Em 2026, falar de hábitos de notícias é, na prática, falar de ecrãs pequenos, vídeos curtos, notificações e escolhas rápidas. A Geração Z e os Millennials cresceram em ambientes digitais, mas não da mesma forma. Mesmo assim, partilham algo importante: a ideia de que a informação precisa de ser acessível, rápida e, acima de tudo, relevante para a vida diária. O consumo de notícias da Geração Z e a forma como vemos os Millennials e as notícias digitais mostram que o jornal impresso e até a televisão aberta já não são o centro da conversa.
Do jornal ao feed infinito
As gerações anteriores tinham rotinas fixas. Jornal de manhã. Telejornal à noite. Em 2026, isso soa quase estranho. A maioria dos jovens abre uma aplicação e encontra um feed que nunca acaba. A preferência por redes sociais é clara: TikTok, Instagram, YouTube Shorts e plataformas similares tornaram-se portas de entrada para o noticiário.
Não é que não queiram informação profunda. O que mudou foi o caminho até ela. Primeiro vem o resumo em vídeo. Depois, se o tema interessar, o clique para ler mais. Este comportamento explica o crescimento do consumo de conteúdo em vídeo.
Segurança, acesso e o papel das VPN
Ainda na primeira metade desta jornada digital, há um tema que aparece cada vez mais: segurança e acesso. Muitos jovens consomem notícias em redes públicas, no transporte, em cafés ou em universidades. Neste contexto, falar de cidbersegurança deixou de ser algo técnico e tornou-se algo prático. Algumas pessoas usam serviços como VeePN para proteger a ligação e também para aceder a conteúdos de outros países. Existem, por exemplo, ferramentas Android disponíveis que ajudam quem lê notícias no telemóvel a navegar com mais privacidade e menos restrições regionais. Para uma geração que já nasceu ligada à Internet, isto parece quase tão normal como usar auscultadores.
Geração Z: velocidade e identidade
A Geração Z quer rapidez. Mas não só isso. Quer reconhecer-se no conteúdo. Notícias que parecem distantes, frias ou impessoais simplesmente não funcionam. Por isso, o envolvimento com notícias interativas cresce tanto. Inquéritos, comentários, vídeos com perguntas, gráficos animados. Tudo isto aumenta o tempo de atenção.
Outro ponto importante é a procura por fontes alternativas. Muitos jovens preferem seguir um criador independente que explica política, ciência ou economia com linguagem simples, em vez de abrir o site de um grande jornal. Não é rejeição automática aos media tradicionais. É uma questão de identificação e de estilo.
Millennials: entre o hábito e a adaptação
Os Millennials estão a meio caminho. Ainda se lembram da época em que os portais de notícias eram a principal fonte. Mas também se adaptaram ao mundo dos feeds e dos vídeos. Para este grupo, o uso de newsletters digitais é muito forte. É uma forma de organizar o caos informativo.
Uma pesquisa de 2025 mostrou que cerca de 45% dos Millennials subscrevem pelo menos uma newsletter de notícias, mesmo que gratuita. Gostam da ideia de receber um resumo pronto, já filtrado, no e-mail ou na aplicação. É a personalização de notícias a funcionar na prática.
O telemóvel como centro de tudo
Quando falamos em consumo mobile-first, não é exagero. Para muitos jovens, o telemóvel não é apenas o principal dispositivo. É o único. Mais de 60% da Geração Z afirma que raramente ou nunca lê notícias num computador.
Isto muda o design, o tamanho dos textos, a forma de contar histórias. Parágrafos mais curtos. Mais imagens. Mais vídeos. Mais links internos. O conteúdo precisa de “respirar” no ecrã pequeno.
Neste cenário, até temas como privacidade ganham destaque. A atenção à privacidade online deixou de ser conversa de especialistas. Escândalos de fuga de dados e uso indevido de informações pessoais fizeram com que muita gente pense duas vezes antes de clicar. Por isso, soluções de proteção e navegação segura aparecem cada vez mais nas conversas do dia a dia. Em alguns contextos educativos ou de acesso a fontes internacionais, ferramentas como o VeePN VPN são citadas como uma forma prática de contornar bloqueios e proteger a navegação. Além disso, não requerem qualquer habilidade técnica especial nem tempo para configuração.
A confiança mudou de lugar
Durante décadas, a confiança estava ligada ao nome do veículo. Hoje, para muitos jovens, está ligada à pessoa. A confiança em criadores independentes cresce porque estes criadores falam direto com o público, mostram o rosto, erram e corrigem em público.
Claro, isto tem riscos. Nem todo criador é cuidadoso com dados ou fontes. Mas o público também se tornou mais atento. Há uma espécie de verificação colectiva: se alguém espalha algo errado, os comentários apontam rapidamente. Não é um sistema perfeito, mas é diferente do antigo modelo de comunicação unilateral.
Evitar media tradicionais: escolha ou consequência?
O termo “evitar media tradicionais” aparece muito em pesquisas. Mas precisa de ser entendido com cuidado. Nem sempre é uma rejeição consciente. Muitas vezes é apenas consequência do novo hábito. Se a notícia já chegou pelo feed, por que ir ao site original?
Mesmo assim, jornais e televisões que se adaptaram melhor ao digital conseguem manter espaço. Os que investiram em vídeos, podcasts e formatos interativos ainda conseguem dialogar com estes públicos.
Dados, números e um pouco de realidade
Alguns números ajudam a perceber o cenário:
- Cerca de 75% da Geração Z diz que descobre as principais notícias da semana pelas redes sociais.
- Entre os Millennials, este número fica em torno de 60%, com o resto dividido entre portais e newsletters.
- Vídeos curtos representam mais de 50% do tempo gasto com conteúdo informativo em plataformas sociais.
- Apenas cerca de 20% dos jovens adultos acedem diretamente à página inicial de um grande jornal todos os dias.
O futuro próximo do consumo de notícias
Quando olhamos para o consumo de notícias da Geração Z e para os Millennials e notícias digitais, vemos menos ritual e mais fluxo. Menos horários fixos e mais momentos espalhados ao longo do dia. Cinco minutos na fila. Três minutos no autocarro. Dois minutos antes de dormir.
A informação torna-se parte do ruído de fundo da vida digital. Isto é bom e mau. Bom porque mais pessoas têm acesso. Mau porque a atenção é fragmentada.
Conclusão: informar-se é diferente, mas continua essencial
Em 2026, informar-se não é sentar e ler. É deslizar, tocar, ouvir, assistir. É escolher. É filtrar. A personalização de notícias, o vídeo, as newsletters e os criadores independentes moldam este novo cenário. Ao mesmo tempo, temas como privacidade, segurança e acesso mostram que a tecnologia não é neutra. Precisa de ser usada com cuidado.
A Geração Z e os Millennials não consomem menos notícias. Consomem de outra forma. E essa forma, gostemos ou não, já define o presente e o futuro da informação.
