Recentemente, a estação ferroviária de Alcântara-Terra foi alvo de obras de reabilitação promovidas pela Infraestruturas de Portugal.
A estação ferroviária de Alcântara-Terra assinala 138 anos de atividade em 2025, mantendo-se como um ponto de referência na rede de transportes de Lisboa. Com um fluxo anual superior a um milhão de passageiros, esta infraestrutura tem desempenhado um papel central na mobilidade urbana e no desenvolvimento do sistema ferroviário português.
A sua construção teve início em 1886, num período de grande crescimento da arquitetura em ferro na Europa. O projeto esteve a cargo de Bartissol e Seyrig, engenheiros associados à Casa Eiffel, refletindo as inovações técnicas da época. Inicialmente concedida a Henry Burnay & C.ª, a exploração da estação passou posteriormente para a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses. A inauguração oficial ocorreu a 2 de abril de 1887, numa fase em que se assistia à expansão de importantes infraestruturas, como pontes e mercados, por todo o continente europeu.
Nos anos 20 e 30 do século XX, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses promoveu diversas obras de remodelação e reparação parcial na estação. Durante a Exposição do Mundo Português, algumas carruagens foram modernizadas e apresentadas em Alcântara-Terra. Mais tarde, a eletrificação da linha foi concretizada, permitindo, a partir de 2001, a circulação de comboios de dois pisos entre Alcântara-Terra e Vila Franca de Xira. Em 2006, foram discutidas novas soluções para a organização ferroviária da zona, incluindo a implementação de uma passagem desnivelada entre as Linhas de Cascais e de Cintura.
Em 2015, alterações na configuração das ligações suburbanas resultaram na mudança da função da estação, que deixou de ser terminal da ligação Azambuja – Alcântara-Terra e passou a acolher o término da ligação ferroviária com Castanheira do Ribatejo. Mantém, no entanto, conexões estratégicas, incluindo ligações a Campolide através do túnel de Alcântara, ao Ramal de Alcântara-Mar e à Linha de Cascais.
Recentemente, a estação foi alvo de obras de reabilitação promovidas pela Infraestruturas de Portugal, melhorando as condições para os passageiros, com a criação de zonas de espera mais amplas e acessibilidades reforçadas para utentes com mobilidade reduzida.
Desde 2017, o edifício principal da estação alberga a sede da IP Património, empresa do Grupo Infraestruturas de Portugal responsável pela gestão do património imobiliário ferroviário e pela exploração comercial de várias estações e interfaces de transporte.
Foto: IP – Infraestruturas de Portugal