Em 2025, a CP transportou 208,2 milhões de passageiros, com crescimento significativo nos comboios Regionais, InterRegionais e Intercidades.
A CP – Comboios de Portugal alcançou em 2025 um marco histórico, transportando 208,2 milhões de passageiros, o valor mais elevado deste século e um aumento de 10,6% face a 2024, equivalente a 19,9 milhões de viajantes adicionais.
O crescimento mais expressivo ocorreu nos comboios Regionais e InterRegionais, que passaram de 15,3 para 31,7 milhões de passageiros, registando um aumento de 107,1%. Os Intercidades também registaram uma subida significativa, com 5,4 milhões de passageiros, mais 1,8 milhões do que no ano anterior, enquanto os serviços Urbanos do Porto aumentaram cerca de 15,8%, totalizando 27,6 milhões de passageiros, impulsionados em parte pela reativação da Linha de Leixões. Os Alfa Pendular mantiveram-se estáveis, com procura crescente e elevada adesão por parte dos viajantes.
O Passe Ferroviário Verde, em vigor desde outubro de 2024, já contabiliza 780.000 assinaturas e mais de 3 milhões de reservas nos Intercidades, das quais 704.000 assinaturas e 2,7 milhões de reservas ocorreram apenas em 2025.
De resto, a CP continua a modernizar e recuperar o material circulante, com o objetivo de aumentar a disponibilidade de carruagens e assegurar a operação regular dos serviços. Neste contexto, as carruagens ARCO foram introduzidas nos Intercidades, contribuindo para uma maior capacidade de transporte de passageiros.
Relembrar ainda que o processo de renovação da frota ferroviária prossegue com a chegada, para ensaios técnicos, da primeira de 22 novas automotoras encomendadas à Stadler, incluindo 12 bi-modo e 10 elétricas, destinadas a reforçar os serviços Regionais, num investimento de 158 milhões de euros. Para além disso, foi assinado um contrato com o consórcio Alstom/DST para a aquisição de 117 novos comboios elétricos, 62 para serviços urbanos e 55 para regionais, com 36 unidades opcionais adicionais, totalizando 175 novas automotoras e um investimento superior a 1,2 mil milhões de euros, a maior compra de material circulante da história da empresa.
