Uma empreitada que vai melhorar as condições de circulação e segurança no IP8, contribuindo para a melhoria das acessibilidades ao Porto de Sines.
Esta semana, a IP – Infraestruturas de Portugal consignou a empreitada para a duplicação do IP8 (A26) – Ligação entre Sines e a A2.
Esta obra prevê a melhoria das condições de circulação e segurança no IP8 (A26) Ligação entre Sines e a A2, no troço com cerca de 15 quilómetros, entre o Nó de Relvas Verdes e Roncão, através da duplicação do traçado existente para um perfil de 2×2, melhorando assim as acessibilidades ao Porto de Sines.
“O desenvolvimento do Porto de Sines, a procura que temos registado de investimentos industriais, alguns dos quais já em fase de concretização e outros em fase adiantada de preparação, impõem uma ligação rodoviária de maior qualidade do que aquela que temos atualmente. O tráfego no IC 33 tem aumentado significativamente e, com tudo o que está a acontecer no território, é expectável que continue a aumentar nos próximos anos. Não é apenas uma questão que qualificação da estrada, é uma questão de segurança rodoviária da maior importância”, disse o presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas, presente na cerimónia.
“Este troço é apenas uma das duas fases que permitirão a ligação da A26 ao nó de Grândola Norte da A2. O estudo de impacto ambiental do troço entre Roncão e a A2 deve prosseguir o mais rápido possível, bem como o projeto. É inexplicável que o maior porto do País e que a maior área de localização industrial do país não tenham acesso à rede nacional de autoestradas. Não foi isso que impediu ou impede o seu desenvolvimento, mas é um constrangimento muito grande para a economia, para os residentes e para a competitividade das empresas, nomeadamente daquelas que dependem da logística para operar”, referiu o autarca.
“Continuamos atentos ao desenvolvimento deste projeto e a trabalhar com a IP para o desenvolvimento da segunda fase da ligação da A26 a Grândola Norte, mas continuamos igualmente empenhados na qualificação da acessibilidade ferroviária. E esta deve abranger as dimensões de carga e de passageiros. O aumento da pendularidade intrarregional assim o exige, sendo a reintrodução de passageiros entre a Linha do Sul e Sines essencial para o processo de descarbonização da economia regional, criando uma nova vantagem competitiva para a principal bacia de emprego do Alentejo Litoral, que é o complexo portuário e industrial de Sines.”
No troço entre o Nó de Relvas Verdes e o Nó do Roncão, o traçado irá aproveitar as terraplenagens efetuadas pela Subconcessão do Baixo Alentejo, compatibilizando o traçado das ligações existentes – Nó de Relvas Verdes, Nó do Badoca e Nó de Ademas – com as exigências associadas à duplicação.
E tal como em outras obras, é possível que se verifique condicionamento de trânsito, sendo que a IP avisará sempre que for o caso.
Com um investimento de cerca de 45 milhões de euros e um prazo de execução de 540 dias, esta é a 14ª empreitada consignada pela IP no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na sua Componente Infraestruturas, no investimento Missing Links e Aumento de Capacidade.
Nota: Imagem meramente ilustrativa
