Governo investe mil milhões de euros na gestão da água um ano após aprovação da estratégia nacional

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Um ano após a aprovação da Estratégia Nacional Água que Une, o Governo contabiliza projetos concluídos e em execução num investimento global de cerca de mil milhões de euros, com obras no Algarve, Alentejo e outras regiões do país.

Um ano depois de aprovada, a Estratégia Nacional Água que Une transitou da fase de planeamento para a execução efetiva de obras. O Governo contabiliza já projetos concluídos, em curso ou com procedimentos lançados, com um investimento global que ronda os 1.000 milhões de euros.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, participou a 9 de março na conferência “Água que Une – O primeiro ano e próximos passos”, organizada pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP). Na ocasião, a governante afirmou que a estratégia “já é uma realidade no terreno” e reiterou o propósito de acelerar a concretização dos investimentos previstos.

A estratégia assenta em três eixos – eficiência, resiliência e inteligência – e integra cerca de 300 medidas orientadas para a gestão dos recursos hídricos, com execução prevista até 2050. Entre essas medidas contam-se a construção de novas infraestruturas de armazenamento, a redução de perdas nos sistemas de abastecimento e a interligação de bacias hidrográficas.

No Algarve, região que regista maior pressão sobre os recursos hídricos, decorrem obras de aumento do volume morto da barragem de Odelouca. Estão também em execução projetos de Água para Reutilização (APR) no valor de 60 milhões de euros. Algumas dessas unidades já entraram em funcionamento – em Lagoa e na Quinta do Lago -, tendo sido igualmente concluída a intervenção em Vilamoura.

No Alentejo, avança o sistema de abastecimento de Santa Clara, com um investimento de 56 milhões de euros. Este projeto inclui a Estação de Tratamento de Água (ETA) de São Teotónio, a captação de Santa Clara e a conduta que liga essa captação a Odemira.

Noutras regiões do país, estão previstas intervenções de maior dimensão: a construção da barragem de Fragilde, o Empreendimento de Fins Múltiplos de Girabolhos e a barragem do Alvito. Estas iniciativas visam reforçar a capacidade de resposta a períodos de seca prolongada e a eventos climáticos extremos.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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