O antigo edifício do ISCAC está a ser reabilitado para criar a Residência Luís de Camões. Com 156 camas e construção sustentável em madeira, a obra fica concluída em 2026.
A reabilitação do antigo edifício do ISCAC, no centro histórico de Coimbra, está a recorrer a sistemas de engenharia em madeira para a construção da futura Residência Universitária Luís de Camões. O projeto, promovido pela Universidade de Coimbra, visa transformar o imóvel devoluto num alojamento estudantil com 156 camas, tendo a conclusão da obra prevista para março de 2026.
A intervenção caracteriza-se pela manutenção das paredes exteriores do edifício original, optando-se pela demolição do interior para a inserção de quatro novos blocos habitacionais. A estrutura destes blocos, composta por quatro pisos cada, é executada em CLT (Madeira Laminada Cruzada) de abeto. De acordo com os dados técnicos da obra, serão aplicados 627 metros cúbicos deste material em pavimentos e paredes, sendo que parte da estrutura ficará visível no interior. O desenho do projeto prevê ainda a criação de um pátio exterior descoberto no núcleo do edifício, destinado a assegurar a ventilação e iluminação naturais.
A empreitada geral foi adjudicada à empresa A. Baptista de Almeida (ABA), enquanto a execução da estrutura em madeira resulta de uma parceria entre a CarmoForm e a PORTILAME. Os responsáveis pelas empresas de engenharia defendem que a opção pela construção industrializada responde à necessidade de rapidez na execução face à escassez de alojamento estudantil.
Segundo a Universidade de Coimbra, a estratégia para a Residência Luís de Camões passa pelo reforço da oferta de camas a custos controlados e pela implementação de espaços flexíveis, cumprindo requisitos de sustentabilidade na reabilitação do edificado público.
