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Fórmula 1 – Grande Prémio da Toscana devolve domínio à Mercedes

Este fim de semana, a Fórmula 1 esteve de volta a Itália, desta vez a Mugello, para o Grande Prémio da Toscana. Numa corrida cheia de emoção e bandeiras vermelhas, a Mercedes voltou a dominar, Alexander Albon conseguiu o seu primeiro pódio e a Scuderia Ferrari teve poucas razões para festejar no seu 1000º Grande Prémio. 

Texto por: André Santos

Tal como no fim de semana passado, viajamos novamente até Itália para mais uma corrida do campeonato do mundo de Fórmula 1. Também, tal como no fim de semana passado, tivemos outra corrida que vai ficar para a história, mas desta vez por motivos bastante diferentes.

Durante a semana, tivemos a notícia que Sebastian Vettel correrá pela Aston Martin (atual Racing Point) na próxima temporada, o que coloca Sergio Pérez de fora, ou talvez não, uma vez que os rumores até já o colocam no lugar de Albon na Red Bull… É caso para dizer que estamos numa autêntica Silly Season, numa altura em que o campeonato decorre a bom ritmo. 

Para a história fica também o 1000º Grande Prémio [GP] da Ferrari e as primeiras curvas do primeiro Grande Prémio da Toscana. Ainda o GP não tinha começado e já Max Verstappen estava com problemas no carro, uma corrida contra o tempo para reparar o monolugar do holandês até ao apagar das luzes. Como sempre, os mecânicos da equipa austríaca mostraram ser dos melhores na competição e conseguiram reparar o RB9 a tempo do início da prova. Mas o pior estava para vir… 

Quatro curvas depois do arranque da prova e a confusão começou. Verstappen, que até arrancou bem, já ia com problemas no carro, e o perder de potência atirou-o para a segunda metade da tabela, uma área da pista com muitos carros e, numa pista nova, muitos carros podem significar muitos toques. Se, mais à frente, uma luta entre o McLaren de Carlos Sainz Jr. e o Racing Point de Lance Stroll tinham feito com que Vettel tivesse que parar nas boxes obrigatoriamente para trocar de asa frontal, mais atrás era o piloto da Red Bull que tinha problemas ao apanhar por tabela depois de um toque mais forte entre Kimi Raikkonen e Pierre Gasly. O resultado foi o esperado: dois carros de fora e Safety Car em Pista. 

Com Max Verstappen e Pierre Gasly de fora, é altura de voltar à corrida. Tudo pronto para o arranque depois de algumas voltas de Safety Car, mas eis que acontece novamente. Com os pilotos que ocupavam a segunda metade da tabela a acelerarem primeiro que os carros da frente, a reta da meta é palco de um impressionante acidente que deixa Carlos Sainz, Kevin Magnussen, Antonio Giovinazzi e o Williams de Nicholas Latifi de fora. Desta vez, a corrida é mesmo obrigada a parar, e a bandeira vermelha volta a colocar os pilotos na pit lane enquanto se removem quatro carros da reta da meta. 

Tudo pronto a começar, agora com apenas 13 pilotos, já que Esteban Ocon também ficou de fora depois de a Renault não ter conseguido reparar os problemas nos travões traseiros do RS20 do piloto francês. São 14h58 (hora de Portugal Continental) e a corrida recomeça. Uma volta depois e já os carros da Mercedes AMG Petronas F1 Team levavam mais de dois segundos para o terceiro lugar, ocupado nesta altura pelo Ferrari de Charles Leclerc, posição que estava destinada a durar pouco:

Volta 17 – Ferrari a 8.9 segundos do segundo lugar, Valtteri Bottas

Volta 18 – Leclerc é passado por Lance Stroll e desce para 4º lugar 

Volta 19 – Leclerc é passado por Daniel Ricciardo e desce para 5º lugar 

Volta 20 – Leclerc é passodo por Albon e desce para 6º lugar

Volta 22 – Leclerc é passado por Pérez e desce para 7º lugar. 

Em cinco voltas, o melhor carro da Ferrari passa de 3º para 7º lugar e, numa altura em que se discute estratégias através do rádio de equipa, o piloto monegasco acaba por parar e trocar para pneus duros. Cada vez mais o ambiente vivido nas garagens da Scuderia parece ser tudo menos propício a vitórias na Fórmula 1, com as estratégias a parecerem ser decididas em cima do joelho sem grande rumo e com muito pouca vontade de mudar as coisas, ou pelo menos aparentemente. 

Estamos na volta 28 e os Mercedes já levam cerca de 16 segundos do Racing Point de Lance Stroll, que nesta altura ocupa o terceiro lugar. A corrida continua, mais umas posições mudam no topo, Albon vai às boxes e o piloto australiano, Daniel Ricciardo, passa para a terceira posição. Ao chegar à volta 40, a animação prende-se na luta pelo 8º lugar, uma luta que nunca pensei ver, onde um Ferrari luta com um AlphaTauri por um lugar nas últimas posições pontuáveis. A vida não estava fácil para o lado dos aniversariantes, Leclerc volta a parar e troca novamente de pneus, caindo agora para 11º lugar atrás do seu companheiro de equipa. 

Bandeira vermelha, outra vez. Desta vez foi Lance Stroll que, ao perder controlo do carro na curva 9, sai em frente e acaba por bater contra o muro de proteção. O piloto está bem, mas é preciso retirar o carro – que a certa altura fica em chamas – e reparar o muro. Corrida em pausa, mais uma vez, e os agora 12 carros estão de volta à pit lane para mais uma pausa onde alguns dos pilotos, de tão longo que está a ser o GP, já aproveitam e comem um snack.

Estamos de volta, a corrida recomeça e os Mercedes já vão na frente. Mais atrás, a luta é de George Russel, uma vez que o piloto da Williams luta para passar Vettel ou para ganhar tempo face a Raikkonen, que tem nesta altura uma penalização de 5s, e assim conseguir o seu primeiro ponto para o campeonato do mundo de pilotos. 

Mas a corrida está a chegar ao fim. Ricciardo perde o terceiro lugar para Alexander Albon, que conquista assim o seu primeiro pódio, e Russell batalhou com garra, mas não conseguiu melhor que um 11º lugar neste Grande Prémio da Toscana. Uma corrida onde começaram 20 pilotos e terminaram 12, mas onde os suspeitos do costume voltaram a ganhar: Hamilton no lugar mais alto do pódio e com o prémio DHL para a volta mais rápida, ao fazer uma volta a Mugello em 1:18:833s, e Bottas a terminar em segundo lugar com 4.955s de atraso para o colega de equipa. 

Agora que já se realizaram nove Grandes Prémios, Lewis Hamilton encontra-se em primeiro lugar no campeonato de pilotos com 190 pontos, mais 55 que o seu companheiro Valtteri Bottas e mais 80 que o terceiro lugar – Max Verstappen. Já o campeonato de construtores é liderado pela Mercedes (325 pontos), seguidos da Red Bull Racing Honda com (173 pontos) e da McLaren Renault (106 pontos). A Ferrari, que festejava hoje o seu 1000º GP, encontra-se em 6º lugar, com 66 pontos. 

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