto da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
