O Metro de Lisboa vai parar nos dias 9 e 14 de abril devido a greves de 24 horas. Não há serviços mínimos decretados.
Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa vão iniciar um período de paralisação total de 24 horas agendado para os dias 9 e 14 de abril, na sequência de pré-avisos de greve entregues pelas organizações sindicais representativas. Esta decisão sindical terá um impacto direto e prolongado na operação da rede de transporte da capital, com as previsões técnicas a apontarem para a interrupção total da circulação de comboios durante os períodos afetados.
O serviço do Metro de Lisboa é interrompido já esta noite, às 23h, e as estações irão manter-se encerradas até às 06h30 de sexta-feira, dia 10 de abril. O mesmo volta a acontecer às 23h de 13 de abril, sendo que a atividade normal somentre será retomada às 06h30 do dia 15 de abril.
Embora o conflito laboral se concentre em reivindicações específicas de seis categorias profissionais – o que representa cerca de 6% do universo total de 1.600 funcionários da empresa pública -, a administração confirmou que estas funções são críticas para a viabilidade e segurança da operação ferroviária, tornando impossível assegurar o transporte de passageiros na globalidade da rede.
Diz o Metropolitano de Lisboa que o processo negocial registou uma tentativa de conciliação de última hora, com reuniões entre a administração e os sindicatos a decorrerem até às 16h30 de hoje. Durante estas sessões, a empresa apresentou propostas que incluíam o detalhe e a calendarização de medidas destinadas a responder às questões levantadas pelos trabalhadores. De acordo com a posição oficial da operadora, as soluções apresentadas visavam garantir o equilíbrio entre a prestação regular de trabalho e a promoção da conciliação entre a vida pessoal e profissional, mantendo os critérios de segurança e sustentabilidade da empresa.
O Metropolitano de Lisboa recorreu ainda ao Tribunal Arbitral para solicitar a fixação de serviços mínimos, argumentando com a natureza essencial do serviço público prestado na Área Metropolitana de Lisboa e a necessidade de satisfazer exigências sociais inadiáveis. No entanto, o Tribunal Arbitral deliberou contra esta pretensão, decidindo não decretar serviços mínimos para a circulação de comboios nos períodos indicados, o que confirma a paralisação total do sistema de transporte nestas datas.
