Investimento superior a 420 milhões de euros marca um momento aguardado há duas décadas na região.
A construção do tão esperado Hospital Central do Algarve recebeu finalmente aprovação do Governo, encerrando um ciclo de duas décadas marcado por sucessivas promessas e várias primeiras pedras que nunca avançaram para obra. O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, após a reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa, sublinhando o caráter histórico da decisão para a região algarvia.
De acordo com o governante, o projeto será desenvolvido através de uma Parceria Público‑Privada (PPP), representando um investimento inicial superior a 420 milhões de euros. Ao longo dos 26 anos de vigência do contrato, o Estado prevê um encargo global que poderá atingir cerca de 1.100 milhões de euros, valor que inclui custos financeiros associados ao modelo de parceria. Para o ministro, trata‑se de “um dia histórico para os algarvios, para o Algarve e para o país”, reforçando que a região há muito reivindicava melhores condições hospitalares e maior capacidade de resposta no Serviço Nacional de Saúde.
A aprovação do novo Hospital Central do Algarve representa, assim, um compromisso político com a modernização da infraestrutura de saúde no sul do país, prometendo aliviar a pressão sobre as unidades existentes e melhorar o acesso dos cidadãos a cuidados especializados. A obra, agora oficialmente autorizada, deverá transformar o panorama da saúde pública no Algarve e dar resposta a uma reivindicação que se arrastava há mais de 20 anos.
