Honor Magic V3

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O Honor Magic V3 é o smartphone dobrável mais fino atualmente disponível no mercado, e um excelente candidato às preferências dos utilizadores.

O Honor Magic V3 é o mais recente dobrável da marca, lançando em setembro passado no mercado nacional e sucedendo ao Magic V2, que havia chegado também alguns meses antes, no inicio do ano passado, apesar de surgir no mercado internacional em 2023.

Com uma janela de lançamentos relativamente reduzida, o Honor Magic V3 é o novo centro das atenções no segmento dos smartphones dobráveis da marca, chegando com algumas pequenas inovações interessantes, que não alteram completamente a experiência em relação ao V2. No entanto, oferece o suficiente para ser a escolha que muitos aguardam na altura de se converterem a este tipo de equipamentos. Disponível a partir dos 1.750€, este smartphone dobrável da Honor pode ter um valor elevado, mas assume-se ,provavelmente, como o melhor dobrável que alguma vez testei.

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Honor Magic V3

O Honor Magic V3 deve ser visto como um produto que melhora, de forma subtil, cada aspeto do já muito interessante Magic V2. Juntando tosos os seus os elementos, obtemos um smartphone dobrável mais avançado e ainda mais atraente para aqueles que nunca experimentaram este tipo de dispositivos.

Do ponto de vista estético, aprecio bastante a sua cor preta, que combina muito bem com o acabamento preto fosco na lateral do seu corpo. Se comparado com o V2, os materiais são muito semelhantes, mas os acabamentos tornam o smartphone mais elegante. Existem poucas diferenças estéticas e tudo está posicionado de forma muito semelhante, com exceção da bandeja do SIM, na parte superior correspondente à metade que contém o ecrã externo. Em termos de ergonomia, tamanho e peso, o Honor Magic V3 apresenta melhorias em todos os aspetos, embora, novamente, de forma muito subtil, com frações de milímetro, gramas e pequenas diferenças no arredondamento. O V2 já tinha estabelecido um patamar muito elevado e, por isso, qualquer melhoria seria um grande desafio, dai as alterações serem tão subtis, especialmente quando a concorrência ainda hoje se deve questionar de como é que a Honor conseguiu criar o Magic V2.

Portanto, a sensação na mão e o conforto no bolso são muito idênticos entre as duas gerações, o que é, sem dúvida, algo positivo quando consideramos as melhorias de hardware implementadas nesta nova versão. Falo, em primeiro lugar, das câmaras que, embora sejam um pouco mais volumosas que as da geração anterior, permitem manter a espessura nos 9,4 mm, incluindo as lentes. E nunca é demais lembrar que é difícil encontrar um smartphone topo de gama com espessura inferior a 9 mm, e um smartphone dobrável com essa espessura acaba por ser um “sonho”.

E já que falei nas suas lentes, elas são compostas por uma teleobjetiva de 50MP, uma grande angular de 40MP e uma principal de 50MP, que coloca este Honor Magic V3 no topo do segmento de dobráveis e certamente numa posição de destaque entre os smartphones com melhores câmaras.

No seu interior temos o Qualcomm Snapdragon 8 Gen 3 que é acompanhado por 12GB de RAM LPDDR5X e 512GB de armazenamento interno. E, acima de tudo, conta com um sistema de dissipação de calor que foi melhorado em comparação ao seu antecessor. Considerando o seu corpo extremamente fino, o Honor Magic V3 não só consegue arrefecer melhor, como também tem uma bateria maior, com 5150mAh. Como se isso não fosse suficiente, há espaço para carregamento sem fio a 50W e, claro, a sempre bem-vinda certificação IPX8.

Foram testados quase todos os jogos mais exigentes recentes, como Diablo Immortal, Wild Rift, Dead Cells, Squad Busters e até o Fall Guys, e não verifiquei qualquer problema ou lentidão. O aquecimento também não foi um problema, mesmo com o desempenho impressionante do dispositivo. No uso diário, também nunca experienciei qualquer lentidão ou outros contratempos.

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Ecrã interior do Honor Magic V3

Para ter um bom smartphone dobrável, é preciso que os seus ecrãs sejam realmente bons, já que essa é uma parte fundamental da experiência do utilizador no dia a dia. Na minha opinião, a Honor merece os parabéns pela escolha de ter um painel frontal de 6,43 polegadas que permite “esquecer” praticamente a existência de um segundo ecrã (maior) no seu interior. Seja pela espessura reduzida das margens ou pela largura do painel frontal, o Magic V3 é utilizado como um smartphone topo de gama convencional que se abre quando é necessário. Uma vantagem significativa é que, ao utilizar este dispositivo, obtém-se toda a elegância de um smartphone clássico, com a capacidade de obter um ecrã com quase 8 polegadas quando é necessário.

São ambos ecrãs LTPO, ambos com 120Hz e com suporte para a Magic Pen, que pode ser adquirida separadamente (daí não a ter testado). Sem concessões, ambos contam com um brilho que os torna extremamente nítidos, legíveis e claros mesmo sob a luz direta do sol. Como não podia deixar de ser, a Honor equipou este smartphone com todas as implementações de software que protegem os olhos, reduzem o brilho e ajustam a luz de fundo conforme as condições ambientais. Essas e outras funcionalidades foram pensadas para minimizar o esforço visual e melhorar o conforto, tanto durante o dia como, como especialmente, à noite. E mais interessante nisto tudo, é que essas características aplicam-se a ambos os ecrãs, sendo que o ecrã interno, naturalmente, tem uma dobra, mas esta é cada vez menos invasiva e visível, e apenas a notamos sob certos ângulos de luz ou quando o ecrã está desligado. A dobra pode ser sentida ao toque, mas a sua concavidade é menos pronunciada do que o equipamento da versão anterior, bem como nos equipamentos de outras marcas que já testei.

Por fim, gostaria de fazer uma pequena observação sobre o sistema de desbloqueio do smartphone. O sistema de reconhecimento facial 2D é excelente, contudo não permite realizar pagamentos ou operações bancárias, mas é sempre extremamente responsivo, permitindo aceder à página inicial simplesmente ao pegar no smartphone. O sensor de impressões digitais, que está localizado na lateral, também é muito bom e, pessoalmente, prefiro que ele esteja embutido no ecrã, mas ainda assim é uma solução prática e bastante eficaz. Estes sistemas também permitem aceder às aplicações bloqueadas, que só podem ser abertas após o reconhecimento da sua cara ou impressão digital (ou ambos, se preferir).

Como já devem ter percebido, a Honor fez um excelente trabalho a nível de hardware, mas o Magic V3 ainda tem muito espaço para crescer do lado do software. A referência habitual é a Samsung e a sua One UI que está presente no Galaxy Fold. Se do lado do hardware a Honor é claramente superior, no lado do software a Samsung ocupa o primeiro lugar com destaque. Contudo, este smartphone dobrável sai de fábrica com o Android 14 pré-instalado e com a promessa de receber três grandes atualizações do sistema operativo e cinco anos de atualizações de segurança.

No momento em que esta análise está a ser escrita, em finais fevereiro de 2025, o Magic V3 acaba de receber a sua primeira grande atualização com o MagicOS 9.0.0. Que é uma interface baseada no Android 15 e com as atualizações de segurança de janeiro de 2025. Esta versão já vem recheada de funcionalidades baseadas em inteligência artificial, como o Honor AI, e muitas outras funcionalidades interessantes. Uma das funcionalidades que mais aprecio nesta interface é a funcionalidade das pastas redimensionáveis, assim como as notificações flutuantes das aplicações. O novo sistema de gestão de favoritos também é bastante interessante, oferecendo uma área de transferência universal que pode ser ativada com um gesto de três dedos. Para além disso, é conveniente poder arrastar e soltar textos ou links diretamente para a partilha instantânea em aplicações de mensagens.

Independentemente da falta de algumas funcionalidades e opções, a experiência que é oferecida por este Honor Magic V3 é muito agradável, fluída e intuitiva. Após alguns dias de utilização, mesmo quem nunca teve um smartphone dobrável rapidamente se familiarizá com a interface e as funcionalidades do dispositivo. Em última análise, o Magic V3 confirma-se como uma excelente ferramenta de trabalho, graças às funcionalidades de bloqueio de aplicações (para maior privacidade) e à presença de uma espécie de “second home”, acessível por gestos, que abre um espaço secreto onde pode ocultar aplicações, ficheiros ou outros conteúdos, retirando-os da visualização da página principal.

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Honor Magic V3

Outras aspetos importantes para quem quer um novo smartphone e nem sempre lhes dá a devida importância é a sua conectividade, a receção de sinal e a autonomia. Sem ser surpreendente nestes três aspetos, o Magic V3 confirma que tem bons resultados nessas áreas. A sua autonomia é excelente, sendo mesmo acima da média, e permite que seja utilizado durante o tempo que desejar com a garantia de que chega a casa com alguma carga restante. O V3 oferece, naturalmente, carregamento rápido com fio de 66W e carregamento sem fios de 50W, com a possibilidade de carregamento reverso para auriculares e wearables. Os 5150mAh da sua bateria de silício-carbono são mais do que suficientes para um dia completo, e muito agitado, de trabalho.

A receção de sinal também é excelente, tanto para as redes 4G/5G como para o Wi-Fi. O equipamento também conta com suporte para eSIM, e não sacrifica o suporte para dual SIM físico (ainda não é possível utilizar dois SIMs físicos em conjunto com o eSIM já que este ultimo substitui o segundo SIM físico). O Android Auto também funciona perfeitamente e o GPS não apresentou problemas, mesmo em condições adversas e no modo pedestre.

Para terminar, o seu nível de vibração é interessante mas não é um ponto forte deste smartphone, podendo até não ser sempre notado, especialmente quando equipamos o smartphone com capa protetora (que vem incluída na embalagem).

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Modulo fotográfico na traseira do Honor Magic V3

Apesar da fotografia não ser a principal razão para escolher um smartphone dobrável, ter um dispositivo completo que ofereça fotos de alta qualidade é, sem dúvida, uma grande vantagem. E com o Magic V3, a Honor não fez qualquer concessão e conseguiu encaixar lentes excecionais num corpo extremamente compacto. Em particular, temos as seguintes especificações:

  • Câmara frontal externa: 20MP com abertura f/2.2
  • Câmara frontal interna: 20MP com abertura f/2.2
  • Câmaras traseiras:
    • Principal de 50MP com abertura f/1.6 e OIS
    • Ultra grande angular de 40MP com abertura f/2.2
    • Teleobjetiva Periscópio de 50MP com abertura f/3.0 e OIS

Esta é uma configuração excelente, que oferece uma grande flexibilidade e diferentes pontos de vista para capturar as melhores imagens. A qualidade nas fotografias diurnas é excelente, com uma gestão de cores muito consistente. Ao aproximar-nos de um objeto, o modo macro é ativado automaticamente, permitindo tirar fotos muito interessantes, mesmo utilizando a lente periscópio, que tem um foco bastante próximo. Também é possível ativar o modo Super Macro dedicado, que permite um foco ainda mais próximo.

A gestão de realces também é boa, com reflexos de lente geralmente limitados e que dificilmente estragam as fotos, mesmo quando o objeto está no centro da imagem. O HDR também funciona bem em condições de luz frontal intensa, conseguindo iluminar áreas sombreadas.

Nas fotografias de paisagens e panoramas, é possível apreciar o excelente trabalho que é feito pelo HDR, que consegue iluminar bem áreas em sombras que de outra forma tendem a ficar muito escuras. As fotos ao nascer e ao pôr do sol, com a luz solar direta, também ficam muito boas, e os resultados em ambientes de pouca luz também são bons, mesmo quando a luz artificial é muito fraca.

Contudo, a lente principal é a melhor opção para tirar fotos partilháveis, enquanto a lente grande angular apresenta mais grão digital e a lente telefoto não é tão eficaz em condições de pouca luz. Já os vídeos são igualmente bons, com estabilização e a possibilidade de gravar em 4K a 60FPS em todas as câmaras durante a gravação. A troca entre lentes é feita de forma direta, e sem interpolação de zoom.

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Honor Magic V3

O Honor Magic V3 correspondeu totalmente às minhas expectativas, e considero que de momento, este é o melhor smartphone dobrável que temos no mercado. Um produto excelente, com um design refinado, materiais de qualidade e software que acredito que melhorará muito com as próximas atualizações.

A Honor fez um excelente trabalho e que certamente agradará a todos aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de experimentar um smartphone dobrável. Ter um equipamento com estas características e que em termos de tamanho é igual a qualquer outro smartphone topo de gama, coloca-o no topo do segmento. A titulo de exemplo, transportar este Magic V3 no bolso das calças, é menos volumoso do que transportar um Galaxy S25 Ultra, ou um Google Pixel 9 Pro, e isso é realmente impressionante.

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Este dispositivo foi cedido para análise pela Honor.

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