Para este projeto está também prevista a construção de vários edifícios, como um hotel e outros destinados a comércio e habitação.
Foi antes do final de 2022 que ficámos a saber desta novidade. Na altura, era então apresentado o estudo prévio da futura marina de Setúbal, infraestrutura com capacidade para acolher 600 embarcações, incluindo superiates com 50 metros.
O estudo prévio, resultante do grupo de trabalho formado por técnicos municipais e da APSS, criado em 2014, prevê que a infraestrutura nasça entre o edifício do Mercado de Segunda Venda, junto da Doca dos Pescadores, e o edifício do Cais 3, junto da Doca das Fontainhas, e implique uma grande requalificação urbanística da zona envolvente à marina.
Prevê-se que a marina, que pretende ser uma infraestrutura de excelência de apoio à náutica de recreio, possa receber superiates com uma dimensão até 50 metros de comprimento.
O estudo prevê ainda a melhoria das condições para acolher navios de cruzeiro de pequena dimensão, incluindo a implementação de uma gare de passageiros no edifício do Mercado de Segunda Venda, e a disponibilização de uma área exclusiva para a operação de embarcações marítimo-turísticas.
Quando o estudo foi apresentado, a intenção era lançar o o concurso público internacional no prazo de um ano, após a conclusão da Proposta de Definição de Âmbito (PDA) do Estudo de Impacte Ambiental, também apresentada na sessão, e do desenvolvimento de todo o processo de avaliação de impacte ambiental do projeto. Mas não foi isso que aconteceu, até porque o projeto está agora disponível para consulta pública no Portal Participa.
De acordo com a descrição do projeto, a futura marina irá localizar-se no estuário do Sado, concretamente na área atualmente ocupada pela Doca do Clube Naval Setubalense, situada na frente ribeirinha e na zona central da cidade de Setúbal.
No documento de apresentação da futura marina de Setúbal, pode ler-se também que está também previsto a construção de um hotel, um novo edifício para o Clube Naval e, até, um novo edifício de uso misto de habitação e comércio.
Em termos urbanísticos, propõe-se uma alteração significativa na estrutura da rede viária, que passa pelo objetivo de privilegiar o uso pedonal e o uso da bicicleta, isto sobre o uso automóvel, e dando primazia às relações e ligações com a cidade consolidada a norte. Assim, é proposta a interrupção da possibilidade agora existente, de poder existir um atravessamento automóvel longitudinal, através da Avenida Jaime Rebelo, privilegiando as já referidas ligações transversais à cidade e à Avenida Luisa Todi. Propõe-se a eliminação da Praça da República, transformando essa praça numa pequena rua de uso local, assim como a criação de um novo Jardim de enquadramento à zona do Baluarte.
Em relação ao estacionamento e dado que está pensado criar uma grande bolsa de estacionamento subterrâneo, na área da Avenida Luisa Todi, a ideia passa por eliminar ao máximo o estacionamento de superfície, sendo criados vários estacionamentos semi-públicos e privados, nos pisos em cave dos novos edifícios a construir.
Nota: imagem meramente ilustrativa
