Atualizações tornam mais difícil o acesso indevido a dados, mesmo após o desbloqueio do dispositivo.
A Google está a reforçar as medidas de segurança no Android com um conjunto de melhorias destinadas a travar o roubo de smartphones e a proteger informações sensíveis. Depois de preparar o terreno em 2024, a empresa começou agora a disponibilizar novas funcionalidades que dificultam a ação de criminosos, mesmo que estes consigam desbloquear o telefone.
Nos dispositivos com Android 16, ou versão superior, o bloqueio de ecrã recebe duas melhorias importantes. A primeira é o bloqueio automático após falhas repetidas de autenticação em definições ou aplicações, uma função introduzida no Android 15, mas que passa agora a contar com um botão dedicado, permitindo ao utilizador ativá‑la ou desativá‑la conforme necessário. O tempo de bloqueio após tentativas incorretas também foi reduzido, embora tentativas idênticas não sejam contabilizadas, evitando bloqueios acidentais.
A verificação biométrica também ganha um papel mais abrangente. Fora de locais considerados seguros, como a casa do utilizador, será necessário utilizar a impressão digital para alterar configurações sensíveis, incluindo o rastreamento de localização ou proteções antirroubo. Esta exigência passa a aplicar‑se também a aplicações de terceiros que utilizem a API biométrica do Android, como aplicações bancárias ou o gestores de palavras‑passe.
Já o bloqueio remoto voltou a ser reforçado e passa a incluir um desafio de segurança opcional, que impede que terceiros bloqueiem o dispositivo de forma maliciosa. A funcionalidade é compatível com o Android 10 e versões posteriores.
