Infraestruturas de Portugal resolveu 90% dos 346 cortes totais de estradas provocados pelas tempestades de fevereiro

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De acordo com a Infraestruturas de Portugal, restam 34 situações por resolver nos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e Viseu.

Mais de 90% dos cortes de estradas na rede rodoviária nacional provocados pelas tempestades de fevereiro já foram resolvidos. A Infraestruturas de Portugal (IP) registou 346 cortes totais de via durante esses episódios, dos quais restam apenas 34 por reabrir, cerca de um mês após os dias de maior impacto. As situações pendentes concentram-se sobretudo nos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e Viseu, onde as chuvas intensas e os ventos fortes causaram mais danos na rede viária.

No total, as redes rodoviária e ferroviária nacionais registaram mais de 4.200 ocorrências ligadas às intempéries. A IP chegou a realizar cerca de 200 intervenções diárias no terreno, abrangendo desobstruções, reparações de infraestruturas, estabilização de taludes, reposição de sistemas de sinalização e restabelecimento das condições de segurança e circulação. Estas operações decorreram de forma contínua, tanto em estradas como em linhas férreas, em articulação permanente com as autarquias locais, num esforço que prossegue até à resolução total das pendências.

A resposta operacional envolveu todas as equipas da IP e prestadores de serviço, mobilizando cerca de 2.000 operacionais, 622 viaturas, 13 limpa-neves e 31 equipamentos ferroviários pesados. O setor da construção também participou de forma decisiva, permitindo uma intervenção rápida e robusta que acelerou a recuperação das vias afetadas.

O Governo autorizou, em Conselho de Ministros, uma verba extraordinária de 400 milhões de euros para a Infraestruturas de Portugal, destinada à recuperação das estradas e da rede ferroviária danificadas. Estes fundos cobrem trabalhos de requalificação, reforço de taludes, substituição de estruturas afetadas e medidas para mitigar riscos futuros em zonas vulneráveis.

Um dos incidentes mais graves foi o colapso de parte da A1 ao nível do viaduto de Casais, em Coimbra, que obrigou ao corte total de uma faixa. A circulação foi reposta em apenas 15 dias, resultado de trabalhos ininterruptos executados pela concessionária Brisa com apoio do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMT).

Na rede ferroviária, quase todas as ligações foram restabelecidas, restando interrupções no troço a sul das Caldas da Rainha, na Linha do Oeste, e entre Mouriscas A e Rodão, na Beira Baixa. Esta última foi causada por um deslizamento de talude junto ao rio Tejo, que dificulta os trabalhos. A norte das Caldas da Rainha e até Louriçal, a circulação reabriu hoje, 16 de março, e a CP garante transbordo rodoviário nos troços fechados a partir dessa data.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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