O programa O turismo acolhe une o Estado e o setor turístico para garantir habitação digna às famílias afetadas pela tempestade Kristin e aos operacionais no terreno.
Em resposta ao rasto de destruição deixado pela tempestade Kristin e às recentes intempéries que assolaram o território nacional, o Governo lançou um mecanismo de resposta rápida designado O turismo acolhe. Esta iniciativa, operacionalizada através do Turismo de Portugal, visa garantir teto, segurança e dignidade a quem viu as suas habitações principais tornarem-se inabitáveis, estendendo-se também aos profissionais destacados para as operações de reconstrução nas zonas mais críticas.
A medida surge no contexto do estado de calamidade, declarado no final de janeiro e estendido no início de fevereiro, abrangendo um total de 69 concelhos onde a necessidade de soluções habitacionais é premente. Reconhecendo a capacidade instalada e a capilaridade da hotelaria nacional, o executivo aposta no setor do turismo como um motor de coesão social nesta fase de emergência. O programa funciona através da adesão voluntária de empreendimentos turísticos e unidades de alojamento local, que colocarão quartos à disposição mediante um apoio financeiro assegurado pelo Estado.
O acesso a este regime excecional destina-se a dois grupos distintos. Em primeiro lugar, as famílias e cidadãos cujas residências principais se encontram nos concelhos sob estado de calamidade e que, comprovadamente, não reúnem condições de habitabilidade; para tal, será necessária uma declaração emitida pela respetiva Câmara Municipal. Em segundo lugar, o programa abrange os trabalhadores de entidades públicas e associações que foram deslocados para os trabalhos de recuperação destes territórios, desde que as suas despesas de alojamento não sejam cobertas pelas entidades patronais, facto que deverá ser validado pelo Turismo de Portugal.
O programa O turismo acolhe tem uma vigência prevista até ao dia 28 de fevereiro de 2026. No entanto, o calendário não é definitivo, estando prevista a possibilidade de prorrogação consoante a evolução das necessidades no terreno e o ritmo da recuperação das áreas afetadas. A gestão de todo o processo, desde a validação dos apoios até ao pagamento às empresas aderentes, ficará a cargo do Turismo de Portugal, que trabalhará em articulação com as associações empresariais do setor para garantir que a ajuda chega de forma célere e transparente a quem dela necessita.
