A Eidos-Montréal anunciou mais uma vaga de despedimentos, a terceira desde 2024, que elimina 124 postos e que coincide com a saída do diretor de estúdio.
A Eidos-Montréal, o estúdio canadiano pertencente ao Grupo Embracer, anunciou o despedimento de mais 124 trabalhadores das equipas de produção e suporte, justificado com “mudanças nas necessidades dos projetos“. Simultâneamente, David Anfossi, que integrava a empresa desde 2007 e a chefiava desde 2013, deixa o cargo numa saída apresentada como mútua, com um plano de transição para nova liderança a ser atualmente implementado.
O estúdio já tinha eliminado 97 postos em janeiro de 2024, no âmbito do cancelamento de um novo jogo da série Deus Ex, e mais 75 em março de 2025, com o fim de outro projeto. Agora, com os despedimentos desta semana o somatório é elevado para cerca de 300 postos suprimidos desde o início de 2024. O foco atual terá transitado para co-desenvolvimento, com participação em projetos como Grounded 2 e Fable, da Microsoft, sendo que o último título lançado de forma autónoma pelo estúdio foi Guardians of the Galaxy, em 2021.
Estes cortes repetem o padrão que atravessa todo o grupo sueco desde que, em 2023, um investimento de cerca de 1,8 mil milhões de euros da saudita Savvy Games Group não se concretizou. O programa de reestruturação que se seguiu resultou em milhares de despedimentos, no cancelamento de projetos e na alienação de divisões como a Saber Interactive, a Gearbox e a Easybrain.
