O Grupo LMssLM reagiu à resolução da Oficina Espanhola de Patentes e Marcas sobre a denominação da sua cadeia de restaurantes La Mafia se sienta a la mesa, contestada pela Embaixada de Itália. A empresa não descarta recurso e admite estudar um novo nome.
O Grupo LMssLM, empresa responsável pela cadeia de restaurantes La Mafia se sienta a la mesa, reagiu publicamente à resolução emitida pela Oficina Espanhola de Patentes e Marcas relativamente à sua denominação comercial. A decisão surgiu na sequência de uma iniciativa apresentada pela Embaixada de Itália em Espanha e coloca em causa o nome pelo qual a cadeia é conhecida há mais de 25 anos.
A empresa considera que não existem precedentes em Espanha para uma situação desta natureza. Em comunicado, recorda que a marca foi registada e renovada em várias ocasiões pela própria Oficina Espanhola de Patentes e Marcas ao longo de mais de duas décadas, o que torna a resolução atual, segundo a empresa, contraditória com o historial do organismo. A resolução não tem caráter definitivo e pode ser objeto de recurso hierárquico, hipótese que o grupo continua a analisar com os seus assessores jurídicos.
O grupo refere ainda que tentou, por diversas vezes, estabelecer contacto direto com o embaixador italiano que contestou a marca, com o objetivo de explicar a origem e o significado do nome, sem que esses pedidos tenham sido correspondidos. “Ao longo destes anos tentámos explicar em inúmeras ocasiões a origem e o significado do nosso nome e não tivemos uma oportunidade real de o fazer”, afirmam fontes da empresa, que acrescentam não pretender “entrar em confrontos perante interpretações negativas sobre o nome da marca”.
O nome La Mafia se sienta a la mesa tem origem num livro de receitas de cozinha italiana com o mesmo título, que serviu de inspiração aos dois fundadores aquando da abertura do primeiro restaurante, em Zaragoza, no ano 2000. A empresa sublinha que a escolha foi sempre entendida internamente como uma referência gastronómica e cultural, sem qualquer ligação a conotações criminosas.
Ainda antes de conhecer o teor da resolução, o grupo já tinha iniciado um processo de reflexão estratégica, desenvolvido em conjunto com consultoras especializadas e escritórios de advogados. Esse trabalho, que decorre há mais de um ano, inclui a análise de um eventual novo nome que permita consolidar o posicionamento da marca a longo prazo.
A empresa garante que os restaurantes continuam a operar com normalidade durante este período. O plano de expansão para 2026, que prevê a abertura de cerca de 30 novos espaços, mantém-se igualmente ativo.
Fundado em Zaragoza em 2000, o Grupo LMssLM opera atualmente cerca de 120 unidades em Espanha, Portugal e Andorra, distribuídas por três insígnias: La Mafia se sienta a la mesa, Ditaly e La Boutique Trattoria Viajera. O grupo emprega aproximadamente 2.500 pessoas e dispõe de um centro de produção próprio que abastece todas as unidades de negócio. A empresa anuncia que irá divulgar em breve os próximos passos desta fase.
