As novas urgências centralizadas de Ginecologia e Obstetrícia começaram a funcionar esta segunda-feira no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, com equipas das ULS de Loures-Odivelas e Estuário do Tejo.
As primeiras urgências externas centralizadas de Ginecologia e Obstetrícia começaram esta segunda-feira, 16 de março, a funcionar na Unidade Local de Saúde (ULS) de Loures/Odivelas, instalada no Hospital Beatriz Ângelo. Estas urgências, de âmbito regional, passam a estar disponíveis 24 horas por dia, todos os dias da semana, sendo asseguradas por equipas médicas e de enfermagem da ULS de Loures-Odivelas e da ULS Estuário do Tejo.
A medida integra o plano do Governo para reorganizar a resposta hospitalar nesta especialidade e reforçar a segurança clínica das utentes, em particular das grávidas e de mulheres com queixas ginecológicas urgentes. O objetivo é concentrar os casos emergentes em unidades previamente definidas, com equipas multidisciplinares completas, capazes de garantir maior previsibilidade no atendimento e reduzir o risco clínico tanto para as mães como para os bebés.
A criação destas urgências centralizadas resulta de uma estratégia traçada pela Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), em articulação com as Unidades Locais de Saúde envolvidas. O modelo procura responder às dificuldades que o sistema enfrenta há vários anos no recrutamento e na manutenção de profissionais das áreas de Ginecologia e Obstetrícia e de Anestesiologia, uma carência que tem afetado sobretudo os serviços da região de Lisboa e Vale do Tejo.
O Ministério da Saúde defende que a concentração de recursos permitirá atenuar os constrangimentos atuais nas escalas de urgência, assegurando o funcionamento contínuo e com equipas completas. Entre as alterações decorrentes desta reorganização está o encerramento da urgência externa de Ginecologia e Obstetrícia de Vila Franca de Xira. O hospital manterá, contudo, a maternidade para partos programados, as consultas abertas para situações não urgentes e os serviços de diagnóstico e terapêutica.
O modelo agora em vigor será objeto de uma avaliação semestral pela Direção Executiva do SNS, conforme previsto no diploma que o institui. Os profissionais deslocados para prestar serviço nas urgências centralizadas recebem ajudas de custo e abono de transporte, sendo as deslocações consideradas trabalho temporário e não uma mudança de local de trabalho.
