Imagens internas mostram o enigmático Aluminum OS em funcionamento num computador real.
Um lapso inesperado da Google ofereceu-nos um primeiro vislumbre concreto de como poderá ser o Android a funcionar num computador.
Um relatório de erro publicado no Chromium Issue Tracker, relacionado com as abas anónimas do Chrome, acabou por expor capturas de ecrã internas. As imagens, descoberta pelo 9to5Google, mostram pela primeira vez o ambiente de trabalho, conhecido internamente como Aluminum OS, a ser executado num computador já existente, um HP Chromebook Elite Dragonfly, equipado com um processador Intel Core de 12ª geração. O número de compilação detetado confirma que se trata de uma versão baseada no Android 16, que sugere que a Google está a reutilizar hardware ChromeOS para desenvolver esta nova experiência de desktop.
As diferenças visuais são evidentes quando comparadas com o modo desktop atualmente disponível ao ligar um smartphone a um monitor. A barra superior surge mais alta e adaptada a ecrãs grandes, exibindo hora com segundos, data e vários ícones, incluindo bateria no estilo Android 16, Wi‑Fi, notificações, idioma do teclado e um atalho direto para o Gemini. O Chrome também se aproxima mais da versão tradicional para computador, agora com um botão dedicado às extensões, algo ausente na versão para smartphone. E a presença de multitarefa em ecrã dividido demonstra a intenção de transformar o Android num sistema mais orientado para a produtividade.
Ainda assim, alguns elementos mantêm-se familiares. A barra de tarefas permanece praticamente inalterada e o comportamento das janelas segue o padrão já conhecido do ChromeOS, com o nome da aplicação à esquerda e os botões de minimizar, maximizar e fechar à direita. O cursor do rato recebeu apenas uma ligeira alteração estética, surgindo agora com uma pequena cauda.
Para já, a Google não avançou qualquer informação oficial sobre o futuro do Android para PC, deixando no ar quando, e se, esta experiência chegará ao público.
