Colapso na A1 obriga a semanas de reparação: Ministro das Infraestruturas classifica situação como “absolutamente anormal”

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Miguel Pinto Luz visitou o troço da A1 afetado pelo rompimento de um dique em Coimbra. Ministro classifica situação como anormal e prevê semanas de reparação.

A circulação na autoestrada A1, junto a Coimbra, não deverá ser retomada na totalidade antes de várias semanas. O alerta foi deixado esta quinta-feira por Miguel Pinto Luz, Ministro das Infraestruturas e Habitação, durante uma visita ao local onde o abatimento do piso, provocado pela força das águas, cortou uma das principais artérias do país.

Confrontado com o cenário no troço próximo do Viaduto C do Mondego, o governante não hesitou em classificar o sucedido como uma “situação absolutamente anormal”. A origem do colapso reside no rompimento de um dique, que, incapaz de conter um caudal excecional superior a 2.100 metros cúbicos de água por segundo, acabou por provocar a escavação profunda do aterro junto à estrutura da via. Miguel Pinto Luz sublinhou a “violência das águas” como fator determinante para a dimensão dos estragos visíveis.

Apesar da urgência em restabelecer a normalidade, os trabalhos de reparação definitiva encontram-se, para já, reféns das condições meteorológicas e hidrológicas. O Ministro explicou que a intervenção estrutural só poderá avançar quando o caudal do rio baixar. Até lá, a estratégia passa pela contenção de emergência: dezenas de camiões estão a ser mobilizados para o local para depositar enrocamento – grandes blocos de pedra – com o objetivo de estabilizar a zona afetada e travar a erosão.

O cenário exige cautela redobrada, uma vez que existe o risco real de a fissura, atualmente localizada no sentido norte-sul, alastrar à faixa contrária. Perante a gravidade da ocorrência, Miguel Pinto Luz foi perentório ao afirmar que a infraestrutura demorará “seguramente semanas” até voltar a estar ao serviço dos condutores, mas deixou uma garantia de compromisso total do Governo e das equipas técnicas, assegurando que não desmobilizarão até que a A1 esteja novamente operacional.

Enquanto decorrem os trabalhos de avaliação técnica e estabilização dos solos, a concessionária aconselha os automobilistas a utilizarem itinerários alternativos, nomeadamente o corredor composto pelas A8, A17 e A25, ou o IC2, de forma a evitar a zona sinistrada.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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