O novo projeto da Eidos-Montréal era conhecido internamente como P11 e descrito como Wildlands, terá sido cancelado já em fase final de produção.
A Eidos-Montréal terá cancelado um jogo em desenvolvimento desde 2019, numa decisão alegadamente ligada aos recém-anunciados despedimentos no Grupo Embracer. As informações avançadas pelo portal Insider Gaming, fala de um projeto conhecido internamente como P11 e referido como Wildlands, que se encontrava numa fase avançada de produção, já em fase de depuração, com lançamento apontado ainda para este ano.
De acordo com a fonte, o desenvolvimento de Wildlands terá sido marcado por problemas de produção prolongados, incluindo mudanças sucessivas de direção criativa e a utilização de quatro motores de jogo distintos ao longo dos vários anos. Em consequência, o orçamento do projeto terá ultrapassado largamente a casa das centenas de milhões de dólares, contribuindo para um cenário interno semelhante ao desfecho de outros projetos cancelados, onde se inclui novo Deus Ex em janeiro de 2024.
O Insider Gaming também teve acesso a material do jogo, sob condição de não divulgação pública, mas partilha uma breve descrição. Este seria um jogo de ação e aventura na terceira pessoa em mundo aberto, onde o jogador assumiria o papel de River, integrante de um grupo de adolescentes chamado Spiritbounds, capaz de enfrentar entidades espirituais com bastões mágicos, contando ainda com a companhia de Redheart, uma criatura de grandes dimensões semelhante a um alce utilizada para deslocação. O portal faz também comparações a outro projeto semelhante, WiLD, um jogo de sobrevivência anteriormente anunciado pela Wild Sheep Studio e, entretanto, abandonado, embora as fontes indiquem tratar-se de produções distintas.
O desfecho para esta produção levanta algumas questões, uma vez que alegadamente já teria ultrapassado marcos internos importantes e já se encontrava numa fase final de produção. Sabe-se, no entanto, que a decisão de cancelamento terá partido do Grupo Embracer, que terá concluído que o investimento adicional necessário nesta fase e pós-lançamento não seria recuperado.
A confirmação deste cancelamento surge no seguimento da mais recente vaga de despedimentos no estúdio canadiano, que eliminou 124 postos de trabalho das equipas de produção e suporte, naquela que foi a terceira ronda de cortes desde 2024. No total, a Eidos-Montréal já terá suprimido cerca de 300 postos de trabalho desde o início desse ano, num contexto mais amplo de reestruturação do Grupo Embracer, marcado por cancelamentos de projetos e redução de operações após o falhanço de um investimento externo significativo em 2023.
