FIMFA Lx26 leva mais de duas dezenas de espetáculos de marionetas a Lisboa em maio

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A 26.ª edição do FIMFA Lx traz a Lisboa companhias de 12 países, num programa que combina tradição e experimentação artística.

Lisboa prepara-se para receber, entre 7 e 31 de maio, a 26.ª edição do FIMFA Lx – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas. Ao longo de quase um mês, a iniciativa, organizada pela companhia A Tarumba – Teatro de Marionetas, ocupará 11 espaços culturais da cidade com mais de 25 espetáculos nacionais e internacionais, abrangendo marionetas, teatro visual e formas animadas.

O FIMFA Lx26 propõe um programa centrado em ideias como reencontrar, reinventar e iluminar, trazendo a Lisboa projetos provenientes de uma dúzia de países, entre eles Bélgica, Brasil, Chéquia, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Noruega, Portugal, Reino Unido e Suécia. Muitos dos trabalhos apresentados terão estreia nacional. A programação distribui-se por vários locais, incluindo o São Luiz Teatro Municipal, o Centro Cultural de Belém, o LU.CA – Teatro Luís de Camões, o Teatro Variedades, o Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, o Teatro Romano, o Teatro do Bairro, o Teatro Taborda, os Jardins do Bombarda, a Biblioteca de Marvila e a Cinemateca Portuguesa.

Segundo os diretores artísticos Luís Vieira e Rute Ribeiro, o FIMFA Lx entra num novo ciclo num contexto marcado por instabilidade política e social. Vieira e Ribeiro referem-se à programação como um “diálogo entre memória e futuro”, sublinhando o papel das artes performativas como forma de resistência num tempo de incerteza.

O São Luiz Teatro Municipal acolhe a abertura do FIMFA Lx com Dead as a Dodo, da companhia Wakka Wakka, uma estrutura norueguesa e nova-iorquina que se apresenta pela primeira vez em Portugal. A peça combina marionetas de grandes dimensões, humor negro e técnicas visuais contemporâneas, refletindo sobre transformação e sobrevivência. No mesmo espaço, será exibido Cabaret Love, de Johanny Bert, um trabalho centrado numa marioneta queer e punk, bem como uma nova versão de HEN, do mesmo criador.

O programa inclui ainda Thauma, da companhia espanhola La Mula, distinguido como uma das propostas mais inovadoras do teatro visual europeu, e Dark Circus, do coletivo francês Stereoptik, que funde artes plásticas e vídeo num ambiente de ficção sombria. O artista belga Berg Berg apresentará A Sensitive Case, um exercício visual onde ratoeiras formam uma paisagem urbana imaginária. A companhia eslovena Ljubljana Puppet Theatre estreará Departure, uma criação inspirada nas cheias de 2023 na Eslovénia. Também no São Luiz será apresentado Vidro Pantera, coprodução portuguesa das companhias Teatro de Ferro e Alma d’Arame, em homenagem ao dramaturgo Heiner Müller, no 30.º aniversário da sua morte. Completa a programação neste espaço Tipping Point, da checa Alfa Theatre, peça que recorre ao teatro de objetos e marionetas miniaturizadas para abordar questões ligadas à globalização.

O Teatro Variedades recebe Loco, da Compagnie Tchaïka, da Bélgica, baseado em O Diário de um Louco, de Nikolai Gogol. No Teatro do Bairro, a companhia belga Karyatides apresenta uma versão de Crime e Castigo, de Dostoievski, construída com figuras e objetos, numa coprodução com o Teatro Nacional D. Maria II. O mesmo espaço acolhe Viva!, da companhia franco-espanhola La Loquace, baseado numa história real passada durante a Guerra Civil Espanhola.

No Centro Cultural de Belém, Éclipse, do francês Léo Rousselet, destaca-se como uma das principais criações desta edição, cruzando circo de objetos, magia e malabarismo. Nos Jardins do Bombarda, Fernando Mota apresentará Até ao Fim do Mundo, projeto que une geologia, literatura, música e vídeo numa performance de caráter experimental.

O LU.CA – Teatro Luís de Camões será palco da programação dirigida ao público infantojuvenil. Entre as propostas, Milo, o Magnífico, de Alex & Olmsted (EUA), explora a relação entre ciência e ilusionismo; Monstros Esperançosos, do grupo britânico Hopeful Monster, reconta a história da evolução com o uso expressivo das mãos humanas; e a companhia francesa Lamento apresentará Imóvel & Saltitante #2, que mistura circo, dança e desenho.

O Museu de Lisboa – Palácio Pimenta acolherá El Minigolf, instalação interativa dos espanhóis Mumusic Circus, que transforma o jogo em espetáculo visual. Já o Teatro Romano recebe Uma Pequena CircOOnferência, da companhia portuguesa Radar 360º, sobre a história do circo europeu. Na Biblioteca de Marvila, o grupo Partículas Elementares apresenta Ninho, dirigido ao público escolar e inspirado no poema Sei de um ninho, de Miguel Torga.

A Tarumba – Teatro de Marionetas estreará ainda Crankies de Fazer Chorar as Pedras da Calçada, um conjunto de histórias e “musiscópios” construídos para esta edição, em local a anunciar. Durante o festival decorrerão também sessões de cinema, masterclasses, conferências e encontros com artistas, reforçando a vertente formativa e reflexiva do evento.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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