Além do euro digital previsto para 2029, o Banco Central Europeu revelou planos para um ativo tokenizado oficial.
O euro digital deverá entrar em circulação em 2029 e trará consigo uma redução das taxas de pagamento, beneficiando sobretudo o pequeno comércio. A garantia foi dada esta segunda-feira por Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), durante uma audição no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.
Segundo a presidente, o euro digital não será apenas uma inovação tecnológica, mas uma ferramenta de competitividade. Lagarde sublinhou que a nova forma de moeda beneficiará as empresas europeias ao reduzir os encargos que estas suportam atualmente com intermediários privados, facilitando simultaneamente a expansão de soluções de pagamento europeias.
A privacidade foi outro dos pontos centrais da intervenção. A presidente do BCE assegurou aos eurodeputados que o sistema garantirá o mais alto nível de privacidade, sendo o banco central incapaz de aceder a dados pessoais dos utilizadores. Foi também confirmada a possibilidade de realizar pagamentos offline, replicando o anonimato e a segurança do dinheiro físico. Esta funcionalidade é vista como essencial para a aceitação pública do projeto.
Para além do euro digital de retalho, Lagarde revelou que o Eurosistema está a desenvolver uma moeda de banco central “tokenizada”. O objetivo é criar um criptoativo denominado em euros e isento de risco que possa competir no ecossistema global de ativos digitais, atualmente dominado por moedas privadas voláteis como a Bitcoin. A medida visa dotar a Europa de uma infraestrutura própria e integrada para este mercado emergente.
